Vera Mossa abre o baú da infância de Bruninho
Filho da ex-atleta disputa a final da Superliga neste domingo (08)

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Bruninho é um dos jogadores mais vitoriosos da história do vôlei. Títulos e recordes se acumulam no currículo. Mas o começo foi muito mais desafiador do que se imagina, como revela a mãe Vera Mossa, em entrevista exclusiva ao Lance!, em que abre o baú da infância do jogador. Com desenvolvimento tardio, ela via o sonho do filho de se tornar um atleta profissional ficar distante. Depois, vieram as críticas no início de carreira, que a machucavam. Neste domingo, Bruninho e Vera tem a chance de comemorar que tudo deu certo com mais um troféu, justamente no dia das mães. Campinas e Cruzeiro fazem a final da Superliga Masculina.
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— Eu espero que eles consigam esse título, porque merecem muito. E, de brinde, eu ganho um presente de Dia das Mães.
Ser a mãe de Bruninho já seria um baita "título". Mas Vera Mossa é muito mais que isso. Foi uma das pioneiras e protagonista do vôlei de alto rendimento do Brasil. Defendeu a seleção brasileira em três Olimpíadas. E, no meio disso tudo, precisou conciliar carreira e o papel de mãe.
— Claro que a maternidade cria várias situações e dificuldades, que eu resolvi encarar, e encarei. Com a gravidez do Bruno, foi a mesma coisa. Engravidei, joguei grávida até o final. Inclusive, desse Campeonato Brasileiro que nós fomos campeãs. Logo depois que ele nasceu, em julho, um mês depois eu já estava voltando às quadras. Sempre encarei tudo com muita naturalidade. Eu tinha que conciliar a minha vida, a minha carreira, o que eu queria fazer com a maternidade. Acho que é isso que a maioria das mulheres faz.
O sonho e a dificuldade de Bruninho
Ainda criança, Bruninho já demonstrava convicção sobre o futuro que queria construir. Filho de Vera e do técnico multicampeão Bernardinho, parecia que tinha o destino traçado desde a gestação. Com o tempo, a personalidade foi ficando cada vez mais evidente.
— Aos 12 anos ele falava: 'eu vou ser profissional de algum esporte'. Eu ficava preocupada dele não conseguir tudo aquilo que almejava. Ele sempre sonhou muito alto. Teve puberdade tardia, demorou para crescer. Eu pensava: "será que ele vai crescer? Será que vai realizar tudo isso?" Ele correu muito atrás, treinou muito, deixou muita coisa para trás nesse período da adolescência e juventude buscando esse sonho.
Depois de conseguir superar a primeira barreira, Bruninho precisou encarar a dura realidade de ser filho de dois expoentes do esporte. Sempre no foco, sofreu críticas até que os títulos e conquistas passaram a ser um escudo forte suficiente.
— Você não quer ver seu filho sofrer, se dar mal. Eu ficava muito nervosa e sofria bastante com as críticas no começo da carreira dele, mas entendia que fazia parte do processo.
Para orgulho da mãe, o pequeno Bruno cresceu, superou as críticas e apareceu. Do alto dos seus 1,92m, é hoje um dos nomes mais respeitados no mundo do vôlei.
— Não tem alegria maior para uma mãe do que ver o filho realizar tudo o que sonhou. Acho até que ele realizou mais do que sonhou. Eu sinto um privilégio de ser mãe dele. Mais do que orgulho. Ter acompanhado toda a evolução e trajetória dele e poder ter feito parte disso tudo é algo pelo qual sou muito grata.
Entre os momentos mais marcantes da carreira do filho, Vera destaca a primeira Superliga conquistada por Bruninho, ainda muito jovem, e o ouro olímpico conquistado no Rio de Janeiro, em 2016.
— A primeira Superliga foi muito emocionante. Ele tinha 19 anos e era titular pela primeira vez. E as Olimpíadas do Rio também mexeram muito comigo. Eu sabia o quanto ele sentiu a derrota em Londres e o quanto aquela medalha era importante para ele.

Bruninho fintou até anticoncepcional
As dificuldades de Bruninho começaram muito antes dele sequer nascer. Vera revelou que ela e Bernardinho não tinham se programado para ter filho naquela época. Porém, um erro na troca de um anticoncepcional acabou abrindo a brecha para a geração do levantador.
- Tava evitando a gravidez. Usava diu, fiz a troca e logo depois engravidei. Na verdade, o diu que eu troquei não funcionou, porque não ficou na posição correta.Por isso, engravidei do Bruno. Então, foi uma surpresa.
Surpresa que Vera abraçou com desde o início. E de não querer ter filho passou a ter medo de não conseguir ter.
- O médico falou sobre os riscos de remover o diu, porque seria perigoso contiuar com ele durante a gravidez. Me explicou dos riscos que tinha, que poderia acabar interrompendo a gravidez tirando o diu. Mas tinha que tirar.Não aconteceu e eu fiquei grávida Aceitei super bem. Foi uma grata supresa. Uma surpresa boa. Fiquei muito feliz que ele chegou na minha vida.
Vera Mossa: 'Gostava de jogos, mas sempre com competição'
Apesar da ligação com o vôlei ser óbvia, Bruninho testou outros esportes na infância. Basquete, futebol, tênis e badminton fizeram parte da infância do levantador, mas a ligação com a bola vinha desde muito cedo.
— O Bruno sempre foi bem ativo, muito agitado e sempre gostou muito de bola. Era o brinquedo favorito dele. Ele quis experimentar todos os outros esportes para ter certeza de que o que falava mais alto mesmo era o vôlei.
Aliás, os traços marcantes que o público conhece hoje no Bruninho estavam lá desde criança: extremamente competitivo, mas, ao mesmo tempo, a pessoa que junta as pessoas. Características que o levaram a ser capitão em quase todos os timesem que jogou e também na seleção.
— Ele gostava de jogos de uma forma geral, mas sempre com competição. Nunca só pela brincadeira. Ele sempre foi muito agregador, chamando as pessoas, se dando bem com todo mundo. E era muito divertido. Sempre quebrava a gente com as brincadeiras.
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A ex-jogadora relembrou uma situação da infância do filho que até hoje a faz rir. Tentando fazê-lo comer durante o almoço, Vera decidiu colocá-lo sentado no banheiro, estratégia que havia funcionado com o irmão mais velho. O plano, porém, não deu certo.
— Ele começou a fazer graça para o espelho e eu comecei a rir também. Pensei: "gente, estou maluca". Ele sempre foi muito gozador, engraçado.

Bruninho especialista em exatas
No colégio, Bruninho tinha nas matérias que envolviam cálculo as suas preferidas. Matemática, física, química. Segundo Vera, sempre foi estudioso. Mas não exatamente porque gostava de estudar.
- Ele não fazia da escola a prioridade. Estudava para se livrar e poder ir jogar bola e se dedicar aos esportes.
Por falar em números, Vera destaca um que a deixa emocionada: quase quarentão, seu filho segue em alta performance, com chance de ganhar mais um título.
— Mais significativo é ele estar, aos 39 anos, quase 40, disputando mais uma final de Superliga e com grandes chances de fazer história.
Mesmo acostumada, Vera sabe que o dia das mães será mais nervoso do que quando recebia os boletins do filho.
- Posso estar tranquila cinco minutos antes da partida começar. O jogo começa, e eu já fico nervosa de novo. É incontrolável.
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