Banco brasileiro investiu R$ 26 milhões em equipe com plano para piloto que nunca estreou na F1

Felipe Drugovich foi reserva da Aston Martin por três anos, mas nunca correu

PorAnna Carolina RamosRio de Janeiro (RJ)
26/03/2026 17:32
Atualizado em 27/03/2026 08:50
Felipe Drugovich
Felipe Drugovich foi piloto reserva da Aston Martin na F1 (Foto: Divulgação/Aston Martin)

O acordo entre a Aston Martin e a brasileira XP prometia mais do que visibilidade na Fórmula 1. Com investimento milionário na escuderia, o projeto incluía a expectativa de impulsionar a carreira de Felipe Drugovich rumo ao grid da categoria. No entanto, apesar de ter sido piloto reserva da equipe, o plano não se concretizou: o brasileiro nunca disputou uma corrida sequer na F1.

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Relembre acordo entre banco brasileiro e Aston Martin

A equipe Aston Martin, da Fórmula 1, acertou o patrocínio da empresa de investimentos XP na reta final da temporada de 2022. De origem brasileira, a companhia estampou a logomarca nos carros e uniformes do time a partir do GP de Interlagos. O projeto previa apoio a novos pilotos nascidos no país.

Vale citar que o brasileiro Felipe Drugovich assumiu o posto como piloto reserva da Aston Martin no ano seguinte ao acordo. Na época, os valores e o tempo de contrato não foram divulgados por nenhuma das partes.

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Números divulgados em meio a crise

Em meio a acusações contra Daniel Vorcaro, documentos da negociação entre o banco e a Aston Martin foram revelados pelo portal "Metrópoles". Os valores acordados chegaram a US$ 5 milhões (cerca de R$ 26,2 milhões na cotação atual), referentes ao patrocínio da escuderia inglesa.

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Um dos pontos destacados no contrato previa apoio ao desenvolvimento de Felipe Drugovich, com o objetivo de levá-lo a conquistar uma vaga como titular na Fórmula 1. No entanto, o objetivo não foi alcançado.

"AMF1 apoiará e desenvolverá Felipe Drugovich com o objetivo de que ele conquiste uma vaga na Fórmula 1, em contrapartida a XP e outras empresas sediadas no Brasil, incluindo a patrocinadora (Banco Master), fornecerão financiamento".

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Sem sucesso na F1

Mesmo inserido na estrutura da Aston Martin, Drugovich não teve oportunidades em corridas oficiais da Fórmula 1. Sua participação se limitou a treinos livres, seguindo a exigência da categoria de que pilotos titulares cedam seus carros em sessões específicas ao longo da temporada.

Sem espaço no grid, o brasileiro buscou alternativas para seguir ativo no automobilismo. Drugovich disputou a European Le Mans Series e participou das 24 Horas de Le Mans na classe Hypercar, defendendo a Cadillac Whelen Racing.

Além disso, a Fórmula E também entrou no radar do piloto, que passou a competir, desta vez como titular, na categoria de carros elétricos na temporada 2025/26.

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Felipe Drugovich em garagem da Aston Martin na F1 (Foto: Divulgação/Felipe Drugovich)

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