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Pedro Emanuel elogia postura da equipe em vitória: 'Espírito do Vasco'

Treinador evitou comentar polêmicas de arbitragem

PorPedro Cobalea•Rio de Janeiro (RJ)
27/08/2026 01:03
•Atualizado em 27/08/2026 02:04
Pedro Emanuel durante coletiva do Vasco
Pedro Emanuel durante coletiva do Vasco (Foto: Pedro Cobalea/Lance!)

Após superar o Vitória por 1 a 0 em São Januário nesta quarta-feira (26), pelo primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil, o técnico do Vasco, Pedro Emanuel, destacou o espírito demonstrado pela equipe durante a partida. O Cruz-Maltino atuou com um jogador a menos durante cerca de 80 minutos, após a expulsão de Barros no começo da primeira etapa.

Para o treinador, a postura apresentada pelos jogadores representa o comportamento que ele deseja ver no Vasco.

— Apesar de estarmos condicionados por 80 minutos, mostramos que esse é o espírito do Vasco e que eu quero para a nossa equipe. E que a nossa torcida, que esteve presente mais uma vez, nos apoiou, puxou para cima e nos deu a mão. Os jogadores corresponderam de uma forma fantástica. Revela o que é o sentimento que gosto e quero dentro da nossa casa — afirmou.

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O português ressaltou, porém, que o confronto ainda está em aberto. Com a vitória por 1 a 0, o Vasco leva a vantagem para o jogo de volta, mas Pedro Emanuel lembrou que a equipe poderia ter construído uma vantagem maior, mesmo em inferioridade numérica.

— Estamos no meio de um jogo em que só terminou a primeira parte. Poderíamos ter saído daqui com o resultado diferente, ainda que com menos um, mas não foi possível. Mesmo antes da expulsão, tivemos oportunidades e situações boas para sairmos na frente do marcador, mas não foi possível. Agora, temos que olhar em cima disso — completou.

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Pedro Emanuel durante a partida entre Vasco e Vitória
Pedro Emanuel na partida entre Vasco e Vitória (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Folhapress)

O treinador também valorizou a capacidade do Vasco de se manter competitivo mesmo com dez jogadores. Segundo Pedro Emanuel, a equipe conseguiu fazer os ajustes necessários para não se fragilizar e ainda criar oportunidades diante do Vitória.

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— Apresentamos uma equipe fresca. Onze para onze, confesso que não sei se teríamos tantas oportunidades, porque o Vitória iria abaixar a linha, mas nunca nos fragilizamos. Ajustamos o posicionamento e os jogadores estiveram muito disponíveis. Isso revela o espírito que temos na equipe, que é saudável e nos permite sair na frente dessa eliminatória — analisou.

Pedro Emanuel ainda destacou a evolução ofensiva do Vasco nas últimas partidas e comemorou o fato de a equipe voltar a marcar gols em um momento importante da temporada.

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— Nos últimos jogos temos feito gols e precisávamos fazer isso de novo. Os jogadores foram guerreiros até o último minuto.

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Técnico evita comentar polêmicas de arbitragem

Questionado sobre as polêmicas envolvendo a partida, Pedro Emanuel preferiu não entrar em detalhes. O treinador citou manifestações anteriores do diretor de futebol Admar Lopes e do próprio clube sobre o assunto.

— Acho que essa parte já foi comentada por parte do Admar (Lopes) e o clube oficialmente fez uma declaração sobre, então não irei abordar esse assunto. Vou falar sobre o que aconteceu no jogo e não entro nesses detalhes — disse.

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Confira outros tópicos da coletiva do treinador do Vasco

Participação especial antes do jogo

— Acho que hoje tenho que compartilhar com vocês que tivemos uma intervenção de uma pessoa muito importante no nosso clube, e acho que foi uma das melhores intervenções que eu vi alguém fazer. Isso foi meio caminho andado para entrarmos ligados em um momento muito importante da temporada para nós, principalmente nesta Copa, que tivemos na final na temporada passada e não vencemos. Acho que foi uma grande motivação para a equipe, além das estratégias táticas que já havíamos preparado.

(Sobre a pessoa) É uma pessoa extremamente importante no grupo, no clube, mas não posso dizer mais nada porque acho que não devo. Mas foi uma das melhores intervenções que já vi. Façam o trabalho de vocês de jornalistas (risos).

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Vai poupar pensando no Brasileirão?

— Eu vejo na perspectiva dos que estão frescos. Precisam estar preparados. Se não estivessem, não entrariam. Temos um elenco muito vasto. Recebemos dois jogadores que nos acrescentam qualidade e opções. Mas, acima de tudo, me sinto confortável porque os 11 que entram e ajudam durante o jogo estão preparados. Por isso, me sinto tranquilo nesse sentido. Nossa estratégia é muito essa.

