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Arbitragem do Mundial de Clubes é discreta e valoriza jogo dinâmico

Média de faltas e cartões é menor em relação aos grandes campeonatos pelo mundo

PorLeonardo BessaRio de Janeiro (RJ)
27/06/2025 07:00
Michael Oliver é um dos árbitros renomados do Mundial de Clubes (Foto: Charly Triballeau/AFP)
O inglês Michael Oliver é um dos árbitros renomados do Mundial de Clubes (Foto: Charly Triballeau/AFP)

O Mundial de Clubes da Fifa esquentou em sua chegada à fase oitavas de final e com a arbitragem pouco comentada quanto a lances polêmicos e decisões. Um dos grandes destaques da nova competição foi a dinâmica dos duelos da fase de grupos, com número de falta se aproximando do padrão europeu.

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Isso reflete na qualidade dos jogos, que têm tem sido muito elogiada. A recomendação é clara e reafirma o cenário apresentado na temporada 2024/2025: critérios bem definidos em campo e pouca intervenção do responsável pelo vídeo. Os números após 48 jogos apresentam melhora significativa na média quando comparados às médias de grandes ligas.

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Na fase de grupos, ao todo, 1117 faltas foram marcadas, somando as infrações dos 48 duelos. Isso dá uma média de 23,2 por partida, menor em relação à última temporada da Premier League, o Campeonato Inglês, que teve 25,9 de média por confronto. Os dados foram retirados da Central do Mundial do Lance!.

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Quando comparado à elite do futebol brasileiro, o número também é inferior. No último ano, a Série A do Brasileirão teve média de 25,2 faltas por partida. Isso deixaria o Mundial de Clubes da Fifa fora das dez primeiras posições de torneios mais faltosos do mundo, como apontou o último levantamento do Centro Internacional de Estudos de Esporte (CIES Football Observatory). A Série B, no entanto, apareceu na 6ª colocação com 27,1 faltas por jogo.

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O número de cartões também é inferior em comparação à principal liga do planeta. Na Inglaterra, a média é de quatro cartões amarelos por jogo, enquanto no torneio intercontinental disputado nos Estados Unidos é de três. Ao fim da primeira fase, dez cartões vermelhos foram aplicados, sendo metade para equipes argentinas - três para o River Plate e dois para o Boca Juniors.

Brasileiros no Mundial

Representam o Brasil na arbitragem da competição Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO) e Ramon Abatti Abel (Fifa/SC). Os dois estão na primeira prateleira do quadro da CBF e são cotados até mesmo para a decisão, caso clubes da Conmebol não estejam disputando, como revelou ao Lance! Rodrigo Martins Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

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Ramon Abatti Abel no apito do confronto entre Real Madrid e Pachuca, pelo Mundial de Clubes (Foto: Paul Ellis/AFP)
Ramon Abatti apitou o jogo entre Real Madrid e Pachuc no Mundial de Clubes (Foto: Paul Ellis/AFP)

- O Wilton e o Ramon estão atuando lá da mesma forma que atuam aqui. Com correção, prevenção, com postura, presença física… mas o mais importante é que lá, eles não estão tendo o protagonismo que às vezes é dado ao árbitro no Brasil. Não é saudável. Às vezes, é uma superexposição. E quando nós vemos um Mundial desses, serve como reflexão para todos nós. Será que nós, buscando a superexposição do árbitro, estamos ajudando ou atrapalhando? Assim como o atleta, a superexposição vai fazer com que ele (árbitro) tenha uma pressão exagerada e uma queda de performance. Mas a participação deles está extraordinária, e eu diria para vocês que eles são cotados hoje para estarem entre os finalistas da competição - disse.

A equipe de arbitragem da Fifa para o Mundial e Clubes conta com 117 profissionais, sendo 35 árbitros, 58 assistentes e 24 árbitros de vídeo. Desses, além de Wilton e Ramon, também foram escalados os auxiliares Rafael Alves, Bruno Boschilia, Danilo Manis e Bruno Pires.

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