Logo do Lance! branca com exclamação amarela

Carille dispara sobre atitude da torcida do Vasco: 'Não está ajudando'

Técnico cruz-maltino reclama de cobranças da arquibancada durante o jogo contra o Puerto Cabello

PorMauricio LuzRio de Janeiro (RJ)
09/04/2025 00:21
Atualizado em 09/04/2025 00:57

Supervisionado porMauricio Luz,
Carille-Vasco-2-scaled-aspect-ratio-512-320
Fábio Carille, técnico do Vasco (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF)

Técnico do Vasco, Fábio Carille não gostou das cobranças vindas da torcida durante a vitória por 1 a 0 sobre o Puerto Cabello nesta terça-feira (8), pela segunda rodada da Sul-Americana. Em entrevista coletiva após a partida em São Januário, o treinador analisou o resultado e reclamou da postura dos torcedores.

➡️ Tudo sobre o Gigante agora no WhatsApp. Siga o nosso canal Lance! Vasco

— Fizemos um jogo consistente. Criamos várias oportunidades em cima do que trabalhamos, do que imaginamos. Não sei o número de finalizações. Não me lembro do Léo Jardim fazer defesas difíceis. Procuramos ter equilibrado. Vitória importante, que poderia ter sido com mais gols, que infelizmente a gente não fez, mas muito feliz pelos três pontos. Esperar a rodada da nossa chave terminar amanhã para ver se a gente continua líder ou não, mas uma vitória importante dentro de casa — disse Carille.

continua após a publicidade

— O Vasco precisa muito do torcedor. O Vasco. Então, eu vejo que quando me xingam, ou xingam algum atleta, isso passa para o campo, a gente começa a acelerar e isso não está ajudando em nada. Depois do jogo, fala, fica à vontade, o torcedor tem todo direito de protestar na arquibancada. Mas eles têm que entender que não está ajudando. Não está ajudando. Depois do jogo vem, me xinga, mas durante o jogo passa para o campo e a gente sente um nervosismo desnecessário que, repetindo, não está nos ajudando em nada — completou o técnico.

Prioridade para a Sul-Americana e poupar jogadores

Carille foi questionado sobre o ritmo imposto pelo Vasco na partida e a decisão de poupar jogadores do fim de semana, diante do Corinthians pelo Brasileirão, para priorizar a Sul-Americana. O treinador gostou da postura da equipe nesta terça-feira (8), mas negou existir prioridade para determinada competição.

continua após a publicidade

— Eu acho que a gente até acelerou bastante o jogo, e por isso criou bastante situações. Sobre poupar, não tem jeito. Vamos ter que escolher situações, não tem nada de priorizar. Eu já vi escalações de outras equipes hoje, e a maioria dos times está mexendo bastante, porque esta sequência está pesada. Se a gente quer cobrar intensidade, volume o tempo todo, tem que ter saúde esses atletas. Não só na questão de rendimento, mas na questão de evitar lesões. Então, a gente não está priorizando nada, e sim procurando fazer o melhor para o Vasco para ter uma temporada muito legal — afirmou o treinador.

Quantidade de cruzamentos

O técnico do Vasco admitiu que, em determinado momento do jogo, o time abusou das tentativas de cruzamento. Além disso, Carille diz que os meias, como Coutinho e Garré, precisam entrar mais na área para ajudar o centroavante Vegetti nas disputas.

continua após a publicidade

— No final do primeiro tempo, principalmente, achei que a gente começou a cruzar de qualquer jeito, e achei a área muito vazia. A gente tem que entrar mais na área ali com o Vegetti para terminar essas jogadas. Eu lembro de duas, uma que o Coutinho chega e bate, porque eles ficam preocupados com o Vegetti, e acho que tem outra com o Garré, se não me engano. Então, esses meias tem que entrar na área quando não estiverem participando da construção — avaliou Fábio Carille.

➡️ Vegetti supera Cano na lista de artilheiros estrangeiros do Vasco; veja ranking

Outras respostas de Fábio Carille após Vasco x Puerto Cabello

Cargo ameaçado

— Não me sinto ameaçado em momento algum e o ambiente no CT é maravilhoso. Não tenho o que falar desses caras, o quanto que trabalham, se dedicam e prestam atenção. O ambiente está tranquilo, não me sinto ameaçado.

continua após a publicidade

Garré

— O Garré estava na Rússia, e por conta do frio estava em pré-temporada. Um cara que veio sem jogo, praticamente, e que é claro que vai levar um tempinho para se adaptar, ver os conceitos e, principalmente, estar bem, ir para campo fazer seu melhor. É um jogador que gosta de ter a bola, não é um atacante de velocidade, é um meia-atacante que trabalha bastante a bola. O que eu penso que evoluiu, falando em cima desse jogo e daquilo que eu gosto, é o quanto circular a bola no campo ofensivo. Se chegar pela direita e estar fechado, ter paciência, ir pela esquerda, não ficar batendo um muro que isso não vai ser bom para nós e vamos perder a bola muito fácil. Essa circulação já melhorou bastante fazendo nossos meias jogarem quando eles vão para dentro, principalmente Garré e Nuno se juntarem com Coutinho. Mas é algo que eu quero melhorar mais, que eu vejo que tem espaço para melhorar mais. Então vai ser nosso trabalho, os jogos e o entrosamento entre eles. Os jogadores se conhecerem cada vez mais, características, dominar a bola e tudo mais, isso é muito importante para que a gente cresça nesta temporada.

