Dia da Mulher: oito atletas que abriram espaço para o esporte feminino nas Olimpíadas
De Maria Lenk a Larisa Latynina, conheça mulheres que fizeram história nos Jogos e seus feitos

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124 anos separam a primeira e a última edição dos Jogos Olímpicos sediada em Paris, na França. Em 1900, dos quase mil atletas que disputaram a competição, apenas 22 eram mulheres (2,2%), enquanto a Olimpíada passada, em 2024, foi a primeira a contar com distribuição igual no número de vagas para os dois gêneros.
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O fato representou mais um avanço na luta pela representatividade feminina no esporte, causa que ganha cada vez mais força no debate público. No entanto, quando o espaço reservado às mulheres para a prática esportiva era mínimo ou inexistente, as atletas precisaram mudar o curso da história por conta própria, pavimentando o caminho que hoje é percorrido por aquelas que buscam chegar ao Olimpo.
Neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, o Lance! relembra oito nomes do esporte feminino que fizeram história nas Olimpíadas, seus feitos e recordes.
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Charlotte Cooper, Hélène de Pourtalès e Margaret Abbott

Atletas de modalidades e nacionalidades diferentes, mas com peso histórico proporcional. Na edição que marcou o início da participação feminina nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Paris 1900, elas foram as primeiras medalhistas de ouro.
A tenista Charlotte Cooper (1870-1966), da Grã-Bretanha, foi campeã nos torneios de simples e de duplas mistas, ao lado de Reginald Doherty, e se tornou a primeira mulher a conquistar o ouro duas vezes. Já a velejadora suíça Hélène de Pourtalès (1868-1945) levou um ouro e uma prata, competindo ao lado do marido Hermann de Pourtalès e do sobrinho Bernard de Pourtalès a bordo do Lérina.
No golfe, Margaret Abbott (1878-1955) foi a primeira mulher americana a se sagrar campeã olímpica. Ela permaneceu como única medalhista de ouro do esporte até sua reinclusão no programa do COI, na Rio 2016.
Maria Lenk

Única mulher entre os 66 integrantes da delegação brasileira nas Olimpíadas de Los Angeles 1932, Maria Emma Lenk Zigler (1915-2007) se tornou pioneira ao pular na piscina para as provas de natação. A atleta, à época com 17 anos, foi a primeira sul-americana a disputar os Jogos.
Na edição seguinte, em Berlim 1936, Lenk voltou a competir e inovou ao fazer a recuperação do braço no nado peito por fora da água. O estilo, oficializado como olímpico pela Federação Internacional de Natação (FINA) somente 20 anos mais tarde, ficou conhecido como borboleta.
A nadadora também foi a única do Brasil a estabelecer recordes mundiais, nos 200m peito (2'56") e 400m peito (6'16,5"), em 1939.
Alice Coachman

Especializada em salto em altura, Alice Marie Coachman (1923-2014) conquistou em Londres 1948 o primeiro ouro de uma mulher negra em Olimpíadas. A atleta foi declarada vencedora após ultrapassar a marca de 1,68 m logo no primeiro salto.
Coachman foi a única medalhista dos Estados Unidos entre as mulheres naquela edição dos Jogos. Ao retornar para o país, foi recebida pelo presidente Harry Truman e homenageada com uma carreata de 280 km na sua cidade natal, Albany, no estado da Geórgia.
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Jackie Silva e Sandra Pires

O primeiro ouro feminino brasileiro em Jogos Olímpicos veio em Atlanta 1996, em uma das modalidades estreantes da edição. Jackie Silva e Sandra Pires subiram no topo do primeiro pódio olímpico do vôlei de praia, vencendo na decisão Mônica Rodrigues e Adriana Samuel por 2 sets a 0 (parciais de 12/11 e 12/6).
A vitória da dupla serviu como marco zero de uma tradição que segue até os dias de hoje, com o Brasil despontando como uma das principais forças do vôlei de praia e dos esportes de areia em geral.
Larisa Latynina

Por 48 anos, o posto de maior medalhista da história em Olimpíadas pertenceu a uma mulher: a ginasta ucraniana Larisa Semyonovna Latynina. Com três participações na competição e 18 medalhas (nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze), a atleta foi uma das responsáveis por impulsionar a União Soviética como uma potência dos esportes olímpicos nos anos 1960.
A marca histórica era defendida desde Tóquio 1964, mas foi superada pelo nadador Michael Phelps em Londres 2012. Apesar disso, Latynina segue como recordista de medalhas em Jogos Olímpicos entre as mulheres.
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