Deodoro Arena da Juventude (Foto: Renato Sette)

Arena da Juventude, em Deodoro, terá geradores custeados pelo Comitê Rio-2016 (Foto: Renato Sette)

Jonas Moura
24/02/2016
18:48
Rio de Janeiro (RJ)

O desafio do Comitê Rio-2016 tem sido cortar despesas para não extrapolar o orçamento de R$ 7,4 milhões que tem à disposição com recursos privados. Mas a entidade precisou ceder à garantia de fornecimento de energia temporária durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, e aceitou pagar R$ 19 milhões nos geradores das instalações olímpicas de Deodoro, do Engenhão, de Copacabana e do Maracanã. 

– Vamos pagar a diferença. Está resolvido. Será preciso tirar de outras áreas – disse o Diretor de Comunicações do Rio-2016, Mario Andrada, sem especificar de onde sairão os novos cortes.

O custo da energia temporária negociado para os locais em questão era de R$ 104 milhões. Na última segunda-feira, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou crédito de R$ 85 milhões a empresas que pagam Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) ao estado. O restante teve de ser assumido pelo Comitê.

– Já discutimos isso com o Rio-2016. (R$ 85 milhões) É um valor suficiente e necessário. Assim que o projeto chegar ao governador Luiz Fernando Pezão, será sancionado. É idêntico a outros projetos que fizemos para os Jogos Olímpicos – disse o secretário estadual da Casa Civil do Rio e Janeiro, Leonardo Espíndola.

O restante dos gastos com geradores, essenciais no caso de falta de luz nas instalações esportivas, foi assumido pelo governo federal. Na região do Parque Olímpico da Barra da Tijuca e no Centro de Internacional de Transmissão (IBC, na sigla em inglês), o custo é de R$ 290 milhões.

Até o momento, o Rio-2016 já promoveu corte de despesas em diversas áreas. O número total de voluntários previsto inicialmente era 70 mil, mas caiu para 50 mil, o que ajudará a conter despesar de transporte, alimentação e uniformes.

Paredes de áreas de apoio de instalações temporárias também foram afetadas. Antes, setores como federações e o COI teriam salas privadas em cada uma das arenas. Agora, será feito um escritório amplo, sem divisórias. Além disso, a quantidade de automóveis de apoio foi reduzida de 5 mil para 4 mil.

Outra alteração foi no Estádio de Remo da Lagoa, que teve o projeto simplificado. Uma arquibancada flutuante com capacidade para 4 mil pessoas deixou de ser construída.

Apesar da nova despesa, Andrada garante que os gastos do Comitê não ultrapassarão o total de recursos de que a entidade dispõe. Até o momento, ele diz que foram cortados cerca de 10% de custos previstos com o evento.