Finalista mundial buscou 'refúgio' do salto com vara para evolução
Juliana Campos passou a treinar com o italiano Marco Chiarello

Vivendo sua melhor temporada da carreira, Juliana Campos, do salto com vara, apostou em mudanças importantes para 2025. A principal delas foi a vivência de treinamentos na Itália, que trouxe uma perspectiva diferente sobre o esporte. Em conversa exclusiva com a reportagem do Lance!, a atleta contou que, no país europeu, é comum que as pessoas pratiquem a modalidade apenas por hobby.
➡️Italiano se torna o mais jovem campeão mundial do salto em distância
Juliana treina em Padova, cidade de 211.560 habitantes no nordeste da Itália, conhecida como um centro histórico e cultural. Ali, o salto com vara não é visto apenas como uma modalidade de alto rendimento, mas como um estilo de vida, um esporte que pode ser praticado por pessoas de idades e níveis variados.
— O grupo que eu treino é uma associação de pessoas que querem praticar o salto com vara, dentro dessa associação a gente tem diversos níveis, iniciação, tem o pessoal que tá se profissionalizando e o grupo profissional, que é o qual eu faço parte. Eu fiquei muito feliz de poder ver gente treinando salto com vara simplesmente porque ama o esporte, é bom estar em contato com esse tipo de situação, lembra a gente do porquê a gente começou e o quanto esse esporte é lindo e o quão divertido é treinar salto com vara - contou.
Nesta temporada, Juliana passou a ser treinada por Marco Chiarello, que também trabalha com a italiana Elisa Molinarolo, sexta colocada na final dos Jogos Olímpicos de Paris. Desde o início do ano, melhorou seu recorde pessoal cinco vezes, saindo de 4,60m, registrados em 2023, para 4,76m, marca alcançada em julho, em um meeting de salto com vara em Silandro, na Itália.
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Juliana Campos no Mundial de Tóquio
Classificada para o Mundial de Atletismo, que acontece em Tóquio, no Japão, Juliana Campos conseguiu um resultado histórico ao se tornar a primeira brasileira a chegar numa final após dez anos - a última representante havia sido Fabiana Murer, em 2015, no Mundial de Pequim.
A disputa da decisão, porém, deixou um sabor agridoce, já que a atleta não repetiu seus melhores desempenhos da temporada. Após se classificar nas eliminatórias com salto de 4,60m, ela queimou suas três tentativas na final e acabou a disputa sem marca. Seu recorde pessoal, atingindo em 2025, é de 4,76m, pouco abaixo dos 4,80m atingidos pela eslovena Tina Sutej, medalhista de bronze.
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