Corinthians ofensivo e vertical: o DNA tático de Emily Lima para as Brabas
Ex-jogadora transforma vivência dentro de campo em convicções táticas baseadas em equilíbrio, verticalidade e exigência máxima

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Apresentada no CT Joaquim Grava nesta quinta-feira (26), Emily Lima deixou claro que o torcedor pode esperar um time protagonista. A treinadora falou abertamente sobre modelo de jogo, variações táticas e a identidade que pretende imprimir no feminino do Corinthians.
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A nova comandante também confirmou a composição da comissão técnica das Brabas: Jaqueline Ucella será a assistente, Liliane Cruz assume a preparação física e Joe Montero, ex-seleção peruana feminina, chega para cuidar das goleiras. Um fisiologista, que já estava acertado, também fará parte do staff.
A técnica reconheceu que, em passagens por seleções como Peru e Equador, precisou adaptar sua equipe a contextos mais defensivos.
— Se eu for jogar com Peru e Equador de igual para igual contra qualquer seleção sul-americana, eu vou tomar 10, 12, 15 — explicou, reforçando que o modelo sempre depende do elenco à disposição. No Parque São Jorge, porém, o cenário é outro.
— Hoje no Corinthians nós estamos com um elenco que você pode ser ofensivo de todas as formas. Pode atacar por dentro, por fora, jogar no 4-3-3, no 4-1-3-2, no 3-4-3. Tem muita jogadora de meio boa — detalhou a técnica.
— Eu gosto de chegar com seis, sete, oito jogadoras. Às vezes a gente fica atrás com dois e um, porque gosta de apoiar com duas laterais — completou, citando quando esteve à frente do Santos no título paulista de 2018.
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Corinthians com posse de bola e protagonismo
Posse de bola? Sim. Mas com propósito. "A gente gosta de ter a posse com o objetivo de ser vertical e chegar ao gol. Tocar, tocar, tocar… a gente precisa de gol. Então finaliza."
Ao mesmo tempo, faz questão de frisar o equilíbrio. Para ela, organização defensiva é ponto inegociável.
— Uma equipe bem organizada defensivamente dificilmente sofre gol. E uma equipe organizada, com mobilidade e intensidade, chega ao gol mais rápido — disse Emily.
Ao longo da coletiva, deixou escapar que sua leitura atual de jogo é reflexo direto da atleta intensa e competitiva que foi. A exigência por organização defensiva e, ao mesmo tempo, por apoio constante das laterais nasce dessa vivência prática, de quem sentiu na pele a importância de equilíbrio entre atacar com volume e não se desproteger atrás.
A estreia da nova treinadora será diante do Palmeiras, em 13 de março, às 21h30, na Arena Barueri, pela terceira rodada da competição. Na sequência, terá jogos contra o América-MG, no dia 23, e Botafogo, no dia 27, todos pelo Brasileirão Feminino.
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