Fernando Diniz analisa movimentos do Vasco no mercado: 'Contratar não é uma coisa fácil'
Técnico revelou ter tentado a contratação de Saldivia e Rojas em oportunidades no passado

- Matéria
- Mais Notícias
O técnico Fernando Diniz analisou a atuação do Vasco no mercado de transferências e projetou a temporada durante entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira (12), no CT Moacyr Barbosa. O treinador comentou as dificuldades para contratar diante das limitações financeiras do clube e avaliou os reforços já confirmados, além de reforçar a confiança no elenco atual.
— São dois jogadores que a gente já mapeia há junto tempo. Indiquei o Saldivia no Fluminense e Cruzeiro. Assisti muitos jogos do Colo-Colo e ele jogou muito bem contra o Fluminense. Tem muita técnica e velocidade. o torcedor vai gostar bastante. Rojas mapeamos desde o ano passado, ele poderia ter vindo no ano passado, mas não conseguimos traze-lo, o Admar e a análise de desempenho foram à frente. Contratar não é uma coisa fácil. A chance de errar sempre existe. Sem recursos, temos que ser ainda mais assertivos. Tem outros nomes que estamos estudando, estamos fazendo o máximo para acertar assim como no ano passado.
➡️ Admar Lopes revela que dois jogadores têm negociações em andamento para deixar o Vasco
Questionado sobre novas movimentações, Diniz adotou cautela ao tratar do tema e destacou que soluções podem surgir dentro do próprio elenco, incluindo atletas que retornam de empréstimo e jogadores da base.
— Não gosto de falar disso publicamente. Eu gosto do elenco do Vasco. Pontualmente vamos buscar soluções. Podem ser jogadores que voltaram de empréstimos, ainda tive pouco contato, conheço o JP do Avaí, Sforza eu conheço um pouco mais… pode ser que algum moleque da base consiga chance. Isso não é incomum nos meus trabalhos. E pode ser uma contratação pontual.
Em sintonia com o diretor de futebol Admar Lopes, o treinador ressaltou as limitações orçamentárias do clube e reforçou a necessidade de trabalhar dentro da realidade vascaína, sem criar expectativas irreais no torcedor.
— Não podemos criar expectativa no torcedor, depende do investimento daqui para frente. Temos que trabalhar na realidade do clube. Quando pudermos trazer jogadores desse calibre nós vamos. Meu desejo é poder trazer jogadores que vão dar facilidade dentro de campo — afirmou Diniz.
➡️ Tudo sobre o Gigante agora no WhatsApp. Siga o nosso canal Lance! Vasco
Pensando no planejamento a médio prazo, Diniz projetou a temporada de 2026, destacou a importância de manter o elenco e fez um balanço do último ano, reconhecendo pontos positivos e negativos do trabalho.
— Espero que nosso Vascão dê muita alegria. Nós vamos contratar de forma pontual. É procurar ser bastante assertivo, vocês sabem que é difícil sem recurso financeiro, mas temos muitos nomes bons mapeados. É escolher a dedo. A maior contratação do Vasco é a manutenção de todos os jogadores, incluindo o Rayan. Nós fizemos um 2025 que positivos e um negativo, o mais negativo foi a oscilação do time, tivemos momentos brilhantes e a sequência de derrotas, que machucou o torcedor. Estamos com o ânimo renovado. O saldo para mim foi positivo. Tivemos a recuperação de vários jogadores, o time respondeu de maneira positiva sobre pressão, nós estamos com a crença de fazer um bom ano.
Ao ser questionado sobre a identidade do elenco, o treinador reforçou a confiança nos jogadores, citou nomes importantes e mostrou otimismo com a evolução do time ao longo da temporada.
— Já tinha no ano passado. Eu gosto do elenco. Gosto de verdade. Temos jogadores que, embora não tenham terminado a temporada tão bem, são importantes. O Tchê Tchê foi muito bem antes de se machucar. Ele é um jogador que pode voltar a entregar o que entregou na minha chegada a qualquer momento. Estamos tentando reforçar. Estou bastante animado. Estou satisfeito. Vamos melhorar de maneira pontual e dentro da realidade do clube.
➡️ Vasco dá condições para transferência de Rayan: 'Vamos discutir'
Diniz também destacou a vantagem de iniciar o ano à frente do projeto, com mais conhecimento do elenco e maior familiaridade com o funcionamento interno do clube.
— É muito melhor começar do que chegar como eu cheguei. Conheço o elenco, participei das contratações… Já tem uma familiaridade com o meu jeito, tem uma tendência positiva de a gente ter um melhor jeito e a gente jogar melhor. É muito melhor estar do jeito que eu estou do que eu chegar em maio e ter que descobrir como o clube funciona e tentar implementar meu jeito. Esse início de janeiro promete algo muito mais positivo do que minha chegada em maio do ano passado.
Ao comentar sobre o calendário de 2026, o treinador avaliou os impactos da mudança no formato da temporada, especialmente por ser um ano de Copa do Mundo, e falou sobre a preparação do elenco.
— A mudança tende a ser bastante positiva para frente, mas calhou da mudança ser no ano de Copa do Mundo, então o Mundial vai deixar tudo bem apertado. Não dá para eu te falar de uma maneira absoluta o que vai acontecer durante a temporada. Não temos pré-temporada, não dá para ter uma semana de pré-temporada, a pré-temporada vai acontecer durante janeiro e em fevereiro com os jogos acontecendo. Acho que o time volta bem por causa dos sete meses do ano passado. Os jogadores mereciam muito um repouso mental para iniciar a temporada. Vamos ver o reflexo no ano que vem, quando não tem Copa do Mundo. Para mim, a mudança é positiva.