— Vamos tentar ir o mais longe possível nas duas Copas e, no Brasileirão, tentar sair dessa zona que ninguém gosta de estar. Só tendo uma equipe com essa capacidade de trabalho e humildade para fazer com que a torcida nos apoiasse. Isso deixou-me até arrepiado. Não tinha vivido um jogo inteiro com a torcida, desde o aquecimento, entusiasmada. Senti que seria uma noite mágica para nós. Isso nos contagia. No final, ganhamos uma vantagem para a volta. É curta, poderia ser maior, mas é fruto do esforço desses rapazes.

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Como melhorar as finalizações?

— Sim, é um bom exemplo o que você falou. Temos que ser mais eficazes. Não temos tempo para treinar isso, então temos que treinar a parte mental. A parte mental foi o que representou hoje a nossa capacidade de criar, de continuar a criar. Se fosse melhor, poderíamos ter saído com outro resultado. O Andrés é um bom exemplo disso. É normal, há altos e baixos. Ele se sacrificou em um momento importante para nós, que foi no jogo contra o Fluminense. Ele perdeu um pouco do fôlego que ele tinha de lá pra cá. Não particularizando, mas, ao mesmo tempo, o jogador tem que sentir essa confiança de que é capaz.

— Acho que hoje demonstramos, como equipe e individualmente, que, mesmo na adversidade, em uma eliminatória, nós fomos capazes. É isso que fica. Não é só a vitória. Esse jogo mostra o que somos como Vasco. Com ambição, determinação, essa é a história do Vasco também. Uma pena que não tenha sido o segundo o jogo, e por isso mesmo ainda temos um árduo trabalho. Eles serão mais agressivos e mais intensos. Hoje conseguimos bloquear bem, mesmo com 10. Vamos ver se conseguimos repetir isso também.

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Atuação de Colidio

— Se agradou a vocês, imagina a mim. Não é fácil nos agradar. A questão é que nós sabemos e estamos fazendo um esforço conjunto, corpo técnico, scout, para ver essa questão complicada do mercado. A temporada já vai terminar e precisamos trazer jogadores que estejam preparados para jogar. Não é fácil encontrá-los. Trouxemos o Sosa e o Colidio. Colidio, por jogar há mais tempo, se adaptou facilmente. Ele tem demonstrado ser um bom jogador e alguém que quer continuar a melhorar. Ajuda na nossa forma de jogar, pode ser ponta, atacante, nas três posições da frente, nas quatro posições. E ainda assim continua a jogar bem. Mas não foi só ele, foram todos. Foram corajosos, foram bravos. Eu fiquei maravilhado com isso. Vivi uma noite mágica aqui, e isso se deve à ligação com a torcida. Nos ajudou nesses 100 minutos de dificuldade.

Ter vencido na adversidade pode ter sido a virada de chave?

— Eu acredito que sim. Acho que temos feito boas exibições, aqui e ali com alguns apagões em determinados momentos, que nos têm custado muito caro. Principalmente no contexto do Brasileirão, acho que isso também era um desafio para nós: se conseguiríamos manter essa estabilidade emocional durante 95/100 minutos. E, nem de propósito, não sei se o árbitro fez (de propósito) ou não, mas jogamos com menos um durante 80/85 minutos. E isso foi uma prova de grande caráter por parte da equipe, de não entrar em pânico, apesar de o Vitória ter crescido quando sentiu que estava em vantagem numérica em campo. Mas nunca perdemos o nosso sentido posicional e ofensivo.

— Tivemos bem mais oportunidades de gols, e Facundo (Colidio) merecia ter saído com um gol, com atuações muito boas. Merecia pela dedicação e qualidade no nosso jogo. Era um prêmio justo para ele, que não acontece, mas nos leva a acreditar mais que somos capazes diante do que temos trabalhado, que é na parte mental para sermos mais consistentes no jogo. Não é fácil. Era um desafio grande, e penso que conseguimos de uma forma muito histórica. Seria bonito se fosse o segundo jogo, mas é só o primeiro e teremos um árduo trabalho pela frente.

Posicionamento do Barros e expulsão

— Eu estava gostando bastante do Barros. Estava ajudando a ter fluidez ofensiva. Teve a infelicidade de acontecer o que aconteceu. Estou também um pouco confuso com a arbitragem, para entender quais são os critérios para validar ou invalidar alguns lances. Continuo confuso. Se a bola bate no corpo e bate no braço, a equipe se beneficia de um lance que vai causar uma expulsão de um jogador de outro time. Essas tomadas de decisão prejudicam, e a decisão foi muito prejudicial ao Vasco.

— Tem a ver com o momento da equipe. Ele está mais leve, mais solto, não só fisicamente, mas mentalmente. É importante um jogador estar forte mentalmente. Hoje me pareceu injusta a expulsão dele. Estava tendo um jogo bom, com confiança, e aconteceu o que aconteceu. Não deixo de confiar nele. Ele é um excelente cinco. É um jogador que está cumprindo plenamente as orientações da nossa forma de jogar e acredito que não será necessário (usá-lo como 8) porque temos grandes jogadores nessa função. A vinda do Sosa não é para abafar o Barros, e sim para dar competitividade em uma posição em que não tínhamos dois jogadores. Quem estiver melhor e mais fresco para desempenhar, vai jogar.

