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Kalil rebate 'empáfia' de Aidar e já pensa em fazer mudança no estatuto

A afirmação do candidato de Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar, de que não há possibilidade de perder a eleição presidencial no ano que vem foi vista com "exagero na empáfia" por parte dos membros da oposição são-paulina.

– Ele diz que tem 80% (dos votos), e que temos 20%. Eu não estou preocupado. Tenho quatro ex-presidentes comigo – disse Kalil Rocha Abdalla, candidato da oposição tricolor, em entrevista ao LANCE!.

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Na noite da última terça-feira, Kalil, Marco Aurélio Cunha e os ex-presidentes do clube José Douglas Dallora, José Eduardo Pimenta, Fernando Casal Del Rey e Paulo Amaral, além de outros aliados, se encontraram em uma pizzaria na capital paulista para debater os rumos da campanha eleitoral. Durante o encontro, fizeram um estudo do número de conselheiros vitalícios que já formalizaram o apoio para a realização da chapa. Na edição do LANCE! desta sexta a coluna De Prima publicou que são 74 vitalícios.

Apesar de ainda não ter definido como será formada a diretoria caso seja eleito, a organização do futebol deverá mesmo ficar com Marco Aurélio, superintendente do Tricolor de 2002 a 2011. O nome para cuidar da parte social ainda não foi confirmado a fim de evitar briga de egos.

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Outro aspecto das afirmações de Aidar que causou descontentamento na oposição foi que o candidato já conta com a reeleição. De acordo com Kalil, sua intenção é ficar apenas um mandato e, inclusive, mudar o estatuto no que diz respeito à data em que ocorrem as eleições.

– Não vou brigar pelo outro, (mandato) não. Vou terminar meu mandato em dezembro (de 2016), vou terminar antes, porque quero colocar uma reforma estatutária para tirar a eleição do mês de abril. É péssima essa data, está em meio a campeonatos – afirmou.

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Na última quinta, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, não chegou ao Morumbi junto de Juvenal Juvêncio para o jogo com a Ponte. O dirigente diz que não irá lançar mão de sua candidatura, o que poderia dividir votos da situação entre ele e Carlos Miguel Aidar.

Confira um bate-bola com Kalil Rocha Abdalla, em entrevista ao LANCE!:

'Se quiserem antecipar, fazemos a eleição agora'

Como foi o encontro na última terça-feira? Seus aliados pediram uma atuação mais contundente diante do anúncio e das palavras do Carlos Miguel Aidar?
Trocamos ideias, tinham quase 40 pessoas lá. Apenas fizemos um levantamento da nossa situação, além de alinhar algumas coisas.

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Já há nomes certos para formar a diretoria? O Marco Aurélio Cunha será mesmo o cara do futebol?
Não tenho nada até agora, mas vou formar a diretoria com os melhores elementos. Há diversas pessoas me procurando para fazer acordo, tanto de um lado como do outro. Sempre disse que eu seria um candidato de consenso, pedi o afastamento da diretoria do presidente Juvenal justamente para não criar entraves, problemas para ninguém.

Não pretende mesmo se reeleger caso vença a eleição em abril? Por que esse pensamento?
Para não querer esticar meu mandato para abril de 2017, vou diminuir o tempo de mandato. Não pretendo ganhar a reeleição, mas se eu ganhar o mandato será em uma data X. Isso tudo ainda vamos estudar. Acho péssimo que seja em abril.

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A revolta do Leco, dizendo que irá se lançar candidato, fortalece muito a oposição? Acha que ele está muito chateado com o Juvenal?
Não sei. Isso é problema do Leco. Se os três candidatos quiserem, fazemos a eleição agora. Se quiserem antecipar a eleição, sou o primeiro a concordar. O Leco ficar chateado, isso é problema dele.

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