Análise: Gabriel Bortoleto precisa confiar na Audi para brilhar na F1
Brasileiro fará sua segunda temporada na Fórmula 1 sob um novo regulamento

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Nesta temporada, Gabriel Bortoleto não pode mais se aproveitar da "colher de chá" dada aos novatos. A tolerância com erros no segundo ano não é a mesma do início na Fórmula 1, embora o novo regulamento deva frear essa pressão geral entre os pilotos. Mas, afinal, com o que o brasileiro precisa se preocupar para a F1 2026?
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Uma coisa é certa: Bortoleto tem velocidade. Isso fica claro nos dados da última temporada, principalmente na comparação com Nico Hulkenberg. Apesar de o companheiro alemão ter levado a melhor em resultados nas corridas de domingo, foi o brasileiro quem venceu essa disputa interna nas classificações. Em 12 oportunidades, o novato esteve à frente do veterano no grid de largada.
A expectativa para 2026 é que essa estatística evolua a favor de Gabriel. Em meio a novas regras e novos carros, Bortoleto precisa encontrar uma maneira de transformar a ousadia — apresentada, e já elogiada, em grandes momentos do ano passado, mas que, algumas vezes, se transformou em acidente — em resultado durante as corridas. Para isso acontecer, uma troca mútua de confiança é a chave para o trabalho, sobretudo a longo prazo.
Mudanças no regulamento precisam ser trabalhadas em conjunto
Duas das principais novidades do regulamento são o Modo Reto e o Modo Ultrapassagem. O primeiro é uma configuração aerodinâmica usada em áreas específicas da pista para reduzir o arrasto e aumentar a velocidade nas retas, com ajustes simultâneos nas asas dianteira e traseira. Já o Modo Ultrapassagem funciona como um impulso extra de potência elétrica, liberado quando um piloto se mantém próximo do carro à frente em um ponto de detecção.
De um lado, o brasileiro terá nas mãos algumas novidades ligadas a componentes elétricos. A maneira como serão usados durante uma etapa será de responsabilidade do piloto. Na prática, esses recursos devem tornar a gestão de energia ainda mais estratégica durante as corridas — algo que exige precisão dos pilotos na hora de decidir quando atacar ou se defender ao longo da volta.
Do outro, a entrega de um carro competitivo e seguro vem da equipe, que, no caso de Bortoleto, é a Audi (antiga Sauber). Esse compromisso foi, inclusive, analisado pelo experiente Hélio Castroneves em conversa exclusiva com o Lance!. O piloto da Stock Car destacou que, durante esse período de adaptação ao novo regulamento, a expectativa é que o brasileiro ao menos termine todas as provas do calendário.
— Não me entenda mal, acho que a Audi fará um grande trabalho, mas se o Gabriel conseguir terminar corridas é porque o carro está, pelo menos, não quebrando. Carro na pista, sem quebra, é o melhor que podemos desejar a ele nesse momento. Se a equipe conseguir entregar um carro decente, ele vai andar muito bem. Mas temos de torcer e acompanhar, sem cobrança, pois a situação atual é aquela em que o piloto está nas mãos do time.
Um grande exemplo disso, ainda, é a situação da Aston Martin a poucos dias da corrida do Grande Prêmio da Austrália. A equipe precisou limitar o número de voltas permitidas para cada um de seus pilotos, Fernando Alonso e Lance Stroll, devido a problemas com a extrema vibração do carro. Esse problema não coloca apenas o Mundial em xeque, mas também a saúde dos competidores — algo que nunca deveria acontecer.
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Manter os pés no chão é importante
Há dois anos, a Sauber somou apenas três pontos durante toda a temporada. Com a chegada de Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg, o cenário mudou e até um pódio foi conquistado. Ao todo, foram 70 pontos registrados pela equipe em 2025, número que mostra uma evolução significativa. Apesar disso, é importante entender que a disputa pelo topo ainda não deve estar no horizonte imediato, permanecendo nas mãos das quatro grandes equipes: McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull.
A expectativa para a atual temporada segue sendo pontuar com regularidade. Manter-se entre as dez primeiras posições do grid já seria um indicativo de que o planejamento de longo prazo começa a dar resultados. Isso também precisa ser analisado dentro de um contexto mais amplo: 2026 marca a estreia de um novo regulamento e de uma geração de carros inédita, o que exige adaptação dos pilotos e das equipes na disputa por posições.

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