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Análise: Seedorf 'transforma' Angileri e Bidu e ganha opções em meio à crise no Corinthians

Mudanças no setor esquerdo trazem resultados positivos e ampliam alternativas táticas

PorGuilherme Lesnok•São Paulo (SP)
31/10/2026 07:00
Jogador de futebol em camisa branca celebra em campo, com tatuagens nos braços, estádio lotado ao fundo.
Matheus Bidu assume função mais ofensiva e marca dois gols nos últimos três jogos do Corinthians (Foto: Jhony Inacio/Agencia Enquadrar/Folhapress)

Seedorf 'transforma' Angileri e Bidu e ganha opções em meio à crise no Corinthians

Uma das principais mudanças promovidas pelo técnico Clarence Seedorf desde sua chegada ao Corinthians está no posicionamento de Fabrizio Angileri e Matheus Bidu. Enquanto o argentino ganhou espaço entre os titulares na lateral esquerda, o brasileiro passou a exercer uma função mais ofensiva, atuando como ponta. A alternativa encontrada pelo treinador neerlandês trouxe uma nova dinâmica ao setor e ampliou as possibilidades da equipe em meio à luta contra o rebaixamento no Brasileirão.

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A mudança não ficou restrita ao aspecto tático e também apresentou resultados individuais. Nos últimos três jogos, Matheus Bidu foi titular em dois, diante de Vasco e Mirassol. Contra o Vitória, quando Seedorf ainda não podia permanecer à beira do campo por questões de documentação, mas já participava do comando da equipe, o jogador começou no banco de reservas e entrou ao longo da partida para atuar em uma posição mais avançada.

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Os números ajudam a explicar o impacto da nova função. Segundo dados do Sofascore, Bidu marcou dois gols, acertou três de dez finalizações e registrou média de 0,7 passe decisivo por partida nesse período.

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O jogador também apresentou 17% de acerto nos cruzamentos e recebeu nota média de 7,13. Embora ainda tenha margem para evoluir na construção ofensiva, passou a aparecer com maior frequência em situações de finalização.

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Mudança amplia alternativas para Seedorf

A utilização de Bidu como ponta também oferece uma alternativa interessante na recomposição defensiva. Mesmo atuando mais próximo do ataque, o jogador manteve médias de um desarme e 3,3 bolas recuperadas por partida, além de 56% de eficiência nos duelos. A característica de lateral permite que ele recue para auxiliar Angileri na marcação, especialmente diante de adversários que exploram os corredores do campo.

Por outro lado, Angileri passou a ter uma função importante no equilíbrio do setor esquerdo. Com maior responsabilidade na organização defensiva, o argentino também recebe liberdade para avançar e realizar ultrapassagens quando encontra espaços. A movimentação entre os dois permite ao Corinthians alternar o posicionamento dos jogadores durante a partida, sem depender exclusivamente de substituições para modificar a estrutura da equipe.

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Angileri disputa a bola com adversário de uniforme amarelo em campo durante partida de futebol.
Fabrizio Angileri ganha espaço entre os titulares do Corinthians após a chegada de Clarence Seedorf (Foto: Guilherme Veiga/PxImages/FolhaPress)

Após a vitória sobre o Mirassol, Seedorf destacou a dedicação de Angileri desde os primeiros treinamentos e explicou a importância da combinação com Bidu para oferecer segurança defensiva sem comprometer as ações ofensivas.

— Angileri também, desde o primeiro dia, muito aplicado. Atendia bastante o que queríamos para subir, fazer ultrapassagem. Trabalhamos bem a linha defensiva com ele. Trabalhamos para fazer uma gestão com o Bidu. Ele se sente muito melhor (Bidu). E essa combinação funcionou muito bem. No Brasil existe muita qualidade dos lados. Como nós precisamos ter segurança também, com os dois lá, o Angileri podia subir, o Bidu voltar. Mas também para acompanhar as jogadas com Angileri, que ele faz muito bem. Os jogadores sabem como é. Quando jogam bem, torcedor aplaude. Quando perde, críticas — disse o treinador.

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