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Jardim critica falta de maturidade do Flamengo com a bola e cobra capricho no ataque

Rubro-Negro perdeu, de virada, por 2 a 1 para o Cruzeiro neste sábado

PorLucas BayerRio de Janeiro (RJ)
22/08/2026 23:12
Leonardo Jardim pelo Flamengo no Mineirão
Leonardo Jardim pelo Flamengo no Mineirão (Foto: Manú Aguilar/Onzex Press e Imagens/Folhapress)

O técnico Leonardo Jardim criticou a atuação do Flamengo na derrota de virada por 2 a 1 para o Cruzeiro, neste sábado (22), pelo Brasileirão. Após a partida no Mineirão, em Belo Horizonte, o treinador apontou que a equipe não teve maturidade para controlar a bola e permitiu a reação do adversário.

Segundo o treinador português, o Flamengo entrou bem na partida e foi dominante, mas não conseguiu manter o controle do jogo.

— Não tivemos a maturidade de segurar a bola. Demos uma transição e o gol ao adversário. Que isso sirva de exemplo. Não podemos entrar tão bem no jogo, ser dominantes e deixar o adversário reagir — afirmou.

Propriedade de uso de Lucas Bayer.
Jardim em Cruzeiro x Flamengo (Foto: Rodney Costa/Zimel Press/Folhapress)

— Nosso objetivo é evitar o número de chutes do adversário. Muitas equipes têm feito grandes gols contra nós. Às vezes, é difícil defender essas situações. O objetivo é defender melhor. O goleiro e toda a gente. Saltar na pressão, não ser driblado. Ser mais efetivo para que isso não aconteça — completou Jardim.

Falta de capricho nas finalizações

Outro ponto destacado por Jardim foi a falta de eficiência nas finalizações. Apesar de ressaltar o volume de criação da equipe, o treinador afirmou que o Flamengo precisa ser mais contundente para transformar o domínio em gols.

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— Trabalhamos finalização toda semana para ser mais eficaz. Somos a equipe que mais cria, mas queremos ser mais contundentes. Poderíamos ter feito mais gols e resolvido o jogo.

Veja outras respostas de Leonardo Jardim após Cruzeiro x Flamengo

Jogadores que não foram bem individualmente

"O Carrascal vinha fazendo bons jogos. Hoje não esteve no seu melhor nível, mas precisávamos gerir alguns jogadores que estavam sobrecarregados. O Erick já mostrava dificuldade para continuar, assim como o Lino. São jogadores que, há dois dias, fizeram 90 minutos em alta intensidade. Por isso mexemos na equipe para refrescar e mantivemos em campo alguns que não tinham jogado a partida anterior, porque acreditávamos que teriam mais capacidade para suportar os 90 minutos. Mais do que a condição física, porém, faltou capacidade para segurar a bola. Se tivéssemos conseguido ter mais posse, poderíamos controlar melhor o jogo. Nossa característica é circular a bola e ter posse, como fizemos no primeiro tempo, e não jogar constantemente em contra-ataque."

Gols sofridos

"Nosso objetivo é sempre reduzir o número de finalizações do adversário, e, nesse aspecto, temos conseguido números baixos. O que tem acontecido é que sofremos alguns grandes gols. Lembro de Bragantino, Cruzeiro, entre outros jogos, com chutes de fora da área ou finalizações difíceis de defender. Claro que precisamos defender melhor, e, quando falo em defender, não me refiro apenas ao goleiro, mas a toda a equipe. Hoje mesmo tivemos situações de um contra um antes da finalização, em que poderíamos ter pressionado melhor ou evitado o drible. De qualquer forma, sofrer poucas finalizações é positivo. É o que todas as equipes procuram. Precisamos manter isso e ser mais eficientes para evitar que essas jogadas terminem em gol."

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Reforços no Flamengo

"Não faço essa análise dessa forma. Já fui claro sobre isso. O clube tem pessoas responsáveis na direção e no mercado. Nosso trabalho é aproveitar da melhor maneira os jogadores que estão disponíveis e encontrar soluções. Já fizemos isso algumas vezes. Se falta o Arrascaeta, colocamos o Lino por dentro. Se falta um atacante, utilizamos o Bruno Henrique por dentro. Temos gerido o elenco com as opções que estão aqui. Prefiro não falar sobre mercado porque, principalmente no Flamengo, isso pode parecer que estamos desvalorizando os nossos jogadores. E são eles a base do sucesso da equipe nos últimos anos e também serão importantes para o futuro do clube. As pessoas responsáveis conhecem o cenário e certamente vão tomar as melhores decisões."

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