Após polêmica com Casares, São Paulo cria norma para uso de cartão corporativo
Norma agora fica disponível para todos os colaboradores do clube

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O São Paulo criou uma nova norma para administrar o uso do cartão corporativo após a polêmica envolvendo os gastos durante a gestão de Julio Casares. O Lance! apurou que antes se prezava pelo "bom senso", mas agora uma norma foi criada. O acesso dela está disponível para todos os colaboradores do clube. Essa "notificação" tem o Compliance por trás.
Antes, existia um senso comum sobre o uso, mas seu uso não dependia especificamente de uma norma.
Parte-se do princípio que o corporativo deve ser utilizado somente para gastos que envolvam o São Paulo como clube - e não para uso pessoal. A reportagem apurou que na primeira gestão, os gastos do antigo presidente eram menores - girando em torno dos R$ 2 mil. A média, conforme os anos passaram, teria subido para R$ 8 mil.
A polêmica surgiu na última semana. Segundo uma investigação do Conselho Fiscal do clube, o ex-presidente gastou - desde 2021- R$ 500 mil no cartão corporativo. Entre os gastos, estão lojas de grife e cabeleireiro. A informação foi antecipada pelo "ge" e confirmada pelo Lance!.
Casares teria devolvido os valores, mas só no segundo semestre de 2025. A reportagem do Lance! apurou que há um questionamento interno sobre a correção monetária neste período, uma vez que ele teria pago o montante com juros, mas sem um esclarecimento sobre qual taxa utilizada.
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Qual taxa foi utilizada?
O principal ponto que o Conselho Fiscal quer esclarecer na sessão da próxima segunda-feira é a forma como foi feita a correção dos valores que Casares devolveu. O Conselho não sabe se o índice de referência utilizado foi com base no CDI - que tem um valor próximo ao da Selic, a taxa básica de juros do país, no IPCA - que determina a inflação no Brasil - ou outro. O clube contrai dívidas a CDI + 9% ao ano, e a correção deveria seguir exatamente esse parâmetro.
Por isso, quando alguém usa dinheiro do clube e depois devolve com correção, o entendimento é que essa correção deva seguir a mesma taxa que o clube paga para se financiar. Caso contrário, o clube sai prejudicado.
Se ficar provado que uma taxa diferente foi utilizada, o tema pode gerar questionamentos internos, pedidos formais de esclarecimento e até a avaliação de uma eventual ação de cobrança. Tudo dependerá desta análise do Conselho Fiscal que ocorre segunda-feira.
O Lance! entrou em contato com o ex-presidente na última semana, quando o assunto veio à tona, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.
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