Carol Solberg é suspensa de torneio por comemorar prisão de Bolsonaro
Jogadora não poderá atuar em torneio internacional em casa

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A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou, na manhã desta quinta-feira (19), punição a Carol Solberg por ter se manifestado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a Copa do Mundo de 2025, na Austrália. Após conquistar a medalha de bronze, Carol foi entrevistada ainda em quadra, como é de praxe com os times vencedores. Além de falar da partida, comemorou a prisão do político.
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— Este é um dia incrível para mim e para o mundo. Ontem, no Brasil, colocamos na prisão o pior presidente da nossa história. Bolsonaro está na prisão e é muito importante que celebremos. Tenho muito orgulho desta bandeira agora; eu jamais poderia acreditar que teríamos um presidente assim. Temos que celebrar! Vamos comemorar Bolsonaro na cadeia, galera, é muito bom! - disse a atleta na ocasião.
A notícia da suspensão foi antecipada pelo jornalista Juca Kfouri, e confirmada pelo LANCE! Segundo a FIVB, Carol está suspensa da primeira etapa do circuito mundial da temporada 2026, que acontece entre 11 e 15 de março, em João Pessoa (PB). A entidade alega infração ao Artigo 8.3 do Regulamento Disciplinar, que pune "qualquer conduta antiesportiva que viole princípios de respeito e jogo limpo", incluindo comportamentos que tragam "descrédito ao voleibol ou à FIVB".
Embora a etapa na Paraíba ainda não conte para a corrida olímpica, a suspensão gera prejuízo. Ao ser impedida de jogar, Carol, que hoje lidera o ranking mundial ao lado de Rebecca, pode perder posições. Por ser uma etapa no Brasil, o prejuízo é ainda maior porque perderá a chance de jogar com o apoio do público e com gasto de deslocamento muito menor do que a maioria das etapas feitas no hemisfério norte.

A favor do posicionamento
Carol encerrou o ano de 2025 com o reconhecimento máximo do esporte nacional: foi eleita a Atleta do Ano no vôlei de praia pelo Prêmio Brasil Olímpico. Na cerimônia, ela reforçou sua convicção de que o silêncio não deve ser a norma para quem está no topo do pódio.
— Para mim, sempre vale falar o que eu penso e o que eu acredito. É algo fundamental e importante. Eu sei que há sempre um preço a se pagar, sim. Mas cada vez que um atleta se manifesta, ajudamos a quebrar esse tabu de que não podemos falar sobre "isso ou aquilo". O atleta é um cidadão como qualquer outro; poder expressar o que pensamos é fundamental — declarou a jogadora.
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