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São Paulo rescinde contrato com empresa de limpeza e cobra valor milionário

Tricolor rescindiu contrato após polêmicas

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Izabella Giannola
São Paulo (SP)
Dia 24/03/2026
11:52
Atualizado em 24/03/2026
13:57
Estádio do Morumbis São Paulo
imagem cameraEmpresa prestaria serviços de limpeza ( Foto: Luis Moura / WPP )

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O São Paulo rescindiu seu contrato com a Milclean, empresa que fornece materiais de limpeza, após problemas virem à tona. A informação foi adiantada pelo Estadão e confirmada pelo Lance!.

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Desde 2024, o São Paulo mantém um contrato com a empresa Milclean, especializada em serviços de limpeza, no valor total de R$ 21,5 milhões. A reportagem do Lance! teve acesso à íntegra do acordo, que prevê a atuação de até 96 funcionários fixos, distribuídos em três turnos, para atender exclusivamente o clube social. No entanto, a apuração indica que menos da metade desse contingente atuava de forma efetiva. Em alguns dias, por exemplo, apenas 39 funcionários registraram presença.

O assunto foi levado à uma auditoria interna, que constatou estes problemas. O acordo foi fechado na gestão Casares.

Além disso, informações inicialmente publicadas pelo jornal Estadão e confirmadas pelo Lance! apontam que a Milclean já manteve relação com uma figura de destaque do futebol nacional: Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF). Reinaldo foi sócio da empresa até 2021, ao lado de Otávio Alves Corrêa Filho.

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Casares e Reinaldo foram associados a história quando polêmica veio à tona (Foto: Rodrigo Corsi)
Casares e Reinaldo foram associados a história quando polêmica veio à tona (Foto: Rodrigo Corsi)

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A Milclean tem sede em Taubaté, cidade natal de Reinaldo. Em contato telefônico com a FPF, o Lance! apurou que o dirigente teria vendido sua participação na empresa há cerca de cinco anos e que não teria conhecimento do contrato firmado com o São Paulo, assinado em 2024 e com vigência até 2027.

Após sua saída formal do quadro societário, a Milclean passou ao controle de um ex-sócio histórico. Reinaldo Carneiro Bastos e o atual controlador da empresa, inclusive, já atuaram como sócios-administradores da Aerolimp, fornecedora de produtos de limpeza.

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O São Paulo desembolsava cerca de R$ 569.856,20 por mês à Milclean, o que representa um custo anual de aproximadamente R$ 6,8 milhões.

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Empresa lidava também com falta de funcionários

Como dito, a empresa disponibilizava menos funcionários do que previsto em contrato ao São Paulo. Mesmo assim, os valores não eram descontados.

O São Paulo estima que ocorreram cerca de 1,5 mil faltas desde setembro de 2024, quando o contrato foi assinado. A empresa teria alegado problemas financeiros ao clube, mas sem apresentar uma solução de fato.

Após a rescisão, o Tricolor também está entrando com uma ação judicial. A ação judicial cobra R$ 615,4 mil da empresa Milclean por descumprimento contratual, além de R$ 2 milhões pela devolução de valores pagos acima do serviço.

O clube, no entanto, abate R$ 1,6 milhão desse total, que diz respeito a serviços prestados neste ano, que não foram pagos.. Assim, a cobrança fica em R$ 1 milhão. O Lance! entrou em contato com a assessoria de imprensa da empresa, que emitiu uma nota sobre. Veja abaixo na íntegra:

O Grupo Milclean rebateu as acusações feitas pelo São Paulo e afirmou que cumpriu integralmente o contrato. Segundo a empresa, houve uma repactuação entre as partes no início do acordo, aprovada por Antônio Donizete Gonçalves, então diretor em exercício. Como parte do ajuste, foram implantadas novas tecnologias e realizados investimentos em equipamentos para compensar diferenças na mão de obra. A empresa sustenta que todas as mudanças foram formalizadas e aprovadas, inclusive com o entendimento de que o clube não teria condições de arcar com custos adicionais.

Ainda de acordo com a Milclean, os serviços foram prestados com regularidade e qualidade ao longo de todo o período, com base em pesquisas de satisfação e medições mensais feitas pelo próprio clube. A empresa afirma também que todas as notas fiscais foram pagas, sem registros de contestação ou glosas.

Após a mudança na diretoria do São Paulo, a empresa diz ter tentado, sem sucesso, agendar reuniões para reavaliar os termos do contrato. Mesmo com a suspensão dos três últimos pagamentos, a Milclean afirma que manteve as operações, incluindo o pagamento de salários, encargos trabalhistas e fornecimento de insumos e equipamentos.

A empresa também contesta a forma como o contrato foi encerrado, alegando que a rescisão ocorreu sem notificação prévia, o que a obrigou a assumir novamente custos com funcionários. Segundo a Milclean, todos os valores foram quitados.

Sobre a ação judicial, a empresa afirma que ainda não foi formalmente notificada, mas garante que apresentará defesa com a documentação necessária, caso seja acionada. A Milclean diz ainda que irá cobrar do São Paulo valores em aberto referentes a notas fiscais.

Por fim, a empresa nega qualquer prejuízo ou má-fé na execução do contrato e reforça seu compromisso com a ética e o profissionalismo.

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