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Entenda como o calor no Rio Open pode afetar os atletas em ação

As altas temperaturas do Brasil podem afetar ainda mais tenistas estrangeiros

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Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 16/02/2026
10:00
João Fonseca se estica todo para devolver a bola contra o
imagem cameraJoão Fonseca se estica todo para devolver a bola contra o americano Eliot Spizzirri no Australian Open (Foto: WILLIAM WEST / AFP)

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A Cidade Maravilha passou por dias de fortes chuvas, mas o início do Rio Open promete altas temperaturas. Enquanto o público pode recorrer a macetes simples para enfrentar o calor, a situação dos atletas é um pouco mais delicada. Para explicar os detalhes, o Lance! conversou com Renato Valença, fisioterapeuta esportivo com 20 anos de experiência com atletas de alto rendimento.

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Com apenas João Fonseca e outros três brasileiros confirmados na chave principal, o Rio Open terá um grande número de atletas estrangeiros não acostumados ao clima tropical. Esse cenário representa um desafio em um torneio disputado em quadra de saibro, como explica o profissional:

— O saibro carioca, aliado à umidade e às temperaturas que facilmente ultrapassam os 35°C em fevereiro, cria um cenário extremo para quem não está habituado ao clima tropical. Para um atleta que vem do inverno europeu ou dos EUA, o impacto é imediato. O corpo leva, em média, de 7 a 15 dias para se aclimatar totalmente. Como muitos chegam em cima da hora, jogam em um estado de estresse fisiológico constante.

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A umidade mencionada, inclusive, é outro problema para o atleta durante uma partida de alto nível e grande intensidade. No Rio de Janeiro, casa do maior torneio de tênis da América Latina, essa condição climática pode colocar o tenista em "modo alerta" — um estado em que corpo e mente ficam em máxima atenção, com o coração acelerado e os reflexos mais rápidos, prontos para reagir ao esforço intenso da partida.

— O clima do Rio de Janeiro tem alta umidade, o que impede que o suor evapore eficientemente, mecanismo principal do corpo para resfriar a temperatura interna. Quando o termômetro sobe e a intensidade da partida aumenta, o corpo entra em um modo alerta — destacou o fisioterapeuta.

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Intervenções pré-jogo se tornam importantes

Embora o clima não seja ideal, ainda há estratégias para que o calor não afete significativamente o atleta, seja na saúde ou no desempenho de jogo. Ao Lance!, Renato Valença listou algumas medidas preventivas que podem ser adotadas antes e durante o duelo.

No pré-jogo e durante a partida:

  1. Pré-resfriamento: uso de coletes de gelo e ingestão de bebidas geladas antes de entrar em quadra para baixar a temperatura central.
  2. Monitoramento de peso: atletas se pesam antes e depois dos treinos para calcular exatamente quantos litros de fluido precisam repor.
  3. Toalhas de gelo: aplicadas nas viradas de lado para resfriar as artérias carótidas e a nuca.

Dieta e suplementação:

  • Uso intensivo de bebidas isotônicas personalizadas para evitar a hiponatremia (baixa concentração de sódio no sangue), além de muita água e alimentos que contribuem para hidratação e recuperação.

Para evitar que o calor se torne um problema maior, é importante manter uma rotina de sono regulada e garantir períodos adequados de recuperação. Estar bem descansado ajuda o corpo a se adaptar melhor às altas temperaturas e mantém o equilíbrio hormonal, fatores essenciais para o desempenho físico. Além disso, o calor intenso pode afetar a tomada de decisão, já que o cérebro prioriza a manutenção dos órgãos vitais, reduzindo a precisão nos golpes e a paciência em ralis mais longos.

Como fica a previsão do tempo durante o Rio Open?

O fim de semana abre com tempo firme e calor intenso no Rio de Janeiro, mas a previsão indica virada no padrão climático ao longo da semana, com grande instabilidade e retorno das chuvas a partir de terça-feira (17). No sábado (14), o sol predomina e os termômetros podem chegar a 37 °C, sem expectativa de precipitação. Nos dois dias seguintes, o cenário segue seco, com muitas nuvens e máximas entre 31 °C e 32 °C.

A mudança ocorre na terça (17), quando pancadas de chuva com trovoadas voltam a aparecer, principalmente entre a tarde e a noite. A instabilidade se mantém nos próximos dias. Entre quarta (18) e sábado (21), o sol ainda surge entre nuvens, mas há previsão de chuvas rápidas em diferentes períodos do dia, com temperaturas máximas variando de 27 °C a 30 °C.

O ponto mais crítico está previsto para domingo (22), dia da grande final do Rio Open, com acumulado elevado de chuva e possibilidade de temporal à tarde, seguido de noite chuvosa. As temperaturas caem e não devem passar de 26 °C.

➡️ João Fonseca lidera quarteto brasileiro na chave principal do Rio Open

Torneio de nível ATP 500, Rio Open é o maior da América do Sul
Torneio de nível ATP 500, Rio Open é o maior da América do Sul (Foto: Vans Bumbeers/Rio Open)

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+ Aposte na vitória de João Fonseca no Rio Open
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