Hélio Castroneves crava 'pressão' em pilotos por novo regulamento da F1
Piloto da Stock Car destacou ainda o que esperar de Gabriel Bortoleto em 2026

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A estreia do novo regulamento da Fórmula 1 em 2026 deve aumentar a pressão sobre os pilotos dentro e fora da pista. Em entrevista exclusiva ao Lance!, Hélio Castroneves analisou os desafios da nova geração de carros e apontou a gestão de energia como um dos pontos mais críticos da temporada.
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— Quando você tem um regulamento tão amplo como esse que a Fórmula 1 está estreando neste ano, o piloto tem uma participação fundamental em vários aspectos. É ele que vai conduzir um carro novo, equipado com um novo motor e com as novas soluções aerodinâmicas, mecânicas e eletrônicas que, obviamente, formam um conjunto totalmente novo. É difícil dizer o que mais afeta os pilotos, mas acredito que uma das maiores preocupações é a recuperação de energia.
Esse detalhe ligado à energia segue como um dos pontos que mais chamaram a atenção dos fãs nas redes sociais. Durante os treinos do GP da Austrália, um vídeo de uma volta de Oscar Piastri gerou debate justamente pela aparente queda de rendimento do carro no fim das retas — algo que estaria relacionado à necessidade de recarregar a bateria. Veja abaixo:
Um erro de decisão no meio da corrida pode trazer consequências importantes para o piloto, seja na disputa por posições ou até em problemas mais graves no carro. Por isso, segundo Castroneves, a temporada deve ser marcada por uma pressão ainda maior sobre os competidores.
— Depende do piloto e das condições que a equipe oferece para que o trabalho seja exercido. Basicamente, é um período de muita exigência, expectativa e cobrança. Tudo isso junto, mais o conhecimento contínuo de um carro novo, se transforma em muita pressão — destacou o piloto da Stock Car.
Mudanças elétricas significativas
O Modo Reto é uma nova configuração aerodinâmica que reduz o arrasto para aumentar a eficiência e a velocidade nas retas. Diferentemente do antigo DRS, agora tanto a asa traseira quanto a dianteira se ajustam simultaneamente: enquanto o elemento superior da asa traseira se abre, os elementos superiores da asa dianteira descem.
Esse sistema alterna automaticamente entre mais carga aerodinâmica nas curvas e menor resistência nas retas, sendo utilizado em áreas específicas do circuito durante voltas em pista seca.
Já o Modo Ultrapassagem, que substitui o DRS, funciona como um impulso extra de potência elétrica. Ele permite ao piloto utilizar energia adicional para manter velocidades mais altas por mais tempo. O recurso só fica disponível quando o carro está a menos de um segundo do adversário em um ponto de detecção.
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Desafios para Bortoleto
O brasileiro terá nas mãos algumas novidades ligadas a componentes elétricos. A maneira como serão usados durante uma etapa será de responsabilidade do piloto. Na prática, esses recursos devem tornar a gestão de energia ainda mais estratégica durante as corridas – algo que exige precisão dos pilotos na hora de decidir quando atacar ou se defender ao longo da volta.
A entrega de um carro competitivo e seguro, no entanto, é de responsabilidade da equipe que, no caso de Bortoleto, é a Audi (antiga Sauber). Esse compromisso foi analisado pelo experiente Hélio Castroneves em conversa exclusiva com o Lance!. O piloto da Stock Car destacou que, durante esse período de adaptação ao novo regulamento, a expectativa é que o brasileiro ao menos termine todas as provas do calendário.
— Não me entenda mal, acho que a Audi fará um grande trabalho, mas se o Gabriel conseguir terminar corridas é porque o carro está, pelo menos, não quebrando. Carro na pista, sem quebra, é o melhor que podemos desejar a ele nesse momento. Se a equipe conseguir entregar um carro decente, ele vai andar muito bem. Mas temos de torcer e acompanhar, sem cobrança, pois a situação atual é aquela em que o piloto está nas mãos do time.

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