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Membro da Academia LANCE! analisa renúncia de vice de futebol do Flu

Membro da Academia LANCE!, o especialista em gestão esportiva e consultor de marketing Amir Somoggi analisou a renúncia do vice-presidente de futebol do Fluminense, Sandro Lima. O dirigente deixou o cargo para evitar constrangimentos e qualquer polêmica para a principal patrocinadora, a Unimed-Rio, e o clube.

A queda aconteceu após denúncia em uma matéria da ESPN Brasil, que provou através da exibição de contratos que Sandro Lima era remunerado pela empresa. Segundo Somoggi, episódio apresentou problemas de ética. Confira abaixo a análise:

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"O importante é reparar que a Unimed não é unicamente um patrocinador, é um investidor. A gravidade dessa história é que o pedido de demissão foi porque tomou a dimensão de cair na mídia. Quer dizer, ele está há quase dois anos e meio atuando e se não tivesse caído na mídia continuaria atuando. Então, não deixa de ser grave essa história.

Na verdade, o investidor quer de alguma maneira controlar o seu investimento. Ele paga os salários e contrata os jogadores, mas quer ter alguém dentro do clube que passe a segurança do investimento, para que os jogadores sejam bem atendidos e possam jogar. Do ponto de vista do investidor esse é o objetivo.

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Do ponto de vista ético é realmente uma coisa muito grave, porque o clube é uma entidade política, mas fatura como empresa. Tem grandes contratos de patrocínio, grandes contratos de TV, agora receitas com estádio, com sócios, uma gama muito grande de receitas, além da importância que esse clube tem para sua torcida. Então, é realmente uma situaçao bastante complicada.

Não sei se é o único caso no futebol brasileiro, mas a Unimed chama sempre a atenção de todos porque ela investe muito nos jogadores, tanto é que o time foi bicampeão brasileiro em três anos. E a situação demonstra como esses executivos não remunerados nos clubes acabam abrindo precedente para este tipo de coisa. Se a pessoa ganhasse um salário para tocar o dia a dia do clube provavelmente não teria condição de se expor dessa maneira. Ela estaria satisfeita com o seu salário, como qualquer funcionário de qualquer empresa.

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É um processo de transição por que estamos passando no futebol brasileiro para que os clubes comecem a não mais aceitar a ingerência de terceiros na sua administração, que é o caso, por exemplo, da Unimed. Tivemos outros casos também, como MSI no Corinthians e Parmalat no Palmeiras. Quer dizer, são parcerias com o intuito de investir recursos.

Mas o mais importante é a formalização. Se todo mundo soubesse que ele é um executivo da Unimed que está ali tocando o dia a dia do futebol, perfeito. Ele foi contratado pela Unimed para isso. Agora, o problema é ele acumular dois cargos: ser prestador de serviço de uma empresa e ter um cargo político de suma importância como é o departamento de futebol de um clube"

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