Presidente da Portuguesa faz balanço do primeiro ano de SAF: 'Deixaria de existir'
Confira a entrevista exclusiva do Lance com Alex Bourgeois, o sócio-investidor e presidente da Portuguesa SAF

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A Portuguesa oficializou a homologação da Sociedade Anônima do Futebol junto à Confederação Brasileira de Futebol há um ano. Com isso, passou a herdar os ativos da Associação Portuguesa de Desportos, como o registro na Federação Paulista de Futebol e na própria CBF, além dos direitos econômicos e federativos de seus atletas, premiações em competições esportivas e direitos de transmissão.
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Em entrevista exclusiva ao Lance!, Alex Bourgeois, sócio-investidor e presidente da Portuguesa SAF, fez um balanço do primeiro ano de gestão.
— Acho que existe a frustração esportiva, que é o fato de não ter subido para a Série C. Por outro lado, há pontos positivos na gestão, como a renegociação da dívida de R$ 560 milhões, o que nos permite enxergar uma Portuguesa sustentável no futuro. Os trâmites envolvendo o Canindé são mais lentos do que esperávamos por causa da burocracia. O ponto alto foi a implementação de uma gestão profissional, com processos e ideias claras. Vamos começar a transformar o clube associativo em uma SAF — explicou.

O contrato da SAF lusitana foi assinado em 29 de novembro de 2024, após aprovação no Conselho Deliberativo e Assembleia Geral do clube.
Alex Bourgeois ressaltou que um dos pontos positivos da SAF foi o resgate da credibilidade do clube no mercado, mas critica a cobrança por resultados imediatos.
— É um orgulho, porque as pessoas têm memória curta. A Portuguesa deixaria de existir. Resgatar e reconstruir essa marca gigante é motivo de orgulho. Outra coisa importante é que conseguimos isso em um ano, com credibilidade no mercado do futebol. Nós contratamos jogadores que ninguém conhecia e fomos muito criticados por isso, mas que vão jogar a Série A no ano que vem ou estão na Série B. Isso mostra que nosso trabalho foi bem feito e está sendo reconhecido pelo mercado. Não é fácil resgatar uma credibilidade perdida em um ano. Isso nos permite pensar em um 2026 melhor. Isso não significa que seremos campeões de tudo, mas que teremos marcos melhores e iremos avançar mais. Um dos grandes problemas que temos no nosso país é o imediatismo, a ideia de que tudo tem que dar certo amanhã. Na vida, as coisas não dão certo do dia para a noite, e no futebol não é diferente. É uma construção — disse.
— Um dos grandes problemas, que está relacionado à forma como enxergamos o esporte no Brasil, é que quando um objetivo não é atingido, parece que é preciso jogar tudo fora, que tudo deu errado. Não é bem assim. Nem todo time que foi campeão fez tudo certo. Vamos lembrar que fomos eliminados na Série D nos pênaltis. Há coisas que precisamos melhorar e estamos trabalhando para isso, especialmente na mentalidade vencedora e na energia mais alta. Mas não está tudo resolvido. Tudo o que fazemos é sempre para melhorar, e pode dar certo ou errado. A única coisa da qual tenho convicção é que precisamos tentar, porque se não fizermos nada, certamente dará errado. A única maneira de subir para a Série C é disputar cada vez mais. Muitos clubes demoraram quatro, cinco anos para subir. Ter conseguido isso de primeira seria algo inédito — explicou.
Ao longo da semana, você vai conferir reportagens especiais da Portuguesa, que celebra um ano de SAF com projeções positivas para a próxima temporada, não só em campo, mas também com ações voltadas ao sócio-torcedor.
O que vem pela frente:
A Portuguesa não conseguiu o acesso para a Série C nesta temporada. A equipe foi eliminada nos pênaltis pelo Mixto e encerrou o calendário em agosto deste ano; por isso, a pré-temporada já começou.
O calendário do ano que vem começa com a base, na disputa da Copinha, em Paulínia, no interior de São Paulo. Na fase de grupos, a Portuguesa enfrentará Paulínia Universitário, Vila Nova-GO e Operário-PR.
A estreia no Paulistão da Lusa está marcada para o dia 11 de janeiro, diante do Palmeiras. Depois, a equipe ainda terá pela frente, na primeira fase: Velo Clube, Guarani, Ponte Preta, Palmeiras, São Paulo, Mirassol, Primavera e Capivariano.
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