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Denúncia de racismo paralisa partida do Brasileirão Feminino Sub-20 em Manaus

Arbitragem acionou o protocolo antirracismo em Tarumã x Red Bull Bragantino

Giselly Correa Barata
São Paulo (SP)
Dia 02/04/2026
17:49
Atualizado há 2 minutos
Protocolo antirracismo é acionado em jogo do Brasileirão Feminino sub-20. (Foto: reprodução/CBF TV)
imagem cameraProtocolo antirracismo é acionado em jogo do Brasileirão Feminino sub-20. (Foto: reprodução/CBF TV)

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Uma denúncia de racismo marcou a partida entre Tarumã e Red Bull Bragantino, vencida pela equipe paulista por 4 a 0 (gols de Rafa Rodrigues, 3x, e Kauane) e válida pela 5ª rodada do Brasileirão Feminino Sub-20, disputada na tarde de quarta-feira (1º), em Manaus. O caso ocorreu no fim do primeiro tempo e provocou a paralisação do jogo por cerca de cinco minutos, conforme registrado na transmissão da CBF TV.

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O que motivou a denúncia de racismo

A denúncia partiu da atacante Kauane, camisa 20 do Red Bull Bragantino, que relatou à equipe de arbitragem ter sido alvo de uma ofensa de cunho racista vinda da arquibancada. Após o relato, o árbitro Leonardo Chaul Paixão acionou o protocolo antirracismo aos 49 minutos da etapa inicial.

De acordo com a súmula da partida, o árbitro registrou:
"Aos 45+4' do primeiro tempo de jogo, a atleta de número 20, sra. Kauane de Souza, da equipe do Red Bull Bragantino, informou a equipe de arbitragem que foi chamada de 'neguinha' por um torcedor não identificado. Após o ocorrido, foi realizado o protocolo anti-racismo e o delegado da partida procedeu com comunicado ao público presente em relação ao ocorrido. Informo que a partida ficou paralisada por 5 minutos e, após o comunicado, a partida transcorreu normalmente."

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A equipe de arbitragem foi composta por Leonardo Chaul Paixão (árbitro principal), Kailane Serrão Rozeno (assistente 1), Wesley Antonio Saraiva da Silva (assistente 2) e Elenildo Batista Rodrigues Junior (quarto árbitro), todos da federação amazonense.

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Posicionamentos de Bragantino e Tarumã

Em nota oficial, o Red Bull Bragantino afirmou que a jogadora relatou o episódio à arbitragem ainda durante o primeiro tempo e destacou que o caso teria partido da torcida adversária. O clube manifestou solidariedade à atleta e reforçou repúdio a qualquer forma de discriminação, informando que acompanhará a apuração dos fatos junto às autoridades competentes.

Já o Esporte Clube Tarumã também repudiou qualquer ato de racismo, mas apresentou uma versão distinta sobre o ocorrido. Segundo o clube, a expressão teria sido utilizada por um familiar da atleta Evelyn Maués, de forma "carinhosa", como incentivo durante a partida. A nota ressalta que termos como "neguinha" ou "magrela" são, segundo o clube, comuns no contexto cultural da região amazônica e não teriam sido empregados com intenção ofensiva.

O Tarumã afirmou ainda que permanece à disposição para esclarecimentos e reiterou seu compromisso com o respeito e a igualdade.

O caso deve ser analisado pelas autoridades desportivas, que poderão adotar medidas conforme os desdobramentos da investigação.

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