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Há 24 anos, Schumacher pagou 'dívida' a Rubinho na F1 no GP dos EUA

Heptacampeão mundial desacelerou na última volta e deu vitória a brasileiro

PorAnna Carolina Ramos•Rio de Janeiro (RJ)
24/10/2026 12:00
Michael Schumacher e Rubinho Barrichello comemoram pódio no GP da Áustria na F1 2002
Michael Schumacher e Rubinho Barrichello comemoram pódio no GP da Áustria na F1 2002 (Foto: AFP)

Durante 72 voltas, Michael Schumacher liderou com folga o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2002, em Indianápolis. Na volta final, porém, o alemão tirou o pé para permitir que seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello, se aproximasse. Os dois pilotos cruzaram a linha de chegada lado a lado em uma tentativa de "chegada fotográfica", mas o brasileiro acabou passando ligeiramente à frente.

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A cronometragem oficial registrou uma diferença de apenas 0s011 a favor de Barrichello. O resultado entrou para os livros de estatística como a segunda menor margem de vitória já registrada na história da Fórmula 1 – atrás apenas dos 0s010 que separaram Peter Gethin de Ronnie Peterson no GP da Itália de 1971.

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A cena inusitada em solo norte-americano aconteceu poucos meses após um dos episódios mais controversos do automobilismo recente: o GP da Áustria do mesmo ano. Em Spielberg, a Ferrari ordenou que Barrichello entregasse a vitória a Schumacher nos metros finais. O episódio gerou enorme rejeição do público e levou a FIA a banir ordens de equipe ostensivas na época.

Um plano de marketing que deu errado

Com os títulos mundiais de pilotos e de construtores já assegurados com antecedência pela Ferrari, o clima parecia de mera exibição. Segundo Schumacher, a ideia, ao desacelerar, era cruzar a linha em um empate simbólico para presentear o público americano com uma imagem marcante.

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O plano, contudo, falhou pela falta de precisão na velocidade de ambos. Rubinho, pego de surpresa pela redução drástica do companheiro, também desacelerou na reta principal sem saber exatamente como agir. "Na última curva eu não sabia o que fazer", admitiu o brasileiro, na época.

A aproximação foi tão milimétrica que nem os próprios pilotos sabiam quem havia vencido ao passar pela bandeirada. Nos metros seguintes, Schumacher e Barrichello apontavam um para o outro no cockpit, tentando entender o resultado da cronometragem.

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Críticas e o histórico de Barrichello

Embora Schumacher tenha declarado após a prova que a manobra também serviu como uma "compensação" pelo ocorrido na Áustria, a tentativa de encenar uma chegada conjunta foi mal recebida pela imprensa e por parte dos torcedores, que vaiaram o pódio em Indianápolis.

Apesar da polêmica, o resultado confirmou a quinta vitória da carreira de Barrichello na F1 – e a quarta na temporada de 2002 – e garantiu o vice-campeonato mundial ao brasileiro. Schumacher ficou com a segunda colocação, enquanto David Coulthard, da McLaren, completou o pódio a mais de sete segundos de distância da dupla de Maranello.

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O resultado ficou marcado não apenas pela vitória de Barrichello, mas pela forma como ela aconteceu: duas Ferrari cruzando praticamente juntas a linha de chegada, em uma das cenas mais inusitadas da história do GP dos Estados Unidos. E que rendeu registros históricos.

Schumi e Barrichello travaram uma chegada épica no GP dos EUA de 2002, com apenas onze milésimos de diferença do brasileiro, que conquistou a prova, para o alemão
Schumi e Barrichello travaram uma chegada épica no GP dos EUA de 2002 (Foto: Reprodução)
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