Um feito que apenas o tempo vai dimensionar: Corinthians está na final da Copa dos Campeões
Leia crônica da vitória histórica do Corinthians diante do Gotham nesta quarta (28)

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Final de jogo dramático, daqueles em que os segundos se arrastam como horas. Oito minutos de acréscimos, depois mais dois. Quando Gabi Zanotti balança as redes, no fim do segundo tempo, Duda Sampaio se ajoelha no gramado; poucos metros à frente, Zanotti e Ivana Fuso vibram com o alívio e a euforia de quem sabe o tamanho do que acabou de acontecer. O Corinthians está na final da Copa dos Campeões.
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Não qualquer competição, que as Brabas se acostumaram a empilhar nos últimos anos. É o primeiro torneio intercontinental de clubes feminino, por isso, extrapola o placar. Daqueles feitos cujo real tamanho só será plenamente compreendido com o passar do tempo, quando o distanciamento histórico permitir dimensionar o que elas construíram nesta manhã em Londres.
O Corinthians escreveu uma página inédita ao superar o Gotham por 1 a 0 e garantir presença na decisão de um torneio internacional de peso.
O triunfo no Estádio Brentford não foi apenas uma vitória contra um adversário tradicional dos Estados Unidos, mas a confirmação de um projeto esportivo que há anos se sustenta em regularidade, ambição e capacidade de competir em diferentes contextos.
O gol de Gabi Zanotti, decisivo, simbolizou mais do que a eficiência em um momento-chave: representou a maturidade de um time que sabe sofrer, controlar espaços e entender o jogo para além do brilho individual.
Em campo, o Corinthians lidou com o desafio do ineditismo — jogar, vencer e avançar em uma competição inédita. Fora dele, reafirmou sua condição de referência continental ao reduzir a distância histórica que separa clubes sul-americanos dos grandes centros do futebol mundial. Chegar à final da Copa dos Campeões, nesse sentido, é um marco que dialoga com o presente, mas projeta consequências para o futuro da modalidade.
Agora, as Brabas aguardam o vencedor do confronto entre Arsenal, da Inglaterra, e ASFAR, do Marrocos, que se enfrentam também nesta quarta-feira (28), às 15h (horário de Brasília). Independentemente do adversário, o Corinthians já transformou a campanha em algo maior do que uma simples decisão: representou a força do futebol sul-americano e abriu caminhos.



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