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Chefe da Mercedes rebate críticos de Antonelli na F1: 'Disseram que ele não merecia'

Piloto italiano precisa de dois pontos para conquistar título inédito na Fórmula 1

PorAnna Carolina Ramos•Rio de Janeiro (RJ)
27/10/2026 11:17
Kimi Antonelli, da Mercedes, em coletiva no GP da Bélgica pela F1 2026
Kimi Antonelli, da Mercedes, em coletiva no GP da Bélgica pela F1 2026 (Foto: Andrej ISAKOVIC / AFP)

O momento vivido por Kimi Antonelli está bem distante das dúvidas que apareceram em sua primeira temporada na Mercedes. Depois da vitória no GP dos Estados Unidos, Toto Wolff aproveitou para lembrar que o piloto de 20 anos chegou a ser questionado dentro do paddock. Agora, o italiano está a dois pontos de conquistar o primeiro título mundial da carreira.

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A evolução impressiona quando comparada ao início da trajetória de Antonelli na Mercedes. Em 2025, o italiano chegou a passar nove corridas sem pontuar e enfrentou um período de forte pressão. Agora, aos 20 anos, lidera o campeonato com ampla vantagem e pode confirmar o primeiro título da carreira já no GP do México.

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— Há muitas pessoas que disseram no ano passado, após nove corridas sem pontos, que ele não deveria ser piloto da Mercedes. Pessoas em outros times que disseram que ele não deveria estar na F1. Lembro das lágrimas em Spa, então agora é extremamente satisfatório ver o que ele conseguiu fazer, como ele trabalhou com o time, com o Bono, e ganhando resultados. Mas não foi um caminho fácil — afirmou Wolff, em entrevista ao "ge".

Wolff destaca trabalho de longo prazo com Antonelli

Apesar de ter sido uma das figuras mais importantes na promoção do italiano à Fórmula 1, Wolff fez questão de dividir os méritos pela evolução do piloto. O chefe da Mercedes lembrou que o trabalho começou muito antes da estreia na categoria e envolveu diferentes profissionais da estrutura da equipe.

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Antonelli entrou no programa de jovens pilotos da Mercedes ainda aos 11 anos. Desde então, passou por um processo de desenvolvimento que incluiu as categorias de base, o contato com os engenheiros da equipe e a preparação para assumir um cockpit na F1.

— Eu não fui o único responsável por isso. Foi um trabalho de time, foi nosso time júnior que o descobriu quando ele tinha 11 anos. E agradeço ao grupo que o desenvolveu por muitos anos — explicou.

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A transformação de Kimi também aparece nos resultados. Depois das dificuldades de 2025, o italiano venceu nove das 18 corridas disputadas até aqui em 2026 e chega ao México precisando de apenas dois pontos para assegurar o campeonato.

Agora, a próxima etapa, que acontece entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, pode encerrar a disputa pelo título. Se somar dois pontos no GP do México, Kimi Antonelli será campeão mundial pela primeira vez. Ou seja, o italiano precisa só ficar em nono para transformará de vez as dúvidas de 2025 em uma lembrança (bem) distante.

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Kimi Antonelli no pódio do GP dos EUA de F1, erguendo troféu e sorrindo (Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP)
Kimi Antonelli no pódio do GP dos EUA de F1, erguendo troféu e sorrindo (Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP)
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