Dia da Mulher: paridade financeira aumenta em alguns esportes, mas distância segue em outros
Confira com o Lance! a situação da igualdade salarial e/ou de premiação nos principais esportes

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Em 8 de março, é comemorado o Dia das Mulher, data de celebrá-las e homenageá-las, mas também de discutir questões a respeito da igualdade de gênero. No esporte, tal discussão pode ser representada pela ideia da igualdade salarial e de premiação entre homens e mulheres. Será que isso acontece na prática? Confira com o Lance! como essa situação se dá nos principais esportes.
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A ginástica e o equal pay
No mundo da ginástica, não há diferenciação no valor da premiação entre homens e mulheres. Em competições oficiais organizadas pela FIG, como o Campeonato Mundial e as etapas de Copa do Mundo, existe uma política de igualdade de premiação (equal pay).
No caso do Mundial e Copa do Mundo, a premiação acontece da seguinte forma:
Mundial
- Individual Geral (All-Around):
- Ouro: CHF 5.000 (aprox. R$ 28.000)
- Prata: CHF 3.000 (aprox. R$ 17.000)
- Bronze: CHF 1.000 (aprox. R$ 5.600)
- Por Aparelhos (Finais Individuais):
- Ouro: CHF 3.000
- Prata: CHF 2.000
- Bronze: CHF 1.000
- Equipes:
- O valor total é geralmente de CHF 15.000 (aprox. R$ 85.000) para o país vencedor, dividido entre os ginastas.
Copa do Mundo
- Nas etapas de Copa do Mundo por aparelhos - como as de Doha, Cairo, Baku -, os valores são menores e pagos por cada aparelho disputado:
1º Lugar: CHF 1.000 (aprox. R$ 5.600)
2º Lugar: CHF 750 (aprox. R$ 4.200)
3º Lugar: CHF 500 (aprox. R$ 2.800)

Os salários da WNBA em comparação aos da NBA
Em 2025, o salário médio das jogadoras da WNBA foi de US$ 102.249 (R$ 536,30 mil). Em relação a anos anteriores, os salários das atletas aumentaram gradualmente. Ainda assim, aparecem muito atrás do que o dos homens.
Também no ano passado, a média de salário entre eles foi de quase US$ 14 milhões (cerca de R$ 73 milhões), com um jogador de nível mais baixo ganhando em torno de US$ 8 milhões (cerca de R$ 42 milhões). Já as jogadoras mais bem pagas ganham US$ 249.244 (cerca de R$ 1 milhão) de salário base.

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Os Grand Slams de tênis
Os quatro principais torneios do circuito mundial, os Grand Slams, oferecem premiação igualitária entre homens e mulheres. O pioneiro a fazer isso foi o US Open, em 1973. Um ano antes, o romeno Ilie Nastase recebeu US$ 25 mil pelo título de simples, contra apenas US$ 10 mil da campeã, a anfitriã Billie Jean King.
Treze anos após o torneio em Nova York, foi a vez do Australian Open igualar o valor destinado a homens e mulheres, em 1984. No entanto, em 1996, o Grand Slam em Melbourne voltou a ter uma defasagem na premiação, o que deixou de existir em 2001.
Em 2025, com um aumento de 13% em relação ao ano anterior, a WTA ofereceu uma premiação recorde de US$ 249 milhões.

Fórmula 1 poderia ser Fórmula 0
Na Fórmula 1, a distância nos salários de homens e mulheres não existe simplesmente porque não existem mulheres pilotando carros da principal categoria automobilística do mundo. Desde 1992, quando Giovanna Amati competiu pela extinta Brabham.
Vôlei foge à regra?
O vôlei é o único esporte em que existe uma defasagem a favor das mulheres no Brasil. Em termos de salário, a média do naipe feminino é mais alta do que do masculino. Já as premiações, atualmente, são igualitárias entre homens e mulheres. Confira abaixo os valores de algumas delas:
- Superliga: R$ 250 mil
- Liga das Nações: R$ 5,5 milhões
- Mundial de seleções: R$ 5,4 milhões

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