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Jardim exalta capacidade sem bola de Pedro, do Flamengo: 'Espírito de pressionar'

Técnico português vai na contramão de antigas críticas sobre o camisa 9

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Pedro Werneck
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 19/04/2026
23:53
Atualizado há 4 minutos
Pedro disputa bola com jogador do Bahia (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
imagem cameraPedro disputa bola com jogador do Bahia (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

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Além de elogiar o bom momento técnico de Pedro, Leonardo Jardim foi na contramão de velhas críticas e destacou o comportamento do atacante do Flamengo sem a bola. Após a vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, neste domingo (19), o treinador português exaltou a participação do camisa 9 na pressão alta, assim como nos momentos em que o Rubro-Negro recuou suas linhas. No entanto, não quis opinar diretamente sobre a possibilidade de o seu comandado disputar a Copa do Mundo.

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— Já falamos várias vezes desses assuntos. Todo jogador do Flamengo pode representar a seleção do seu país, como todo jogador de grande clube europeu. O Pedro tem evoluído por mérito próprio, mostra competência, números, atitude, capacidade de reação na perda de bola e integra o espírito da equipe de pressionar e recuperar a bola, também retorna para ajudar quando estamos no bloco mais baixo. Hoje até fechou o corredor pelo lado direito quando precisou. Esta solidariedade que ele mostra cria energia positiva para fazer as coisas que melhor sabe: marcar gols e flutuar entrelinhas. O grupo valoriza o comportamento dele — elogiou.

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Pedro voltou à equipe titular depois de iniciar no banco de reservas o jogo da Libertadores contra o Independiente Medellín, quando entrou na reta final e marcou o quarto gol da vitória por 4 a 1. Na ocasião, Bruno Henrique foi titular. Questionado na entrevista coletiva, Jardim não descartou a possibilidade de os atacantes atuarem juntos ao lado de Arrascaeta.

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— É possível jogar os três (Bruno Henrique, Arrascaeta e Pedro) juntos. Já aconteceu. Vão jogar cinco jogos juntos durante 90 minutos? Não. Mas claro que poderiam jogar um ou outro juntos, é normal, podem se encaixar. Mas vários jogos juntos seria um grande risco de perder os três, teriam fadiga muito grande. São jogadores que têm o DNA do clube, isso é importante — afirmou.

Pedro aplaude Arrascaeta enquanto uruguaio comemora gol que abriu o placar contra o Bahia (Foto: Adriano Fontes / Flamengo)
Pedro aplaude Arrascaeta enquanto uruguaio comemora gol que abriu o placar contra o Bahia (Foto: Adriano Fontes / Flamengo)

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Outras respostas de Leonardo Jardim, técnico do Flamengo

Nota para a atuação contra o Bahia

— Em relação ao jogo, é difícil dar nota. Tenho que dar 8, 9, mas pecamos na finalização. Poderíamos ter um resultado mais robusto. O Flamengo teve iniciativa no jogo, procuramos situações de gol. Acabamos por ser penalizados pela ineficácia de algumas situações. A vitória é justificada. Fomos a melhor equipe.

Próximo jogo: contra o Vitória pela Copa do Brasil

— Falei há três dias: nossa prioridade é sempre o próximo jogo. O Flamengo tem responsabilidade em todas as competições, desde o Carioca a Copa do Brasil, Libertadores e Brasileiro. Podemos trocar alguns jogadores como temos feito, mas a responsabilidade máxima é procurar dar o primeiro passo para a classificação contra o Vitória, que é uma equipe intensa. Tive a preocupação de vê-los contra o Corinthians. É uma equipe intensa, de duelos, e temos que ser competentes para conseguir um bom resultado em casa.

Prioridades do Flamengo

— Não consigo responder (se é possível ganhar as três competições principais), mas posso dizer que jogamos com responsabilidade, que queremos ser competitivos em todas, não deixar nenhuma de lado. Nesse momento não vai se decidir nada, mas é importante estarmos presentes para ter a possibilidade de disputar no segundo semestre. A rotação do elenco permite que a gente chegue inteiro nas três. Nunca ninguém ganhou as três, é difícil. Temos que focar primeiro no processo para transformar em vitórias. Nossa ideia, nesse momento, é qualificar a equipe para a próxima etapa.

Estratégia contra o Bahia

— Conhecemos bem o Bahia. Ano passado tive a felicidade de jogar duas vezes contra o Bahia, com o mesmo treinador. É uma equipe que gosta de ter a bola, então temos que pressionar para causar dificuldade. Foi o que fizemos em termos defensivos. Sabemos que o Bahia gosta de jogar por dentro e nós também também colocamos os jogadores mais por dentro. No ataque, falei para os jogadores para procurarmos o jogo de transição e o jogo pelas laterais porque o Bahia se fecha por dentro e a gente tem que obrigá-los a ir para o corredor, jogar entrelinhas e no espaço. No jogo entrelinhas às vezes não tomamos as melhores decisões.

Insistência do Flamengo após oportunidades perdidas

— Mas preciso parabenizar os jogadores pela perseverança por manter o jogo aceso. Uma coisa importante que eu disse ao jogadores no fim: muitas equipes criam duas, três e não conseguem fazer o segundo. E a outra equipe faz um arremate e consegue empatar o jogo. A gente teve personalidade, conseguiu duas, três, quatro e cinco até matar o jogo. Depois de matar o jogo, gerimos mais a bola e baixamos a linha.

Disputa entre Varela e Royal na lateral-direita

— Nesse momento a lateral-direita está entregue a dois jogadores. O Varela é um jogador internacional, vai ter uma carga de jogos grande. O Royal é um jogador também competente, com características diferentes, e minha ideia é usar os dois, sem matar o Varela e tendo sempre o Royal disponível para quando for necessário. Quando o treinador acredita nos jogadores não pode deixar um jogador sem jogar um mês e depois, quando chamá-lo, não estar em condições de jogar. Por isso, de três em três jogos, de quatro em quatro, tem que ter uma rotação para que os jogadores que ficam mais tempo fora consigam se apresentar na melhor forma.

— O Varela é extremamente importante. Além da capacidade de profundidade, ele é capaz de associar num espaço mais curto. O Royal tem movimento agudo muito mais forte, melhor jogo aéreo. O Varela é mais técnico, mais de associação. É um dos grandes jogadores que temos. Mas não abdico de ter duas soluções, como temos também do lado esquerdo. Quero rotatividade com qualidade. O Varela hoje fez 11 km, mas se ele jogasse jogos seguidos não faria isso. Os jogadores percebem isso. Mais fresco, o jogador consegue cumprir a tarefa.

Fase de Arrascaeta

— Eu tive essa conversa quando cheguei: Arrascaeta sempre evolui ao longo das temporada. Arrascaeta já está melhor. Hoje fez um gol, podia ter feito mais um ou dois. É um líder em campo, dá uma qualidade extraordinária e tem capacidade de finalização. Mas o Flamengo não pode esperar somente gols do Pedro, do Arrascaeta. São todos. Ter essa possibilidade de alternância de quem pode marcar mostra que uma equipe não pode viver de um ou dois jogadores.

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