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Em jogo morno e com casa cheia, Brasil bate a Austrália pela Liga Mundial

Brasil e Austrália protagonizaram um duelo de opostos nesta sexta-feira, em São Bernardo do Campo (SP), pela Liga Mundial de vôlei. Mas os opostos não foram apenas elementos da quadra. Enquanto os atletas realizavam uma partida morna, com muitos erros e mostrando um claro ritmo de início de temporada, a torcida, que lotou o Ginásio Adib Moisés Dib deu um show. No embalo dessa contradição, vitória brasileira por 3 sets a 1 (25-20, 21-25, 25-19 e 25-18).

Enquanto a Seleção alternava picos de performance, com lances espetaculares de Lipe, ataques fortíssimos de Riad e Evandro, recepções lindas de Murilo e Serginho, também mostava falhas comuns a um início de temporada, com erros de saque e falhas de entrosamento e comunicação.

Mas nos momentos oscilantes do Brasil, a torcida serviu como catalisador de cada boa bola acertada pelos atletas. Em certos lances, inclusive, os gritos dos torcedores que lotaram o Ginásio, que possui capacidade para pouco menos de seis mil pessoas, pareciam manter a bola viva.

E foi assim, na base da força, vibração e com uma pitada de "ajuda externa" que a Seleção Brasileira conseguiu seu terceiro triunfo consecutivo na Liga Mundial de vôlei, derrotando a fraca equipe australiana.

Neste domingo tem mais, às 10h as seleções voltam a se enfrentar pelo Grupo A da competição mundial. Os ingressos para o duelo já estão esgotados. Promessa de mais vibração dentro e fora de quadra?

O JOGO:

1º SET  -

Brasil começou a partida melhor, com dois pontos seguidos de Evandro e um lindo bloqueio de Murilo. Abrindo 3 a 0, a Seleção deixou a Austrália empatar a parcial, indo ao primeiro tempo técnico do jogo com uma vantagem menor do que a "programada" (8 a 7).

Na volta da parada, as equipes passaram a se alternar na liderança do jogo, trocando pontos e não deixando o rival se distanciar. Isso até a Seleção abrir 14 a 11 em um ace de Lucão e o treinador australiano pedir um tempo em quadra. Ainda assim, o Brasil foi à segunda pausa à frente no placar (16 a 14).

No fim, a Seleção Brasileira conseguiu controlar um pouco mais os erros que mantiveram a Austrália viva na parcial por mais tempo e fechou o set, em 25 a 20. O destaque ficou com Lipe, responsável pela vibração e pelos pontos mais importantes do set, como os três últimos. Ele e Evandro marcaram cinco pontos cada.

2º SET -

A Austrália começou a segunda parcial do jogo melhor, atacando com firmeza e explorando bem o bloqueio brasileiro. Assim, o time da Oceania abriu 8 a 4, enquanto a Seleção não conseguia encaixar um bom saque e sofria para se encontrar nos ataques.

Errando muito (foram 10 vezes em todo o set), especialmente nos saques, o Brasil dava chances para a Austrália abrir distância, e assim eles o fizeram. Onze pontos, 12, 13, 14... Até que a equipe foi ao tempo técnico com vantagem de 16 a 11 no placar.

Na volta, o Brasil conseguiu diminuir a distância em três pontos, com um bom ataque de Lipe, um ótimo bloqueio de Lucão e um erro australiano, forçando os rivais a pedirem um tempo em quadra. Após o tempo, os brasileiros passaram a atacar com mais vontade, encostando no placar (19 a 18) depois de vencer um desafio, em um lance de extrema habilidade de William.

Um belíssimo rali deu à Seleção o ponto de empate na parcial (21 a 21), após um ataque pelo meio de rede de Éder, e forçaram novo tempo da Austrália. No retorno, dois pontos seguidos dos australianos fizeram, dessa vez, os brasileiros pedirem uma parada. Mas o tempo não adiantou, já que a Austrália conseguiu fechar o set em 25 a 21, empatando o jogo.

3º SET -

Embalada pela vitória na parcial anterior, a Austrália começou melhor o terceiro set, abrindo 8 a 6 e indo à frente na primeira parada técnica. Os brasileiros até conseguiram empatar em oito pontos, mas os australianos contavam com aquilo que vinha os deixando vivos no jogo: os erros da Seleção.

O Brasil chegou a abrir 13 a 9, mas viu os rivais diminuírem em um ponto a vantagem (14 a 13). Apesar disso, ainda se mantinham à frente no placar.  Com a entrada de Riad no meio de rede, a Seleção passou a ganhar mais força no ataque, e deslanchou na parcial.

Foram três, quatro, cinco, seis pontos de vantagem... Até que o Brasil conseguiu fechar seu set mais tranquilo até então, em 25 a 19, após um erro de saque da equipe australiana.

4º SET  -

Da mesma maneira que terminou a parcial anterior, o Brasil iniciou o quarto set atacando mais e se impondo ofensivamente. Assim, conseguiu abrir vantagem no placar logo de cara, mas seguia pecando por erros bobos, como em saques e recepções. Com isso, a equipe foi à primeira parada técnica com um curto 8 a 6.

Na volta, porém, os brasileiros passaram a se apoiar cada vez mais nos quase seis mil torcedores que lotavam o Ginásio Adib Moisés Dib, e começaram a mostrar em números e, principalmente, na bola, o quanto são superiores à Austrália. Foi um show de inversões, ataques pela ponta, pelo meio, defesas espetaculares e saques fortes.

Quando o placar mostrava 17 a 10 para o Brasil, o treinador da Austrália pediu um tempo em quadra. Mas isso não parece ter adiantado muito, já que a Seleção seguia pressionando como não fez durante a partida inteira, e masssacrando os australianos. No fim, conseguiu fechar o terceiro e derradeiro set em 25 a 18, encerrando o primeiro de dois duelos contra a Austrália pela Liga Mundial de vôlei.

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