Jornalista panamenho lamenta ausência de Neymar em amistoso do Brasil: 'Todo mundo quer vê-lo'
Ao Lance!, panamenho questionou a não convocação de jogador do Botafogo

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TERESÓPOLIS — O amistoso entre Brasil e Panamá, neste domingo (31), no Maracanã, é tratado pelos panamenhos como muito mais do que apenas um teste visando à Copa do Mundo. A partida representa um encontro simbólico com a história do futebol mundial e também uma oportunidade rara de atuar no estádio mais emblemático do planeta.
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Em entrevista ao Lance!, o jornalista panamenho Julio Shebelut, presente na cobertura da Seleção Brasileira na Granja Comary, destacou a emoção em torno do confronto e revelou como o Panamá recebeu o convite para enfrentar o Brasil no Rio de Janeiro.
— A expectativa é grande, é enorme, muita emoção e também o agradecimento por terem tido esse respeito de escolher o Panamá para uma despedida tão importante e em um estádio tão relevante, com história, com mística, como é o Maracanã — afirmou.

— O Panamá sabe que pela frente vai ter não apenas os jogadores que vão estar lá, mas a história. Sobretudo a história desse pentacampeão do mundo — completou.
Ausência de Neymar frustra expectativa dos panamenhos
Um dos temas mais comentados no Panamá antes do amistoso é justamente a ausência de Neymar. O camisa 10 da Seleção Brasileira segue em recuperação de uma lesão na panturrilha direita. Para Julio, a ausência do craque representa uma frustração natural não apenas para brasileiros, mas também para os próprios panamenhos.
— Quem não quer ver o Neymar em campo? Todo mundo quer ver o Neymar, quem é brasileiro e quem não é brasileiro adora ele. Infelizmente, as lesões o perseguiram a vida toda. Quando você já tem mais de 30 anos e se torna um jogador veterano, fica mais difícil (...) A versão do Neymar do Barcelona, do Santos, já ficou para a história. Fica marcado na história do futebol do Brasil — detalhou.

Panamá chega embalado para a segunda Copa do Mundo
O amistoso contra o Brasil acontece em meio à empolgação dos panamenhos pela classificação para a Copa do Mundo. Será a segunda participação da seleção em Mundiais, após a estreia na Rússia, em 2018. Diante deste cenário, Julio destacou a evolução recente do futebol do país.
— O Panamá já tem anos sendo a melhor seleção da América Central. Acima da Costa Rica, Honduras, Guatemala e El Salvador. Sofremos para classificar, mas conseguimos. Isso quer dizer que o Panamá, futebolisticamente, está fazendo as coisas bem.
Corte de jogador do Botafogo gera revolta no Panamá
Outro tema que ainda gera repercussão entre torcedores e jornalistas panamenhos é a ausência de Kadir Barría, jovem jogador do Botafogo, na lista final da Copa do Mundo. Segundo Julio, grande parte da torcida não entendeu a decisão da comissão técnica.
— É uma pergunta que, no Panamá, ainda continua. Ninguém entende o motivo pelo qual esse menino, esse garoto que começou a ficar conhecido não faz muito tempo, não foi chamado. Ele foi convidado. São 26 convocados para o Mundial e quatro que vão como convidados, e ele entra como convidado, quando se pensava, pelo que ele havia feito no Brasileirão, por terem subido do Sub-20 para o time principal, que seria suficiente para estar no Mundial. No Panamá há muita tristeza, há muita chateação por parte da torcida, de grande parte da imprensa, porque consideram que o menino de 18 anos, que tem um grande futuro pela frente, teria a sua primeira oportunidade para estar no Mundial — disse o jornalista.

Durante a entrevista, Julio comparou o caso ao corte de Neymar da Copa do Mundo de 2010, quando o então jovem atacante do Santos ficou fora da lista de Dunga.
— Aconteceu com o Neymar, aconteceu com vários jogadores, com o Maradona na Argentina em 78 e depois em 86 foi campeão do mundo. São coisas que acontecem, né? E que a gente tem que aceitar e ver o que acontece mais para frente — explicou.
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