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Dia da Mulher: oito atletas que abriram espaço para o esporte feminino nas Olimpíadas

De Maria Lenk a Larisa Latynina, conheça mulheres que fizeram história nos Jogos e seus feitos

Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 08/03/2026
08:53
Atualizado há 6 minutos
A natação brasileira deve muito a Maria Lenk, que foi a primeira sul-americana a participar de uma Olímpiada. O feito aconteceu em 1932. Ela é a maior nadadora da história do Brasil e única representante do país no Hall da Fama da natação.
imagem cameraMaria Lenk, pioneira da natação brasileira (Foto: Divulgação)

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124 anos separam a primeira e a última edição dos Jogos Olímpicos sediada em Paris, na França. Em 1900, dos quase mil atletas que disputaram a competição, apenas 22 eram mulheres (2,2%), enquanto a Olimpíada passada, em 2024, foi a primeira a contar com distribuição igual no número de vagas para os dois gêneros.

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O fato representou mais um avanço na luta pela representatividade feminina no esporte, causa que ganha cada vez mais força no debate público. No entanto, quando o espaço reservado às mulheres para a prática esportiva era mínimo ou inexistente, as atletas precisaram mudar o curso da história por conta própria, pavimentando o caminho que hoje é percorrido por aquelas que buscam chegar ao Olimpo.

Neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, o Lance! relembra oito nomes do esporte feminino que fizeram história nas Olimpíadas, seus feitos e recordes.

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Charlotte Cooper, Hélène de Pourtalès e Margaret Abbott

Da esquerda para a direita: Charlotte Cooper, Margaret Abbott e Hélène de Pourtalès (Fotos: Reprodução)
Da esquerda para a direita: Charlotte Cooper, Margaret Abbott e Hélène de Pourtalès (Fotos: Reprodução)

Atletas de modalidades e nacionalidades diferentes, mas com peso histórico proporcional. Na edição que marcou o início da participação feminina nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Paris 1900, elas foram as primeiras medalhistas de ouro.

A tenista Charlotte Cooper (1870-1966), da Grã-Bretanha, foi campeã nos torneios de simples e de duplas mistas, ao lado de Reginald Doherty, e se tornou a primeira mulher a conquistar o ouro duas vezes. Já a velejadora suíça Hélène de Pourtalès (1868-1945) levou um ouro e uma prata, competindo ao lado do marido Hermann de Pourtalès e do sobrinho Bernard de Pourtalès a bordo do Lérina.

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No golfe, Margaret Abbott (1878-1955) foi a primeira mulher americana a se sagrar campeã olímpica. Ela permaneceu como única medalhista de ouro do esporte até sua reinclusão no programa do COI, na Rio 2016.

Maria Lenk

Maria Lenk na piscina (Foto: Divulgação/COB)
Maria Lenk na piscina (Foto: Divulgação/COB)

Única mulher entre os 66 integrantes da delegação brasileira nas Olimpíadas de Los Angeles 1932, Maria Emma Lenk Zigler (1915-2007) se tornou pioneira ao pular na piscina para as provas de natação. A atleta, à época com 17 anos, foi a primeira sul-americana a disputar os Jogos.

Na edição seguinte, em Berlim 1936, Lenk voltou a competir e inovou ao fazer a recuperação do braço no nado peito por fora da água. O estilo, oficializado como olímpico pela Federação Internacional de Natação (FINA) somente 20 anos mais tarde, ficou conhecido como borboleta.

A nadadora também foi a única do Brasil a estabelecer recordes mundiais, nos 200m peito (2'56") e 400m peito (6'16,5"), em 1939.

Alice Coachman

Alice Coachman em ação nos Jogos Olímpicos de Londres 1948 (Foto: Divulgação/Museu Olímpico e Paralímpico dos EUA)
Alice Coachman em ação nos Jogos Olímpicos de Londres 1948 (Foto: Divulgação/Museu Olímpico e Paralímpico dos EUA)

Especializada em salto em altura, Alice Marie Coachman (1923-2014) conquistou em Londres 1948 o primeiro ouro de uma mulher negra em Olimpíadas. A atleta foi declarada vencedora após ultrapassar a marca de 1,68 m logo no primeiro salto.

Coachman foi a única medalhista dos Estados Unidos entre as mulheres naquela edição dos Jogos. Ao retornar para o país, foi recebida pelo presidente Harry Truman e homenageada com uma carreata de 280 km na sua cidade natal, Albany, no estado da Geórgia.

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Jackie Silva e Sandra Pires

Jackie Silva e Sandra Pires foram medalha de ouro em Atlanta 1996 (Foto: Divulgação)
Jackie Silva e Sandra Pires foram medalha de ouro em Atlanta 1996 (Foto: Acervo Lance!)

O primeiro ouro feminino brasileiro em Jogos Olímpicos veio em Atlanta 1996, em uma das modalidades estreantes da edição. Jackie Silva e Sandra Pires subiram no topo do primeiro pódio olímpico do vôlei de praia, vencendo na decisão Mônica Rodrigues e Adriana Samuel por 2 sets a 0 (parciais de 12/11 e 12/6).

A vitória da dupla serviu como marco zero de uma tradição que segue até os dias de hoje, com o Brasil despontando como uma das principais forças do vôlei de praia e dos esportes de areia em geral.

Larisa Latynina

Larisa Latynina, recordista de medalhas em Olimpíadas por mais de quatro décadas (Foto: Divulgação/COI)
Larisa Latynina, recordista de medalhas em Olimpíadas por mais de quatro décadas (Foto: Divulgação/COI)

Por 48 anos, o posto de maior medalhista da história em Olimpíadas pertenceu a uma mulher: a ginasta ucraniana Larisa Semyonovna Latynina. Com três participações na competição e 18 medalhas (nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze), a atleta foi uma das responsáveis por impulsionar a União Soviética como uma potência dos esportes olímpicos nos anos 1960.

A marca histórica era defendida desde Tóquio 1964, mas foi superada pelo nadador Michael Phelps em Londres 2012. Apesar disso, Latynina segue como recordista de medalhas em Jogos Olímpicos entre as mulheres.

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