Presidente do Botafogo critica anúncio de venda em jornal inglês: 'Extremamente desagradável'
João Paulo Magalhães Lins comenta crise jurídica da Eagle Holding

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O presidente do clube associativo do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, avaliou como desagradável a publicação de um anúncio de venda da SAF alvinegra em um classificado de jornal na Inglaterra. A oferta, veiculada na última sexta-feira (10) pelo jornal "Financial Times", incluiu o time carioca em um pacote com o Lyon, da França, e o Molenbeek, da Bélgica. A medida ocorreu após a consultoria britânica Cork Gully assumir a administração judicial da Eagle Football Holdings, empresa fundada pelo norte-americano John Textor.
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A disputa pelo controle do grupo envolve a Ares, gestora de investimentos que financiou a compra do clube francês, e se estende por esferas judiciais na França, Bélgica, Inglaterra e Estados Unidos. Em janeiro, John Textor perdeu o cargo de diretor da Eagle Bidco, subsidiária britânica da holding, mas segue como gestor do Botafogo, segundo comunicado da própria Ares. A associação botafoguense detém 10% das ações da SAF, enquanto os 90% restantes pertencem ao grupo do empresário.
Durante entrevista à CNN Brasil na terça-feira (14), João Paulo Magalhães Lins relatou o incômodo com a situação, descrita por ele como um reflexo de uma briga internacional entre os sócios da Eagle Holdings. O dirigente explicou que a publicação nos classificados faz parte de um procedimento formal da Justiça inglesa para atrair propostas de interessados nos ativos e quitar dívidas com credores. O clube associativo acionou assessores financeiros e jurídicos para definir as estratégias de proteção institucional.
— Obviamente, é extremamente desagradável. Você está no classificado da Inglaterra, vendo a venda de um carro e vendo o Botafogo e o Lyon. É uma situação muito chata, mas é parte do rito que o administrador judicial indicado pela Justiça inglesa tem que fazer para colocar os ativos na rua — detalhou o dirigente.

O foco da diretoria é resguardar o planejamento de longo prazo e assegurar recursos para a operação da equipe. O presidente ressaltou a necessidade de garantir a estabilidade do clube para evitar cenários de incerteza e afastar riscos iminentes de paralisação das atividades. Ele apontou a obrigatoriedade de eventuais mudanças na governança ou rearranjos societários num futuro próximo para adequar o modelo de gestão à nova realidade jurídica.
— O risco de o Botafogo acabar não existe. É uma instituição centenária e muito vitoriosa. O momento jurídico é desafiador e precisa de rearranjo. O Botafogo vai ter que passar por algum ajuste, o que pode trazer momentos mais desafiadores num curto prazo — afirmou Magalhães Lins.
O empresário John Textor argumentou que a oferta de venda conduzida pela Cork Gully representa um trâmite legal e rotineiro em processos de administração judicial no Reino Unido. Em declaração enviada à ESPN, o gestor indicou que a solicitação pública de propostas antecede a formulação de ofertas por parte dos atuais acionistas e credores. João Paulo Magalhães Lins confirmou a manutenção de um diálogo regular e respeitoso com o norte-americano, mas reconheceu que o investimento no Lyon gerou um passivo financeiro que afetou toda a rede multiclubes.
— O Textor fez uma decisão errada em algum momento que foi comprar o Lyon e isso gerou buraco de caixa na empresa dele. Foi uma pena, virou uma bola de neve e nos atingiu. A nossa posição é conversar sempre com ele, que é uma pessoa querida, mas acima de tudo e de qualquer relação está o Botafogo — concluiu o presidente do clube associativo.

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