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Análise: Atlético-MG cria, mas falha na conclusão e para em Weverton

Galo teve volume ofensivo, mas desperdiçou oportunidades e sofreu com falhas defensivas

PorPedro Bernardo•Rio de Janeiro (RJ)
02/11/2026 06:30

Supervisionado porPedro Werneck,
Jogador do Atlético Mineiro disputa bola em jogo, com adversário de camiseta listrada; goleiro observa ao fundo.
Atlético-MG teve volume ofensivo em Porto Alegre, mas voltou a apresentar dificuldades na hora de concluir as jogadas (Foto: Pedro Souza / Atlético)

O Atlético-MG deixou Porto Alegre com uma derrota por 2 a 0 para o Grêmio, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, e com um problema que voltou a aparecer: a dificuldade para transformar presença ofensiva em gols. Mesmo tendo momentos de iniciativa e criando oportunidades, principalmente no primeiro tempo e nos minutos finais, o time mineiro não conseguiu superar Weverton, que teve participação decisiva no resultado.

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Jogador do Atlético Mineiro disputa bola em jogo, com adversário de camiseta listrada; goleiro observa ao fundo.
Atlético-MG criou oportunidades diante do Grêmio, mas não conseguiu superar Weverton na Arena (Foto: Pedro Souza / Atlético)

O desempenho ofensivo apresentou sinais de evolução em relação ao clássico contra o Cruzeiro. Naquela partida, o Atlético-MG terminou com 17 finalizações, mas acertou apenas duas no alvo. Contra o Grêmio, mesmo atuando fora de casa, o Galo conseguiu direcionar mais conclusões à meta adversária e levou perigo em diferentes momentos. A melhora, porém, não foi suficiente para mudar o placar.

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Cuello, Maycon, Bernard e Renan Lodi participaram das principais tentativas atleticanas. No primeiro tempo, Weverton apareceu para defender finalizações de Cuello e Maycon, enquanto Bernard também exigiu atenção do goleiro. Depois do intervalo, o camisa 1 gremista voltou a ser importante ao espalmar uma tentativa de Renan Lodi.

Weverton em ação no jogo Grêmio x Atlético-MG, goleiro mergulha para defender a bola.
Weverton foi decisivo para segurar o ataque atleticano e garantir a vitória gremista por 2 a 0 (Foto: Maxi Franzoi / AGIF / Folhapress)

A pressão aumentou na reta final. O Atlético tentou diminuir a desvantagem e encontrou espaços para chegar à área, mas continuou sem precisão na conclusão. Em uma das melhores oportunidades, Vitor Hugo subiu para cabecear e acertou o travessão. O lance resumiu a noite atleticana: o time conseguiu construir situações de perigo, mas não teve a eficiência necessária para converter as chances.

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Se o ataque apresentou dificuldades para superar o goleiro gremista, a defesa também teve responsabilidade no resultado. Os dois gols sofridos nasceram de problemas de organização e atenção. No primeiro, a equipe foi surpreendida pela reposição longa de Weverton, que encontrou Carlos Vinícius no campo de ataque. O centroavante aproveitou o espaço e abriu o placar.

Torcida do Atlético Mineiro em arquibancada, camisas pretas e brancas, vibrando no estádio.
O Atlético-MG terá a Arena MRV como palco da tentativa de reação no jogo de volta da semifinal (Foto: Pedro Souza / Atlético)

O segundo gol, marcado por Noriega logo no início da etapa final, expôs outra dificuldade defensiva. O Grêmio conseguiu avançar e trocar passes até encontrar espaço na área atleticana. Sofrer um gol tão cedo depois do intervalo tornou ainda mais complicada a tentativa de reação do time mineiro.

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O cenário deixa dois pontos de atenção para o Atlético-MG antes do confronto de volta: melhorar a proteção defensiva para evitar que o adversário explore espaços e aumentar a eficiência nas finalizações. A equipe conseguiu produzir mais do que no clássico contra o Cruzeiro, mas voltou a sair de campo sem transformar suas oportunidades em gols.

A missão agora será buscar a reação diante da torcida. O jogo de volta acontece no próximo sábado (7), às 18h, na Arena MRV. Com a derrota por 2 a 0 em Porto Alegre, o Atlético-MG precisará vencer por três gols de diferença para avançar diretamente à final. Uma vitória por dois gols leva à decisão para os pênaltis.

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