➡️ Diretor do Vasco responde sobre saída de Vegetti: 'Estava como capitão'
Sobre os objetivos do clube, Diniz ressaltou o peso da camisa do Vasco e afirmou que o desejo de vencer precisa estar presente em todas as competições, mesmo diante das dificuldades.
— O Vasco, pela grandeza, tem que pensar em ganhar em toda competição. Pensar e poder ganhar é diferente. Temos que pensar sempre. O mínimo que temos que ter aqui no Vasco é um desejo de ganhar a próxima partida e o campeonato que estamos disputando. Não é criar algo ilusionário. O Vasco é um time histórico e uma massa de torcedores que quer ganhar títulos, o que vai acontecer eu não sei, mas o desejo de ganhar é uma característica minha. Quando eu estava no Audax eu queria ganhar, imagina no Vasco… É difícil? É difícil, mas o desejo de Vasco tem que ser a premissa para ganhar um de estar aqui.
Em tom de autocrítica, o treinador reconheceu a irregularidade da equipe na temporada passada e apontou a busca por maior consistência como um dos principais objetivos para o novo ano.
— Autocrítica eu faço sempre, ainda mais quando se sente a dor da perda de um campeonato, que eu ainda estou sentindo. A dificuldade é a mesma. Um dos pilares para esse ano é o time ser mais consistente. Foi isso que faltou no ano passado. Faltou mais pontuar do que jogar, tiveram vários jogos que jogamos bem mas não pontuamos, depois aquela sequência ruim, mas acho que terminamos a temporada bem. Nós jogamos bem os quatro jogos da sequência da Copa do Brasil, mas só ganhamos um. Nós vamos buscar essa consistência. O principal é ir aprendendo a ser grande como o Vasco é grande. O recorte são as quatro partidas finais da temporada. Nós tivemos adversários difíceis, nós entramos nos jogos sem ser favorito e nós jogamos melhor nas quatro partidas. Esse time tem potencial para ser consistente.

Ao falar sobre o desempenho do Vasco nas competições eliminatórias, Fernando Diniz relembrou o contexto em que assumiu a equipe, citou episódios determinantes da última temporada e destacou a postura do time nas copas.
— Eu espero que a gente consiga ir bem nas duas competições. Quando cheguei a Sul-Americana estava em andamento, minha estreia é até uma derrota contra o Lanús, no mata-mata a gente tem o Piton expulso com 10 minutos e fica difícil para reverter em casa. Se a gente tivesse passado do Del Valle talvez pudesse ir longe porque o time cresceu. A Sul-Americana vai ser uma das edições com times com mais tradição, isso é até um atrativo. A Copa do Brasil, desde que podemos contar com time sda Libertadores, é muito difícil. Então temos que valorizar o que aconteceu no ano passado. Nunca entramos como favorito, mas jogamos bem em todos os jogos desde o jogo contra o Botafogo. Eu vou tirar o jogo contra o Del Valle, mas o Vasco nas Copas tem a postura que nós temos que ter em todas as competições.
Por fim, Diniz explicou como funciona o processo interno de indicações de atletas, ressaltou o trabalho coletivo da gestão e fez elogios à condução do clube nos bastidores.
— (Saldivia) Não é que foi um pedido meu. A construção é coletiva. Eu participo das coisas, assim como Pedrinho, Felipe, Admar… O Saldivia eu tinha mais conhecimento, mas indiquei outros jogadores que não viram por diferentes motivos. Não que eu indico e vem. Nós trabalhamos juntos. Muita gente viu o Rojas, eu não o conhecia. Se vai dar certo, nunca sabemos. É muita gente cooperando. É buscar informação de quem trabalhou com o cara. É muito difícil acertar em contratação. Quando se tem um poder econômico mais robusto é mais fácil. Na situação que o Vasco está há um tempo é um trabalho mais difícil. Na situação que estamos trazer os jogadores que trouxemos é mais difícil. Um dos grandes motivos para eu vir para cá é a presença do Pedrinho. Ele faz um bem danado para o Vasco e para o futebol brasileiro. Ele é unanimidade, todo mundo adora o presidente que tem, eu nunca vi isso. Desde a tia da cozinha até o diretor de futebol. Todo mundo adora que ele é o nosso grande líder. Ele passa recados de honestidade, entrega, paixão que sente pelo Vasco mas que não perde a racionalidade. O Pedrinho é um presente para o Vasco. As condições de trabalho e logística estão cada vez melhores e abrangentes. O Pedrinho é muito especial. O Felipe é um dos caras que mais me ajuda aqui dentro. Existe uma harmonia interna que é um dos pontos mais positivos do Vasco. É muito bom estar aqui.
Para acompanhar as notícias do Vasco, acompanhe o Lance! Todas as informações e acontecimentos atualizados em tempo real.
Tudo sobre
- Matéria
- Mais Notícias


















