Do Acre à Suíça: brasileiros dos quatro cantos nas Olimpíadas de Inverno
Delegação tem representantes de cinco estados brasileiros

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Das colinas de Lausanne, às margens do Lago Léman, passando pela calma tropical de Camamu, entre ilhas e mar na Bahia, até a paisagem extrema e gelada de Ushuaia, no "fim do mundo". Cidades tão distintas entre si se unem por um ponto improvável em comum: todas são berço de atletas do Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina.
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Em busca da primeira medalha, o Brasil levará à Itália sua maior delegação da história das Olimpíadas de Inverno — ao todo, serão 14 atletas mais um reserva, superando o recorde de Sochi 2014. Entre eles, quatro atletas nasceram no exterior, enquanto os demais representam cinco estados brasileiros diferentes.

Quatro países "viraram" Brasil
O jovem Augustinho Teixeira, do snowboard, nasceu em Ushuaia, cidade argentina conhecida como o "fim do mundo" por ser o ponto na América do Sul mais próximo da Antártida. Foi nesse cenário frio, com dois meses de neve por ano, que ele construiu a paixão pelos esportes de inverno, primeiro o esqui, depois o snowboard, até se tornar uma das promessas do Brasil.
Quem também nasceu em um cenário propício para os esportes de inverno foi o esquiador Lucas Pinheiro Braathen. O atleta é natural de Oslo, na Noruega, país com ampla tradição na modalidade e que mais conquistou medalhas na história das Olimpíadas de Inverno. Filho de mãe brasileira, ele defendeu o país natal até 2023 e, após anunciar uma aposentadoria precoce, retornou às competições defendendo as cores do Brasil.
Na "capital olímpica" Lausanne, nasceu o snowboarder Pat Burgener, também uma das esperanças de medalha em 2026. Criado com forte influência da cultura brasileira por parte da mãe, ele defendeu a Suíça nas Olimpíadas de Pyongyang 2018 e Pequim 2022, e agora usará o verde e amarelo pela primeira vez no evento.
Já a pequena Clusone, na Itália, foi onde nasceu e cresceu o esquiador Giovanni Ongaro. Foi na cidade de cerca de 8.500 habitantes, localizada na província de Bergamo, que ele começou a esquiar, ainda na infância. Filho de mãe brasileira, defendeu o país natal até 2024, quando passou pela troca de nacionalidade e disputará suas primeiras Olimpíadas com as cores do Brasil.
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De onde são os atletas brasileiros nas Olimpíadas de Inverno
| Atleta | Onde nasceu | Modalidade |
|---|---|---|
Lucas Pinheiro | Oslo, Noruega | Esqui alpino |
Christian Soevik | Rio de Janeiro, Brasil | Esqui alpino |
Giovanni Ongaro | Clusone, Itália | Esqui alpino |
Alice Padilha | Rio de Janeiro, Brasil | Esqui alpino |
Manex Silva | Rio Branco, Brasil | Esqui cross-country |
Duda Ribera | São Paulo, Brasil | Esqui cross-country |
Bruna Moura | Caraguatatuba, Brasil | Esqui cross-country |
Pat Burgener | Lausanne, Suíça | Snowboard |
Augustinho Teixeira | Ushuaia, Argentina | Snowboard |
Edson Bindilatti | Camamu, Brasil | Bobsled |
Davidson de Souza | São Paulo, Brasil | Bobsled |
Rafael Souza | Rio de Janeiro, Brasil | Bobsled |
Luis Bacca | Rio de Janeiro, Brasil | Bobsled |
Gustavo Ferreira | São Bernardo do Campo, Brasil | Bobsled |
Nicole Silveira | Rio Grande, Brasil | Skeleton |
Cinco estados, sete cidades e quatro regiões brasileiras
O Rio de Janeiro é o "campeão" entre as cidades natais dos atletas olímpicos. Foi lá que nasceram Rafael Souza e Luis Bacca, da equipe de bobsled, além dos esquiadores Alice Padilha e Christian Oliveira Soevik. Os dois últimos, porém, cresceram em terras estrangeiras: Alice foi criada em Connecticut, nos Estados Unidos, enquanto Christian cresceu na Noruega.
O estado de São Paulo conta com quatro representantes na delegação olímpica: Duda Ribera e Bruna Moura, do esqui cross-country, além de Davidson de Souza e Gustavo Ferreira, do bobsled. Nicole Silveira, do skeleton, é a representante gaúcha, enquanto o piloto de bobsled Edson Bindilatti leva as cores da Bahia.
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