Daniel Bortoletto 
13/08/2016
00:00
Rio de Janeiro (RJ)

Em Londres-2012, a Coreia do Sul surpreendeu ao vencer a Seleção Brasileira feminina de vôlei por 3 a 0, na primeira fase. Quatro anos depois, o troco, com juros e correção monetária. Dominante, as donas da casa venceram a quarta partida na Rio-2016 sem perder sets, parciais de 25-17, 25-13 e 27-25, com o Maracanãzinho lotado mais uma vez.

O resultado confirma a expectativa criada desde o anúncio dos grupos: a decisão do primeiro lugar seria entre Brasil e Rússia. Com 12 pontos cada, os grandes rivais vão se encontrar no domingo, às 22h35. Quem vencer vai enfrentar o quarto colocado da chave B, atualmente a China, mas ainda podendo ser Holanda ou Sérvia. O derrotado terá de esperar o sorteio entre os segundos e terceiros colocados para saber o emparceiramento nas quartas de final.

Mas quer saber de uma coisa? Pelas atuações cada vez mais consistentes do Brasil, quem deve estar preocupado são os adversários que podem entrar no caminho das bicampeãs olímpicas.

O único susto de José Roberto Guimarães foi num choque, logo nos primeiros pontos, entre Léia e Dani Lins. Numa tentativa de defesa, a líbero bateu a cabeça no rosto da levantadora. O ginásio se calou. Elas precisaram ser atendidas, mas seguiram em quadra. Curioso é que o técnico, nas entrevistas dadas após os primeiros jogos, admitiu que preocupado na primeira fase em não perder ninguém por lesão. E o santo dele está forte até aqui!

Sobre a atuação desta sexta, o Brasil conseguiu um feito: anular a excelente ponta Kim Yeon Koung, uma das melhores jogadoras do planeta. Caçada no saque, ele foi efetiva no ataque apenas nos lances iniciais do primeiro set. Na metade da segunda parcial foi para o banco de reservas, algo raríssimo. E viu de camarote o restante do show verde-amarelo.

Individualmente, caso tivesse de definir a melhor do jogo para ganhar um prêmio, votaria em Natália. Além do bom aproveitamento no ataque, ela ainda pontuou no saque, no bloqueio e foi uma das mais eficientes do time na defesa.

Uma atuação para encher o torcedor de esperança!