Rio 2016 - Maracana

Na sexta-feira, enquanto o Maracanã recebia a festa da Ceromînia de Abertua, uma empresa que vendia ingresso no câmbio negro teve a atividade desbaratada na Barra da Tijuca (foto:Yasuyoshi Chiba/AFP)

CARLOS ALBERTO VIEIRA
08/08/2016
14:08
Rio de Janeiro (RJ)

O chefe de vendas de ingressos da Rio-2016, Donovan Ferretti,  negou ter conhecimento de que algum funcionário ou ex-funcionário do comitê tenha qualquer ligação com a empresa inglesa THG, que teve dois funcionários pegos  na sexta-feira numa operação da Polícia Civil tentando vender cerca de mil ingressos no câmbio negro. A THG fizera ação semelhante durante a Copa de 2014.  Ferreti também assegurou que o comitê vem monitorando e ajudando a polícia para coibir os cambistas.

- O que temos até agora são pessoas com histórico de cambismo que tentam atuar nas vendas. Há dois anos ajudamos a criar um grupo combate ao cambismo para entregar, estamos atuando com a polícia dividindo informações, repassando o nome de compradores e usando olheiros. Além desse grupo, apenas no domingo foram presas 40 pessoas que tentavam vender bilhetes.  

Logo em seguida Donovan rechaçou a hipótese de que há ingressos oficias sem o nome do comprador.

- O sistema, para fazer a impressão do bilhete legal, precisa de um destinatário. Tem de ter um titular, seja pessoa física, um grupo ou patrocinador, disse, para em seguida concluir ser teoricamente impossível algum cambista, isoladamente comprar mil ingressos:
 
- O limite para pessoa física é de 120. Além disso, apenas um comitê olímpico de um país poderia fazer o pedido, para vender localmente.

Ação rápida


A Polícia Civil desarticulou na sexta-feira, na Barra da Tijuca, um esquema de venda de ingressos no câmbio negro, prendendo em um hotel o britânico Kevin Mallon (diretor da THG) e Barbara Carnieri, sua intérprete. No momento da prisão Mallon estava com cerca de mil bilhetes.

Segundo a nota oficial da Polícia Civil divulgada nesta segunda-feira, "Durante a ação, os policiais civis apreenderam ingressos que eram comercializados por valores altíssimos" e que outras investigações sobre cambismo "continuam em andamento na Delegacia de Defraudações (DDEF)."

Para o diretor executivo de comunicação da Rio-2016, a ação da polícia, ao ocorrer logo no início dos Jogos, está mostrando como o comitê dá atenção para evitar a venda ilegal de ingressos.
 
- Nosso dever é fazer que a venda oficial seja sempre protegida. Sobre os ingressos apreendidos, eles serão devolvidos e, em seguida, cancelados - disse Andrada.