Loio no Lance! vê João Fonseca, no saibro, em vantagem contra Mensik
Brasileiro tem retrospecto melhor que o rival na superfície no ano

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Embora seu maior título, até aqui, tenha sido na quadra rápida, o ATP 500 da Basileia, em outubro, João Fonseca, de 19 anos e 30º do mundo, também tem bons números no saibro. E, contra o tcheco Jakub Mensik (um ano mais velho e 27º do mundo), nesta terça-feira, nas quartas de final de Roland Garros, às 15h15 (de Brasília), o piso tende a ser um dos trunfos do jovem carioca. Ambos os tenistas buscam uma vaga inédita em suas carreiras às semifinais de um Grand Slam.
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No alto de seu 1,96m, o saque é uma das maiores armas do tcheco, que, até a véspera de Roland Garros, era o quarto com mais aces no ano: 307, em 27 jogos. Em Paris, fez mais 36 em quatro partidas até aqui, nono melhor desempenho nesse quesito (o brasileiro fez 21 e está em 35º).
Campeão do Masters 1000 de Miami, ano passado, o primeiro e mais importante de seus dois títulos de ATP, Mensik tem melhores resultados nessa superfície, a rápida. Na carreira, são 58 vitórias em 90 jogos, com dois títulos (o outro foi o ATP 250 de Auckland, em janeiro, com aproveitamento de 64,4%). No saibro, são 19 vitórias em 30 jogos (63%, já contando com os quatro triunfos em Paris).

João, por sua vez, apesar de ter 63,3% no saibro na carreira (19 vitórias em 30 partidas e um título), vem numa crescente nesse piso. Em abril, alcançou em Monte Carlo, seu melhor resultado até aqui em Masters 1000, parando nas quartas de final. O brasileiro, somando os quatro até aqui em Roland Garros nos últimos dias, venceu 10 de 16 jogos no piso na temporada. Na quadra rápida, o campeão do ATP 500 da Basileia ganhou 26 de 39 jogos (aproveitamento de 66%).
João Fonseca foi mais testado que o rival
O que a frieza dos números acima não mostra é o nível que o pupilo do técnico Guilherme Teixeira vem mostrando a cada rodada em Paris.
João Fonseca chega à mais importante partida da carreira após três atuações que encheram a torcida brasileira de esperança. O destaque foi a virada, após estar dois sets abaixo, na terceira rodada, contra ninguém menos do que o tricampeão sérvio Novak Djokovic, maior triunfo da carreira. O brasileiro se tornou o mais jovem, em 460 partidas de Grand Slam, a derrotar o ex-número 1 do mundo e atual quarto. E apenas o segundo a superá-lo após estar perdendo por dois sets a 0.
Antes de eliminar Nole, o pupilo de Gui Teixeira também virou uma partida após estar dois sets abaixo, contra o croata Dino Prizmic (72º). Era apenas a segunda vez na carreira que o número 1 do Brasil jogou cinco sets. E a primeira que venceu.

Há dois dias, João Fonseca dominou o duelo contra o norueguês Casper Ruud (16º), vice em 2022 e 2023, como se não fosse apenas sua segunda partida na carreira na Philippe Chatrier, a quadra central em Paris. Ex-número 2 do mundo e campeão do Masters 1000 de Madri ano passado, o norueguês é tenista com mais vitórias no saibro (146) na década.
Mensik, por sua vez, também deixou um top 10 pelo caminho, o australiano Alex De Minaur (7º, especialista em quadra rápida, por 3 a 1) e, na última rodada, venceu uma batalha de cinco sets contra o russo Andrey Rublev (13º). Antes, superou o argentino Mariano Navone (38º, em cinco sets) e, na estreia, o anfitrião Titouan Droguet (107º). Como o brasileiro, algoz do francês Luka Pavlovic (241º), o tcheco venceu em sets diretos a rodada inicial.
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Zverev ou Jodar na semifinal
Quem alcançar a inédita fase de semifinal de Grand Slam decide, contra o alemão Alexander Zverev (3º, vice em Paris há dois anos) ou o espanhol Rafael Jodar (29º), uma vaga à decisão de domingo.

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