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Um acidente fatal no GP do Japão mudou a história da F1; entenda

Jules Bianchi morreu após um grave acidente no Circuito de Suzuka em 2014

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Rio de Janeiro (RJ)
Dia 27/03/2026
09:00
Acidente fatal de Jules Bianchi foi registrado apenas por fãs (Foto: Reprodução / Redes Sociais / Acervo Lance!)
imagem cameraAcidente de Jules Bianchi no GP do Japão (Foto: Reprodução/F1)

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Quem acompanha a Fórmula 1 há muito tempo sabe que grandes mudanças aconteceram com o passar dos anos, principalmente no quesito segurança. Cerca de 10 anos atrás, um acidente fatal foi o responsável pela adição de uma das principais medidas de proteção da categoria: o halo. O episódio aconteceu no GP do Japão da temporada de 2014 e culminou a morte de Jules Bianchi.

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Relembre o acidente fatal

Embora um tufão de aproximasse do país, a corrida do GP do Japão seguia normalmente sob fortes chuvas. O problema se iniciou com a batida de Adrian Sutil, da Sauber, na volta 40. Na época, a direção de prova decidiu que o safety car não era necessário e apenas bandeiras amarelas duplas foram colocadas no local. Enquanto isso, a retirada do carro era feita por um trator.

Sem a paralização, poucas voltas depois, o acidente que chocaria a elite do automobilismo aconteceu. Jules Bianchi, da Marussia, aquaplanou na pista e foi em direção ao carro da Sauber que estava abandonado. O francês bateu no carro de Sutil e depois chocou o lado esquerdo do capacete fortemente no trator que estava ao lado do veículo.

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Entenda acidente de Jules Bianchi na F1 (Foto: Reprodução / Henrique Assale / Arte LANCE! / Acervo Lance!)
Entenda acidente de Jules Bianchi na F1 (Foto: Reprodução / Henrique Assale / Arte LANCE! / Acervo Lance!)

A batida de 254 g (equivalente a 254 vezes a força da gravidade) deixou uma lesão axonal difusa no piloto de 25 anos. Ele foi levado a um hospital no Japão e entrou em coma. Meses depois, foi transferido para um hospital na frança, onde morreu. A morte foi a primeira na F1 desde o acidente de Ayrton Senna no GP de San Marino, em 1994.

➡️ Primeira vitória de Ayrton Senna no GP do Brasil aconteceu há 35 anos

A criação do halo mudou a F1

Quando o halo foi apresentado, a reação não foi nada amigável. Pilotos torceram o nariz, torcedores criticaram sem dó, e muita gente achava que aquilo descaracterizava a essência dos carros de Fórmula 1. Afinal, a ideia de um cockpit aberto parecia estar sendo deixada de lado. Só que o tempo tratou de mudar esse cenário. Em poucos anos, no entanto, a pergunta deixou de ser "isso deveria existir?" e virou algo bem mais direto: "como a F1 ficou tanto tempo sem isso?".

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Logo na temporada de estreia, em 2018, o dispositivo já mostrou a que veio: no GP da Bélgica, em Spa, um acidente logo na largada colocou Charles Leclerc em risco quando o carro de Fernando Alonso acabou passando por cima do Sauber. Um dos pneus atingiu exatamente a área protegida pelo halo. Depois, a FIA apontou que, sem aquela estrutura, o impacto teria sido direto na viseira do capacete – algo com potencial de consequências muito mais graves.

O episódio mais chocante veio em 2020, no GP do Bahrein, com Romain Grosjean. O carro dele atravessou a barreira, se partiu e virou uma bola de fogo. Foi uma cena que parou o mundo, mas, contra todas as expectativas, ele conseguiu sair com vida. O halo teve papel crucial ao impedir que a barreira invadisse o cockpit. Ironicamente, o próprio Grosjean, que antes criticava o dispositivo, depois reconheceu sua importância ao admitir que provavelmente não estaria vivo sem ele.

Em Silverstone de 2021, mais um exemplo. A roda do carro de Max Verstappen passou por cima do de Lewis Hamilton após um toque – e foi justamente a estrutura de titânio que evitou um contato direto com o capacete. Mais uma vez, o halo cumpriu seu papel, preservando o espaço ao redor da cabeça até o carro parar completamente.

Halo protegeu a cabeça de Hamilton da roda de Verstappen em 2021 (Foto: Reprodução / F1)
Halo protegeu a cabeça de Hamilton da roda traseira de Verstappen em 2021 (Foto: Reprodução / F1)

F1 volta para GP do Japão

Para dar sequência a temporada de 2026, a Fórmula 1 volta à ação no Grande Prêmio do Japão, agendado para os dias 26 a 29 de março. A prova é realizada no Circuito de Suzuka, que receberá a terceira etapa do calendário. Por causa do fuso horário, essa etapa também acontecerá de madrugada – assim como Austrália e China. Veja os horários abaixo:

QUINTA-FEIRA, 26 DE MARÇO
🏎️ Treino Livre 1  - 23h30 (de Brasília) | Sportv3 e 4k, Globoplay (streaming) e F1TVPro (streaming)

SEXTA-FEIRA, 27 DE MARÇO
🏎️ Treino Livre 2  - 03h00 (de Brasília) | Sportv3 e 4k, Globoplay (streaming) e F1TVPro (streaming)
🏎️ Treino Livre 3 - 23h30 (de Brasília) | Sportv3 e 4k, Globoplay (streaming) e F1TVPro (streaming)

SÁBADO, 28 DE MARÇO
🏎️ Classificação - 03h30 (de Brasília) | TV Globo, Sportv3 e 4k, Globoplay (streaming) e F1TVPro (streaming)

DOMINGO, 29 DE MARÇO
🏎️ Corrida - A partir de 2h (de Brasília) | TV Globo, Sportv3Globoplay (streaming) e F1TVPro (streaming) ➡️ O Lance! acompanha em tempo real

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