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Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita: especialista fala sobre prevenção no futebol feminino

Arritmias podem acontecer de forma silenciosa

PorGiselly Correa BarataSão Paulo (SP)
12/11/2025 16:16
Futebol feminino. (Foto: Pedro Zacchi/Ag.Paulistão)
Futebol feminino é tema no Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. (Foto: Pedro Zacchi/Ag.Paulistão)

O futebol feminino vive uma fase de crescimento no Brasil, com atletas cada vez mais jovens atingindo alto rendimento. Mas a rotina intensa de treinos e jogos também traz um alerta importante neste 12 de novembro, Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. Segundo especialistas, até pessoas saudáveis e com boa forma física podem desenvolver arritmias de forma silenciosa.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), uma em cada quatro pessoas pode apresentar o problema ao longo da vida. No Brasil, cerca de 300 mil mortes súbitas são registradas todos os anos, muitas delas em jovens sem histórico de doenças cardíacas.

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Um estudo publicado em 2025 no JAMA Network Open analisou casos de parada cardíaca súbita em atletas entre 2017 e 2022 e revelou que quase metade (49%) dos episódios terminou em morte, mesmo entre indivíduos sem diagnóstico prévio. O dado acende um sinal de alerta para o esporte, inclusive o feminino, que cresce em intensidade e exigência física.

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— Há uma percepção equivocada de que apenas pessoas idosas ou com doenças cardíacas conhecidas estão em risco. Mas a verdade é que arritmias podem acometer qualquer pessoa, inclusive atletas amadoras e corredoras de rua. O impacto é enorme quando eventos como esses acontecem em indivíduos jovens — explica o Dr. Leandro Costa, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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O que são as arritmias e como prevenir

As arritmias são alterações no ritmo do coração, que pode bater rápido demais, devagar demais ou de maneira irregular. Muitas vezes, os sintomas são discretos, como palpitações, tontura e cansaço, e passam despercebidos. Em casos graves, o primeiro sinal pode ser justamente a morte súbita.

— Por isso, o acompanhamento médico é essencial, especialmente para quem tem histórico familiar, hipertensão, diabetes, obesidade ou pratica exercícios intensos sem avaliação prévia — alerta o especialista.

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O médico reforça que a prática esportiva continua sendo uma grande aliada da saúde, mas precisa ser acompanhada de forma segura.

— A atividade física é uma das melhores formas de prevenção, mas deve vir acompanhada de uma avaliação cardiológica. Exames como o eletrocardiograma, o teste ergométrico e o ecocardiograma ajudam a detectar alterações que passam despercebidas — afirma.

Entre jogadoras profissionais e atletas de alta performance, o esforço intenso pode, em casos raros, revelar arritmias pré-existentes. A combinação de carga física elevada e distúrbios elétricos silenciosos aumenta o risco de eventos súbitos, o que reforça a importância da cardiologia esportiva também no futebol feminino.

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