Fora do tablado, mas ainda no topo: o ano sabático de Rebeca Andrade
Principal ginasta do Brasil se ausentou das competições em 2025

Os longos anos de dedicação integral à ginástica cobraram um preço alto de Rebeca Andrade, física e mentalmente. Após brilhar nos Jogos de Paris 2024 e se tornar a maior medalhista olímpica da história de seu país, a atleta se permitiu tirar um período sabático. O ano de 2025 para a ginasta foi de recuperação, treino leve e viagens - o que não impediu que ela fosse mundialmente reconhecida como uma das maiores do esporte.
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Apesar de não disputar competições no ano passado, Rebeca seguiu em atividade no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Rio de Janeiro, com atenção redobrada à preparação física e fisioterapia para cuidar bem das dores crônicas. E, claro, nada de solo. A decisão de não competir mais no aparelho, anunciada ainda durante as Olimpíadas, não foi tomada no calor do momento. Tanto Rebeca quanto seu treinador, Francisco Porath, mantiveram o afastamento do solo que, apesar de ter consagrado a ginasta, traz um grande desgaste físico.
A princípio, não se sabia exatamente por quanto tempo Rebeca Andrade ficaria longe das competições e o torcedor brasileiro ainda tinha esperanças de vê-la em ação novamente durante o Mundial de Ginástica de Jacarta, em outubro de 2025. Mas, a seleção brasileira foi à Indonésia sem sua estrela olímpica e a resposta veio: o retorno de Rebeca ficaria para 2026, ano em que a corrida para os Jogos de Los Angeles começa a esquentar.

Reconhecimento mundial e mais um feito histórico
Mesmo longe das competições, tablados e pódios, Rebeca Andrade ainda teve oportunidade de fazer história no ano de 2025. Em abril, se tornou a primeira mulher brasileira a ganhar o Prêmio Laureus, considerado o "Oscar" do esporte. A ginasta foi premiada na categoria "Retorno do Ano", reconhecimento pela trajetória de superação de uma série de lesões até a conquista das quatro medalhas olímpicas em Paris.
Durante a cerimônia de premiação, Rebeca fez questão de agradecer publicamente à psicóloga Aline Wolff, que a acompanha há mais de 10 anos. O cuidado com a saúde mental, que tem se tornado cada vez mais relevante no cenário do alto rendimento esportivo, é um tema fortemente defendido pela brasileira, e explica muito o caminho que escolheu tomar em 2025.
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