Arena Carioca 1, casa do basquete na Rio-2016 (Foto: Beth Santos)

Arena Carioca 1, casa do basquete na Rio-2016, passou por evento-teste neste fim de semana (Foto: Beth Santos)

Bernardo Cruz
18/01/2016
09:25
Rio de Janeiro (RJ)

Neste fim de semana aconteceu, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Torneio Internacional de Basquete Feminino, evento-teste para os Jogos Olímpicos deste ano, que foi realizado na Arena Carioca 1, palco da modalidade em agosto. Na quadra, a Seleção Brasileira perdeu o título para a Austrália, mas isso não ofuscou a satisfação dos organizadores, que deixaram o local certos de que a Arena estará em ótimo nível na Olimpíada.

- A sete meses para os Jogos Olímpicos, não acreditava que a arena estaria pronta. Mas a arena está muito bem construída. É claro que haverá ajustes, mas foi exatamente para isso que criamos este torneio. Vocês, brasileiros, tem um sistema interessante, um início lento e fim forte (nas obras das Olimpíadas). Tudo ficará bem - afirmou Lubomir Kotleba, delegado técnico da Fiba (Federação Internacional de Basquete).

Apesar da boa impressão deixada pelo evento-teste, os organizadores ainda destacaram que ainda restam alguns ajustes finais a serem feitos para que a Arena esteja em plenas condições de receber a competição olímpica. Gustavo Nascimento, diretor de instalações da Rio 2016, afirmou estar tranquilo em relação a cumprir todas as exigências.

- Essa iluminação que está aqui não é dos Jogos, assim como a parte dos placares. Esses aparatos, que a gente entende serem complementares ao campo de jogo, são temporários e serão alterados. O piso será diferente também. A Arena é linda. Sem dúvidas, é uma das arenas fechadas mais bonitas dos Jogos. A gente está tendo o privilégio de testar. Estamos satisfeitos de fazer esse teste. A Federação Internacional está com a gente aqui por mais de dez dias está muito satisfeita. Aprovaram as instalações, os fluxos, estão satisfeitos com o calibre do evento. Teremos Jogos Paralímpicos. Até agora os resultados são muito positivos - afirmou Gustavo.

Além dos jogos do basquete feminino, houve também na Arena Carioca 1 um outro teste, desta vez para basquete em cadeira de rodas masculino. Para os paralímpicos, também há ajustes a serem feitos. Assim como Gustavo, o diretor Rodrigo Garcia, diretor de esportes do Comitê Organizador da Rio 2016, se disse consciente das melhorias que devem atingidas.

- No basquete em cadeira de rodas, a meta era testar não somente a quadra, mas questão da acessibilidade. Teve o comentário de um atleta que a área do vestiário era pequena. Mas, na verdade, a gente está com estrutura de todos os eventos que vamos fazer na Arena. Saindo desse, tem o de halterofilismo, que é um evento paralímpico. Temos 20 armários lá dentro. E não precisamos no evento. Mas iremos levar o comentário para estudar também. A Federação Internacional está sempre com a gente, então isso é o importante - disse Rodrigo, comentando sobre o exame antidoping, que foi realizado sem um aviso prévio:

- Os testes de doping também ocorrem dentro do procedimento. Nada importante a relatar, tudo direito e sem grandes problemas.