Flávia Saraiva explica escolha do solo no Mundial: 'sou competitiva'
Medalhista olímpica competiu em dois aparelhos em Jacarta

De volta ao cenário internacional após um início de temporada dedicado à recuperação física, Flávia Saraiva garantiu, nesta terça-feira (20), a classificação para a final da trave no Mundial de Ginástica, em Jacarta. Além do aparelho em que é especialista, a atleta também competiu no solo e, apesar de não avançar para a disputa de medalha, explicou o motivo de ter incluído a prova em sua estratégia.
➡️Mundial de Ginástica: Flávia Saraiva brilha na trave e encaminha final
Medalhista de bronze no solo no Mundial de 2023, Flávia ainda não havia se apresentado no aparelho em competições oficiais da atual temporada, já que, no Brasileiro de Ginástica e na Copa do Mundo de Szombathely, na Hungria, competiu apenas na trave. Nesta terça-feira (21), após demonstrar dificuldade com o aparelho no treino de pódio, a ginasta teve desequilíbrios na segunda passada e na chegada, somando 12.633 pontos, insuficientes para uma final.
— Obviamente eu queria ter ido melhor no solo, mas eu queria muito aproveitar esse momento pra voltar a competir solo, voltar a estar no cenário competitivo, então eu tenho que levantar a cabeça e quando voltar pro Brasil, treinar. Eu não consegui treinar tanto solo quanto eu treinei a trave, mas eu sou competitiva, falei pro Xico que queria tentar - declarou, em entrevista à CBG.
Após as Olimpíadas de Paris, Flavinha passou por uma cirurgia no ombro direito e se dedicou à recuperação física antes das principais competições do ano, mas admitiu alívio neste retorno ao Mundial.
— Estou muito feliz de ter voltado ao cenário, competindo mundialmente, estar entre as melhores. É um sonho realizado, tô me sentindo leve, feliz. Faz anos que eu não me sinto como estou me sentindo agora dentro do ginásio, até falei pro Xico que fiquei emocionada nos treinos de estar me sentindo tão feliz, tão alegre, pra mim essa é a melhor parte de estar aqui no Mundial de Ginástica

Papel de liderança
Atleta mais experiente da delegação brasileira em Jacarta, Flávia reconheceu o próprio papel como referência para as jovens Júlia Coutinho e Sophia Weisberg, de 15 anos, que fizeram sua estreia na competição. De olho na nova geração da modalidade, a medalhista olímpica se colocou como ponto de apoio às companheiras.
— Isso é novo pra mim, estar ensinando, mas eu quero que elas sintam orgulho de estar representando o nosso país. Falhas podem acontecer, mas a gente levanta a cabeça e vai até o final. Quem está no Mundial é porque mereceu estar aqui, então eu quero ensinar isso pra elas, fatalidades podem acontecer, o cansaço vai chegar, a gente vai ficar nervosa, mas eu tô aqui pra ensinar, pra ajudar elas. Não importa se eu estiver bem, mal, eu vou estar aqui tentando ajudar da melhor forma possível - finalizou.
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