Capitã da base e destaque da Superliga, Lelê sonha com Seleção Brasileira
Líbero concedeu entrevista exclusiva ao Lance!

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Letícia Moura, mais conhecida como Lelê, construiu sua carreira no Fluminense. No entanto, na atual temporada, trocou o Tricolor pelo Tijuca, que disputa pela primeira vez a divisão principal da Superliga Feminina. A líbero, terceira melhor passadora da competição, esteve nos estúdios do Lance! para participar de uma entrevista onde detalhou os bastidores de sua trajetória, relembrou os tempos de Seleção de base e falou sobre o momento da equipe tijucana no campeonato.
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Hoje com 22 anos, Lelê deu seus primeiros passos no vôlei na base do Fluminense. Depois, se consolidou na equipe profissional da equipe. Nesse meio tempo, aos 18 anos, chegou à Seleção Brasileira de base e se tornou a primeira líbero capitã da equipe nacional, na categoria sub-21. Até 2021, não era permitido pelo regulamento da Federação que atletas dessa posição fossem capitãs. No entanto, Lelê conta que só sentiu o "peso" desse feito histórico tempos depois.
— Quando me avisaram, não teve esse "baque" todo. Depois que caiu a ficha. Mas fico muito feliz, é uma honra (...). Acho que adquiri essa função de liderança ao longo dos anos, mas era uma coisa que eu já estava fazendo. Sentia dentro de mim que eu poderia ajudar mais.
O sonho da Seleção Brasileira
Destaque na Seleção de base, por onde atuou do sub-18 ao sub-23, o sonho de Lelê, agora, é vestir a camisa da equipe principal. Mesmo assim, mantém seus pés no chão em relação ao caminho para isso acontecer.
— Com certeza (é um sonho). É tudo fruto de um trabalho. Sei que ainda sou muito nova, então penso sempre no presente, em trabalhar com calma e com um passo de cada vez. Se acontecer, é consequência do meu trabalho.
Pela base, Lelê acumula conquistas como o ouro nos Jogos Pan-Americanos sub-23 e no Sul-Americano sub-20. Além disso, foi medalha de bronze no Sul-Americano sub-18 e nos Mundiais sub-19 e sub-21. Atualmente, na seleção principal, as donas da posição de líbero são Marcelle, do Fluminense, e Laís, do Sesc RJ Flamengo.

A mudança do Fluminense para o Tijuca
Mesmo sendo destaque do Tricolor, Lelê, em 2025, decidiu se transferir para o Tijuca, como o principal reforço da equipe para a temporada 25/26, a primeira da equipe na Superliga A. Segundo ela, a decisão se deu após conversas com Matheus Bieler, técnico tijucano, quando viu que suas ideias estavam alinhadas.
Acostumada a jogar em um time de peças já entrosadas, a líbero, no Tijuca, se viu em um ambiente de muitas atletas jogando juntas pela primeira vez.
— Como é um time que vem se conhecendo, ainda mais que disputa pela primeira vez a Superliga A, é sempre difícil. A gente vem se ajustando, mas precisa de um tempo para nos conhecermos e nos acostumarmos com a maneira que cada uma joga.
O Tijuca é o atual penúltimo colocado da Superliga Feminina, brigando contra o rebaixamento. No entanto, também não está distante de alcançar os playoffs, já que, com 11 pontos, está a quatro de diferença do Barueri, oitavo colocado.
Conexão com o Tricolor, mas paixão pelo Botafogo
Apesar do tempo que passou no Fluminense e da conexão que criou com o clube, Lelê é torcedora assídua de outro time carioca: o Botafogo, por influência da família. Na busca de equilibrar essas duas paixões "opostas", a líbero aproveita o melhor das duas.
— Lá no Fluminense, os atletas são incentivados a irem aos jogos e eu acabei indo até mais do que gostaria — disse Lelê, em tom de bom humor.
— Peguei paixão, um amor pela torcida tricolor. Sei todas as músicas, tenho muitas camisas, perco até as contas. Sou Botafogo de coração, mas nele tem um espacinho tricolor. Falo que uns dias mais legais da minha vida foi a final da Libertadores 2023 (ano em que o Fluminense foi campeão), em que eu estava no Maracanã.

As inspirações de Lelê
A líbero conta que, desde pequena, costumava ir com sua mãe a jogos de vôlei para assistir Fabi, que se tornou sua maior inspiração no esporte. No entanto, atualmente, tem a oportunidade de jogar contra ídolos que no passado eram apenas admirações. Um deles é Camila Brait, com a qual Lelê recentemente publicou uma foto nas redes sociais.
— Tantos anos que a gente se enfrenta. O sentimento é de admiração, de olhar para o lado e falar: "Ela é tudo isso mesmo.". E, além da quadra, sei também da pessoa incrível que ela é.
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