F1 confirma cancelamento das etapas do Bahrein e Arábia Saudita
Corridas estavam previstas para abril e não serão substituídas

A Fórmula 1 (F1) oficializou, neste sábado (14), o cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e Arábia Saudita, devido aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Segundo comunicado da entidade, não haverá substituições em abril, mês em que as corridas estavam previstas para acontecer. A decisão também se aplica às etapas da Fórmula 2, Fórmula 3 e F1 Academy.
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Assim, o calendário terá uma mudança significativa. Com 22 etapas no total, a temporada terá uma pausa após o GP do Japão, previsto para o dia 29 de março, retornando apenas para o GP de Miami, programado para 3 de maio.
— A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade e colegas em primeiro lugar. Após cuidadosa consideração, tomamos esta decisão com essa responsabilidade firmemente em mente. Continuamos na esperança de calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade na região, e meus pensamentos permanecem com todos os afetados por esses eventos recentes - declarou Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O comunicado oficial da F1 confirma que foram consideradas alternativas para manter o calendário, mas em conjunto com a FIA, a decisão foi pelo cancelamento sem substituições. Segundo a imprensa internacional, foram levantadas possibilidades de realizar etapas em Ímola, na Itália, Portimão, em Portugal, ou Istambul, na Turquia, cidades que já foram sedes de corridas.
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Cancelamento pode trazer prejuízo bilionário
Segundo relatório elaborado pelo banco de investimentos Guggenheim Partners e divulgado pela revista Forbes, a retirada das duas etapas do calendário representaria uma perda entre US$ 190 milhões e US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,01 bilhão a R$ 1,06 bilhão). Desse total, cerca de US$ 80 milhões (R$ 426 milhões) corresponderiam ao EBITDA, indicador financeiro que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
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