Conheça tudo sobre o GP da Austrália, palco da estreia da F1 em 2026
De história a fatos curiosos, o Lance! traz um guia sobre a etapa de estreia

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As férias da Fórmula 1 finalmente chegou ao fim, e o Grande Prêmio da Austrália está a poucos dias de dar o ponta pé inicial na temporada. Devido ao fuso horário, as primeiras atividades acontecem já nesta quinta-feira (5) no Brasil. Para perder nenhum detalhe, o Lance! preparou um guia completo com detalhes e história do circuito que estreia a F1 2026.
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A corrida principal está prevista para começar a partir das 1h (de Brasília), na madrugada entre sábado e domingo. Dada a largada, os pilotos precisarão finalizar as 58 voltas programadas, o que dará por volta de 306,124 km de distância percorrida.
Os recordes não podiam deixar de ser dos únicos heptacampeões mundias da F1. Enquanto Lewis Hamilton registra o maior número de pole positions conquistadas (8), Michael Schumacher foi o piloto que mais venceu a prova (4). Charles Leclerc, por sua vez, conta com o recorde da volta mais rápida: 1m19s813, em 2024.
1️⃣ Primeiro GP da Austrália na história
A primeira corrida da Fórmula 1 na Austrália aconteceu em 1985, no circuito de rua de Adelaide, que permaneceu no calendário por cerca de dez anos. No início da década de 1990, foi fechado um acordo para transferir a prova para Melbourne. A mudança foi oficializada em 1993, com a criação de um traçado montado nas ruas ao redor do Albert Park, utilizando vias como Aughtie Drive e Lakeside Drive, além de um trecho do estacionamento do Estádio Lakeside.
A estreia em Melbourne ocorreu em 1996, poucos meses após a última corrida em Adelaide. A prova ficou marcada por um forte acidente logo na largada, quando o carro de Martin Brundle decolou após tocar o Sauber de Johnny Herbert na curva 3.
🦘 Conheça o circuito de Albert Park, na Austrália
O circuito de Albert Park, em Melbourne (AUS), tem 5,278 km e 14 curvas distribuídas ao redor do lago que dá nome ao parque, na região central da cidade. O traçado ganhou mudanças importantes após a reforma concluída em 2020, que deixou a pista mais rápida e favoreceu as disputas por posição.
A volta começa na reta principal e segue para uma sequência de curvas de média velocidade. Apesar de não ser um ponto frequente de ultrapassagens, o trecho inicial costuma aproximar os carros para a freada da curva 3, considerada um dos principais locais de ataque do circuito. O ponto também ficou marcado por acidentes, como o de Fernando Alonso e Esteban Gutiérrez em 2016. Depois disso, os pilotos enfrentam uma série de curvas rápidas até o fim do primeiro setor, próximo da curva 6.
O segundo setor é o mais veloz da pista. Após a curva 6, os carros passam pelas curvas 7 e 8 praticamente em aceleração total, em um trecho rápido que funciona como uma longa reta curva e leva até a curva 9. Antes da reforma, esse ponto tinha uma sequência mais lenta que quebrava o ritmo dos carros e reduzia as oportunidades de disputa.
Já o terceiro setor começa justamente na curva 9, que junto da curva 10 forma outra área de ultrapassagem. Em seguida, os pilotos entram em mais uma reta que termina na forte freada da curva 11, outro ponto comum de ataques. O trecho final é o mais lento da pista, com frenagens nas curvas 12 e 13 antes da última curva, contornada em aceleração para o retorno à reta principal.

🚨 Modo Reto e pontos de detecção de ultrapassagem em Albert Park
O Modo Reto é uma nova configuração aerodinâmica que reduz o arrasto para aumentar a eficiência e a velocidade nas retas. Diferentemente do antigo DRS, agora tanto a asa traseira quanto a dianteira se ajustam simultaneamente: enquanto o elemento superior da asa traseira se abre, os elementos superiores da asa dianteira descem.
Esse sistema alterna automaticamente entre mais carga aerodinâmica nas curvas e menor resistência nas retas, sendo utilizado em áreas específicas do circuito durante voltas em pista seca. Em Albert Park, há cinco zonas designadas para esse modo: na reta principal e nos trechos entre as curvas 2-3, 5-6, 8-9 e 10-11.
Já o Modo Ultrapassagem, que substitui o DRS, funciona como um impulso extra de potência elétrica. Ele permite ao piloto utilizar energia adicional para manter velocidades mais altas por mais tempo. O recurso só fica disponível quando o carro está a menos de um segundo do adversário em um ponto de detecção. No circuito australiano, esse ponto aparece logo após a saída da curva 13, enquanto a ativação ocorre na entrada da última curva.
☀️ Previsão do tempo para o GP da Austrália
As primeiras atividades do GP da Austrália acontecerão sob um céu parcialmente nublado, segundo o site "The Weather Channel". Com ventos fracos, a chuva não deve aparecer nos treinos livres de sexta-feira (6), quando as duas primeiras sessões estão programadas no horário local – no Brasil, começam ainda na noite de quinta-feira (5).
As maiores chances de chuva aparecem no sábado (7), dia da primeira classificação da temporada. A previsão indica muitas nuvens durante toda a manhã e 24% de probabilidade de chuva, com temperatura por volta dos 21°C e ventos de até 25 km/h.
O sol volta a aparecer na corrida de domingo (8). Assim como no primeiro dia do Grande Prêmio, a previsão é de tempo parcialmente nublado, com poucas chances de chuva. O cenário, portanto, deve ser bem diferente do registrado no ano passado, quando a prova em Melbourne foi marcada por fortes pancadas de chuva.
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🏆 Todos os campeões do século
| Piloto | Equipe | Ano(s) da vitória |
|---|---|---|
Michael Schumacher | Ferrari | 2001, 2002, 2004 |
Giancarlo Fisichella | Renault | 2005 |
Fernando Alonso | Renault | 2006 |
Kimi Räikkönen | Ferrari / Lotus | 2007, 2013 |
Lewis Hamilton | McLaren / Mercedes | 2008, 2015 |
Jenson Button | Brawn GP / McLaren | 2009, 2010, 2012 |
Sebastian Vettel | Red Bull / Ferrari | 2011, 2017, 2018 |
Nico Rosberg | Mercedes | 2014, 2016 |
Valtteri Bottas | Mercedes | 2019 |
Charles Leclerc | Ferrari | 2022 |
Max Verstappen | Red Bull | 2023 |
Carlos Sainz Jr. | Ferrari | 2024 |
Lando Norris | McLaren | 2025 |
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