Comentarista compara Corinthians e São Paulo em meio a crises: 'Acostumado'
Clubes paulistas vivem momentos semelhantes, mas resultados diferentes em campo

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O jornalista Arnaldo Ribeiro comparou as crises de Corinthians e São Paulo na última temporada do futebol brasileiro. De um lado, mesmo com a conta no vermelho, o alvinegro conseguiu conquistar os títulos do Campeonato Paulista e Copa do Brasil. Já o Tricolor, passou o ano em branco.
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Durante o programa "Posse de Bola", do site "Uol Esporte", o comunicador destacou que o Corinthians está acostumado ao caos, e, por isso, consegue ter sucesso em campo. Por outro lado, o São Paulo sucumbe em meio à pressão da crise.
— Tem diferenças grandes entre Corinthians e São Paulo. Primeiro, no ano passado o time do Corinthians era bem melhor. Isso é o mais importante. Arrebentaram o clube? Sim. Triplicou a dívida, mas tinha um time melhor. Segundo, o Dorival Júnior é um treinador acostumado ao caos. Terceiro, o corintiano é acostumado ao caos — afirmou o jornalista.
— A torcida não desmobiliza o time. Sendo capaz de encher o estádio sempre, mesmo em crise. O São Paulo não é acostumado a isso. Não estou fazendo uma comparação pejorativa, não. É questão de característica de torcidas — concluiu.
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Crise no São Paulo
O Tricolor vive momento instável, com polêmicas envolvendo o atual presidente Julio Casares. O escândalo acontece devido à denúncias de esquemas de desvios financeiros na gestão dele, incluindo saques milionários das contas do clube. O caso virou matéria exclusiva do Fantástico, da Rede Globo. Na reportagem, as defesas das partes envolvidas - como a de Julio Casares e do próprio clube - se manifestaram.
No dia 6 de janeiro, foi revelado que o presidente Julio Casares teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro em sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025. As movimentações do presidente do São Paulo estão sendo investigadas pela Polícia Civil.
Além disso, a investigação também aponta que, no período entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, foram sacados R$ 11 milhões em espécie das contas do São Paulo, distribuídos em 35 operações. Casares foi eleito presidente no fim de 2020 e assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2021.
De acordo com as manifestações de Bruno Borragine, advogado do presidente Julio Casares, e de Pedro Ivo Gricoli Iokoi, advogado do São Paulo Futebol Clube, os saques seriam destinados para despesas do clube, como pagamentos de "bicho" e valores em caixa no dia dos jogos.
- É importante esclarecer à sociedade que o clube possui despesas que, em alguns casos, são quitadas em dinheiro em espécie. A logística envolve valores em caixa no dia dos jogos, mas o principal e mais volumoso exemplo é o pagamento de premiações, o chamado "bicho", que pode ser feito em dinheiro, especialmente em partidas de maior importância, como clássicos ou jogos decisivos. Esses valores pertencem ao São Paulo e são sacados pelo próprio clube para o pagamento de suas despesas. Todos os montantes retirados são integralmente contabilizados, com registro da finalidade e da forma de utilização - explicou Ivo Iokoi.
Os dados surgiram a partir da análise de relatórios do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão do Governo Federal. O Lance! confirmou que os valores e informações citados pelo UOL constam nos autos da investigação conduzida pela Polícia Civil.
Um dos dirigentes também citados no inquérito é Nelson Marques Ferreira, que se tornou diretor adjunto em 2021 e permaneceu no cargo até novembro do ano passado.
Nos anos de 2022 e 2023, ele teria criado cerca de 15 franquias, estruturadas por meio de diferentes pessoas jurídicas, instaladas em shopping centers. A partir da identificação dessas franquias em um curto intervalo de tempo, a investigação foi ampliada para analisar possíveis irregularidades.
Posteriormente, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, passou a avaliar movimentações relacionadas ao próprio clube, que, em tese, figura como vítima. Informações das contas do São Paulo chegaram à Polícia, e os relatórios do Coaf apontaram a realização de 135 saques em dinheiro em espécie, entre 2021 e 2025, que somariam cerca de R$ 11 milhões. O Lance! apurou, quando o assunto começou a circular, que as movimentações despertaram atenção do Ministério Público e da Polícia.

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