Intensidade e entrosamento

— Dificilmente você vai conseguir manter isso por 90 minutos. Muito difícil. O Garré vindo da Rússia, o Nuno se adaptando, vindo de Portugal, onde a gente sabe que a temperatura é muito baixa, o próprio Loide. É muito difícil manter isso o tempo todo. As trocas hoje foram em cima de cansaço, em cima de situações que a gente viu que perdeu um pouco. O time adversário começou a jogar um pouco mais no nosso campo, e por isso fiz modificações para que a gente ganhasse mais força e conseguisse, e a gente conseguiu transitar no final do jogo, faltou terminar melhor ali para que a gente buscasse os gols. Mas é uma busca, futebol é entrosamento. Temos jogadores que chegaram recentemente, estamos nesse processo de adaptação de alguns atletas, e, principalmente, de entrosamento para eles se entenderem cada vez melhor dentro de campo.

continua após a publicidade

Loide

— Tem que ter paciência. Ele joga, sim, dos dois lados. Ele e Nuno jogaram pela esquerda já. Não tendo o Adson, eu conversei com ele e falei com ele para jogar pela direita. O Nuno chegou, colocou a camisa e parece que tá aqui há 30 anos. Outros sofrem mais com adaptação.

Vegetti

— Minha relação com ele é igual com todos. Não é de se esperar o contrário desse grupo. Eles sabem o quanto a comissão trabalha num CT que todos se dedicam para o melhor do Vasco. Sou de olhar no olho, falar a verdade, nada de conversas desviadas e com isso ganho a confiança de todos. O que falo aqui, falo lá. O atleta gosta disso, eu sei. Tenho que cobrar, parabenizar. O ambiente dentro do CT é bom.

continua após a publicidade

Vasco x Flamengo no Maracanã

— Sempre que puder quero jogar aqui (São Januário). Tem questões de polícia e tal, mas deixei a diretoria a vontade para escolher. Ficou definido isso, vieram perguntar, deixei eles a vontade.

➡️ Torcedores do Vasco criticam Carille mesmo com vitória: 'Não dá mais'

Jair fora dos relacionados

— Tem jogadores que precisam treinar. Não que estejam mal, mas que precisam mais tempo. Quando eu vejo um banco mais equilibrado, vou tirar jogadores para treinar e ter ele mais na frente, mais inteiro. Todos os jogadores são importantes. Não tem jeito. Todo mundo vai jogar. Agora você não consegue treinar muito, não tem tempo.

continua após a publicidade

Contratação de um camisa 10

— Não sei a gravidade do Coutinho. O Clube tem olhado algumas coisas, sim, dentro da realidade, das condições. Dentro de alguns dias, acho que o clube vai se manifestar sobre os jogadores em fim de contrato.

Pressão na saída de bola

— Trabalho muito a compactação. Sem bola todos vão marcar e com bola todos vão jogar. Eu não vou marcar pressão, vou deixar sair com o zagueiro, e o Vegetti vai definir o lado para começarmos a pressão. A gente pegou um time rápido, traiçoeiro, que tivemos que ter atenção com a bola nas costas, mas faltou subir um pouco mais.

continua após a publicidade

Coutinho

— Coutinho é muito técnico. Quando ele está abaixando, a gente está conseguindo jogar. A bola está iniciando com o ele, o Nuno flutua bem e tem a subida do Piton. Chegamos muito pela esquerda com essa movimentação. Fizemos uma saída com três por dentro. O Coutinho não gosta de pegar a bola de costas para o marcador, ele gosta de receber de frente. Estamos buscando que ele seja o criador e inicie as jogadas pela esquerda.

Adversário fechado

Cada jogo é uma história, cada jogo é um planejamento. Sabíamos que seria difícil entrar por dentro e que chegaríamos pelos lados. Teve jogos que o Coutinho finalizou várias vezes. Nenhum adversário consegue fechar tudo. Tivemos muitas possibilidades de finalizar com cruzamentos. Poderíamos ter terminado melhor algumas outras, mas chegamos pelos lados. Analisamos o adversário, conversamos muito para que os atletas pudessem render dentro de campo.

continua após a publicidade

Time recuado

— As orientações do intervalo foram para manter o ritmo, primeiro tempo foi bom. A gente não joga contra bonecos, tem 11 jogadores do outro lado que vão para cima e levam você para trás, faz parte do processo. Entramos com jogadores com características de velocidade no lugar de Garré e Nuno, mudou a características e ficamos menos com a bola. Mas tem um adversário, que assistimos muito, empatou em casa por 2 a 2 na estreia, esse jogo foi referência para nós. Claro que tem que ter certos cuidados, tomamos uma transição aos 48 ou 49 que não pode, ficou quatro com dois ou três, não é hora disso. Vou olhar para que não aconteça. Mas ganhando o jogo, tentamos fazer mais, não conseguimos, estava 1 a 0. Se toma o empate ali? Não tem tempo para recuperar. Também tem isso. Mas vai muito do adversário estar precisando do resultado.

Vasco x Puerto Cabello - Carille
Fábio Carille, técnico, do Vasco, durante partida contra o Puerto Cabello pela Sul-Americana (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF)

Tudo sobre
Sugerida para você!

Mais LANCE!