Entrada do Paulo Henrique

— Isso foi uma boa pergunta. No jogo, nós temos que ter essa capacidade. Não foi só eu, foi minha equipe técnica analisando dentro dos cenários. A partir daí, nós tomamos decisões. Eu tomei essa decisão porque o Vitória, quando passamos a jogar com menos um, veio adiantando suas linhas. Eles tentavam muitos cruzamentos. Eu queria mais pressão na bola antes dos cruzamentos e forçar eles a jogar pelos interiores. Isso nos permitiu preencher o espaço. Piton também fez um grande jogo e agradeço à torcida por ter apoiado o Piton, precisava de um jogo completo. Ajudamos a tirar o cruzamento, ou um cruzamento não limpo. O Vitória colocou mais um homem na área; são fortes na primeira bola. Isso nos permitiu sair em contra-ataques. Poderíamos ter feito 2 a 0. Não está fechada a eliminatória. Vitória é muito forte, Flamengo que o diga. Athletico-PR também.

Thiago Mendes como peça fundamental do Vasco

— Vocês sabem que eu tento não individualizar os jogadores sobre as minhas abordagens, mas é importante. E, se ele não é tão valorizado, é mais por vocês do que por mim. Thiago é um jogador muito importante na manobra da equipe, para a maneira como jogamos e pausamos o nosso jogo. Precisamos de cobertura e marcações sem a bola… Ele é o jogador que consegue fazer. Além disso, é capitão, experiente, que dá exemplo e, nos últimos três jogos, vimos o Thiago em seu melhor nível. E ele faz o que fez em Assunção, o que fez hoje, um jogo completo. É isso que ele representa para mim como jogador. Se calhar, vocês também não valorizam tanto nesse sentido, mas eu concordo consigo. Não é só pelos números, mas sobre o que entrega à equipe e os benefícios. É alguém que respeito muito, e a torcida também, porque entrega sangue, suor e lágrimas para que a equipe possa ser melhor. E assim, eu quero mais Thiagos na nossa equipe.

Questão física de Andrés Gómez

— Ele agora já está disponível. Se tiver uma performance abaixo, como demonstrou no começo do primeiro tempo… Ele não esteve tão bem. Acho que temos que ser honestos em como avaliamos. O Andrés é o que vimos no segundo tempo. Não o que vimos no primeiro tempo, um pouco confuso. Mas quando ele ataca espaços e se sente livre para fazer o um para um que ele tanto gosta, aí temos problemas para o adversário.

Por que o Vasco está tão mal no Brasileirão? Existe motivo?

— Não seria tão drástico assim, mas é fato que a situação das Copas é um mata-mata, é um momento decisivo e nos preparamos. As coisas têm acontecido melhor nas Copas do que no Brasileirão. Explico o motivo. No Brasileirão, nossas atuações têm sido boas até determinado ponto. Preocupa-nos não concretizarmos as situações que criamos, porque pode nos dar a vantagem.

— Estamos muito próximos do abismo. Temos a possibilidade de passar à frente, ficar confortável, e levamos um soco no estômago. Quando pensamos em reagir, tomamos o segundo. Isso afeta a parte mental. Sabemos da nossa situação no Brasileirão, mas não temos tido essa capacidade. Vai mudar com o trabalho que tem feito. Falta materializar as oportunidades que temos e nos dar essa confiança que necessitamos. Sinto o Barros mais solto, mais leve; isso é da parte mental, é tudo um pouco. Está melhor fisicamente, mentalmente, taticamente. É isso que precisamos para sair dessa posição.

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✅ FICHA TÉCNICA
Vasco
🆚Vitória
🏆 Copa do Brasil – Quartas de final (jogo de ida)

📆 Data e horário: quarta-feira, 26 de agosto, às 21h30 (de Brasília)
📍 Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
👁️ Onde assistir: Globo, SporTV, Premiere e Amazon Prime Video
🕴️ Arbitragem: Matheus Delgado Candançan (SP)
🚩 Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)
📺 VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
⚽ Gols: Andrés Gómez (VAS)
🟨 Cartões amarelos: Caíque (VIT)
🟥 Cartões vermelhos: Barros (VAS)

Escalação do Vasco
Léo Jardim; Puma Rodríguez, Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton; Barros, Thiago Mendes (Tchê Tchê) e Ramon Rique (Sosa); Colidio (David), Andrés Gómez (Adson) e Spinelli (Paulo Henrique).

Escalação do Vitória
Lucas Arcanjo; Brítez, Cacá, Luan Cândido e Ramon (Jemerson); Caio Gonçalves, Caique (Renê) e Zé Vitor (Walace); Marinho (Erick), Matheuzinho e Renato Kayzer. (Técnico: Jair Ventura)

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