O ano da leoa brasileira: Babi Domingos volta a fazer história em 2025
Finalista olímpica superou o próprio recorde no Mundial de Ginástica Rítmica

O ano pós-olímpico de Bárbara Domingos começou cercado de incertezas. A paraense havia feito história nos Jogos de Paris, quando se tornou a primeira brasileira da ginástica rítmica a alcançar uma final olímpica no individual geral. A dedicação ao longo do ciclo até alcançar o feito, porém, custou caro, e Babi chegou a cogitar uma aposentadoria. Mas, 2025 era ano de Mundial no Brasil, em casa. No Rio de Janeiro, a "leoa" fez história novamente e somou mais um pioneirismo: desta vez, se tornou a primeira de seu país a figurar entre as dez melhores do mundo.
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Mais experiente e madura após as Olimpíadas na capital francesa, Babi apostou em uma estratégia diferente para a temporada, ao lado da treinadora Mayara Cerqueira. A ideia era tirar um pouco da pressão da ginasta, principal referência individual da modalidade, e construir o novo ciclo aos poucos.
Assim foi feito. A estreia internacional de Babi na temporada aconteceu em maio, na Copa do Mundo de Portimão, em Portugal. Ali, brilhou na série de arco, uma das queridinhas do público, ao som da trilha sonora de Rei Leão. A brasileira garantiu uma vaga na final do aparelho e terminou a competição em sexto lugar.
No final do mesmo mês, Bárbara foi até Assunção, no Paraguai, para a disputa do Pan-Americano da modalidade, de onde saiu com quatro medalhas no peito. Babi levou a prata no individual geral, maças e bola, além de um bronze no arco. Em junho, no Campeonato Brasileiro, confirmou seu domínio nacional com o título do individual geral e pódio em três aparelhos. Todas essas etapas prepararam a ginasta para o principal evento do ano.

Babi Domingos supera própria marca no Mundial
O evento mais esperado do ano chegou em agosto de 2025. O Mundial de Ginástica Rítmica no Rio de Janeiro já era histórico antes mesmo de começar, afinal, marcou a primeira vez que a competição foi realizada no Brasil e em um país da América Latina. As expectativas para competir com a torcida em peso e a presença dos familiares era grande para as atletas.
Para Babi Domingos, a competição também foi especial pelos resultados. Com apresentações seguras nos quatro aparelhos, a ginasta deu o primeiro passo ao garantir a classificação para a final do individual geral. Na decisão, terminou em nono lugar e reforçou seu nome na história da modalidade mais uma vez, como a primeira brasileira no top-10 da competição.
Além do feito histórico para a ginástica rítmica brasileira, Bárbara mais uma vez superou os próprios recordes, já que, edição após edição, a atleta vem melhorando seus resultados em Mundiais. Em 2021, disputou a final do individual geral pela primeira vez e terminou em 17º lugar, marcando também a estreia do país em uma decisão. Em 2023, voltou à final e galgou mais algumas posições, terminando em 11º, muito perto do top-10.
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