Problemas de saúde, saída do Botafogo e pódio: o movimentado ano de Ana Sátila
Brasileira viveu altos e baixos no ano pós-olímpico

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O ano de 2025 definitivamente não foi fácil para Ana Sátila. A principal atleta brasileira da canoagem slalom precisou enfrentar problemas de saúde e uma complicada saída do Botafogo enquanto buscava manter o planejamento no início do ciclo rumo aos Jogos de Los Angeles 2028. Mesmo assim, conseguiu driblar os obstáculos e se manter entre as melhores no cenário mundial da modalidade.
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Problema de saúde e 'descanso' forçado
O início da temporada foi marcado por uma pausa forçada a uma crise de pedras na vesícula. No início de junho, ela sofreu com fortes dores abdominais causadas por uma pedra na vesícula, e passou cinco dias internada na Espanha. O problema a tirou das três primeiras etapas da Copa do Mundo de canoagem slalom.
Em conjunto com a equipe médica da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Ana Sátila optou por fazer a cirurgia para retirada da vesícula após o Mundial da modalidade, realizado no início de outubro. Mesmo ainda sentindo dores, disputou a Copa do Mundo da Alemanha, em setembro, quando conquistou uma prata. No Mundial, levou duas medalhas de bronze.
— Eu não sabia como era esse processo de cirurgia, lesão… Foi a primeira vez na minha carreira que eu deixei de competir. E eu odiei aquela sensação de ficar em casa, assistir todo mundo. Quando eu tive essa crise, esse ano, eu fiquei mentalmente abalada, porque eu amo aquilo ali, quando eu treino, é pensando na competição, em me divertir e chegar o mais preparada possível. Eu fiz toda a preparação, até o finalzinho e, faltando dois ou três dias pra competição começar, foi onde eu senti aquela crise. Quando eu senti isso, pensei: "ferrou, acabou" - contou, na época.

Saída do Botafogo
Ainda durante o processo de recuperação da cirurgia, Ana Sátila anunciou o encerramento do vínculo com o Botafogo, clube que representou por dois anos. Na ocasião, ela fez um desabafo sobre o descaso do Alvinegro com as modalidades olímpicas após a mudança na presidência da instituição.
— Não estou falando do clube que eu estava, mas também dos clubes do Brasil inteiro (...). O atleta não é um objeto, ele tem que ser tratado com carinho e com amor, dedicação e empenho. No final das contas, a gente está entregando a nossa vida e o nosso sacrifício para representar seja o clube ou o nosso país. Foi um momento difícil para mim, porque quando eu decidi representar esse time, eu não esperava. Mas tento tirar algo bom. Isso me ajudou a evoluir bastante - contou a atleta, em entrevista ao Lance!
Apesar dos altos e baixos, o ano de 2025 terminou em um tom positivo para Ana Sátila. Os resultados garantidos na temporada internacional garantiram os objetivos traçados para o primeiro ano de ciclo olímpico. Com a missão cumprida, a canoísta conseguiu reservar um tempo para retornar à sua cidade natal, curtir a família e ainda terminou o ano como melhor atleta de canoagem no Prêmio Brasil Olímpico.
De olho em Los Angeles por sua quinta participação olímpica, Ana Sátila chega mais madura para retomar a "face trabalhadora" que a fez uma das atletas mais reconhecidas pelos torcedores.
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