Jonas Moura
02/03/2016
18:40
Rio de Janeiro (RJ)

O Comitê Rio-2016 segue sem se posicionar sobre a atual situação do orçamento da entidade, que vem sendo forçada a cortar gastos para não extrapolar o montante de R$ 7,4 bilhões a que tem à disposição com patrocínios privados para realizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Nesta quarta-feira, reportagem do "Estado de São Paulo" afirmou que o Comitê foi obrigado a cortar R$ 900 milhões do plano original, o que representa 12% de seu orçamento. A situação econômica do país vem dificultando o fechamento de contratos. Diretor geral do Comitê Rio-2016, Sidney Levy não confirmou o valor.

– Todos os dias eu faço a conta. Temos um número aproximado em dólar, mas não vou falar qual é. Nosso orçamento é influenciado por fatores como a inflação e alta do dólar. A cada dia há um número diferente – disse Levy, durante inauguração da Arena da Juventude e do Estádio de Deodoro, nesta quarta-feira. 

Para manter o controle de seus recursos, a entidade tem adotado medidas diversas, desde a adoção de um cardápio mais modesto para a força de trabalho do evento, passando pela redução do número de impressoras e telefones fixos até a queda do efetivo de voluntários, o que afeta a operação dos Jogos.

Na semana passada, o plano da contenção de despesas sofreu um novo golpe, com a necessidade de o Comitê arcar com R$ 19 milhões referentes a geradores para garantir energia nas instalações olímpicas de Deodoro, do Engenhão, de Copacabana e do Maracanã, em caso de falta de luz.

Apesar das preocupações, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, fez elogios à atitude do Comitê. Para ele, o Brasil não é um país que pode desperdiçar recursos públicos com luxo.

– Acho ótimo. Quanto mais cortar, melhor. O Comitê está se gerindo de forma adequada. Todo mundo tem de começar com o dinheiro que tem e terminar da mesma forma. Não pode haver déficit – disse Paes.

Ainda de acordo com Levy, a situação orçamentária dos Jogos só se tornará pública após os Jogos.