menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

Joanna Maranhão relata caso de xenofobia contra o filho na Alemanha

A ex-nadadora olímpica conta que seu filho, de apenas seis anos, imaginou que seria separado dos pais após ataque xenofóbico na escola

São Paulo (SP)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 15/05/2026
12:06
Joanna Maranhão é voz ativa na natação (Foto: Alexandre Loureiro/COB)
imagem cameraJoanna Maranhão é voz ativa na natação (Foto: Alexandre Loureiro/COB)

  • Matéria
  • Mais Notícias
Ver Resumo da matéria por IA
Joanna Maranhão relatou um caso de xenofobia sofrido pelo filho Caetano na Alemanha.
A escola do menino prometeu abordar o tema e reforçar políticas antirracistas.
O episódio reflete xenofobia e racismo, já que Caetano não possui o fenótipo padrão alemão.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A ex-nadadora olímpica Joanna Maranhão relatou um caso de xenofobia sofrido pelo seu filho Caetano, de apenas seis anos. A ex-atleta mora há três anos e meio em Potsdam, no leste do país, com o filho e o marido Luciano Corrêa, ex-judoca.

continua após a publicidade

O caso de xenofobia relatado por Joanna

Contudo, no último final de semana, Joanna teve que explicar para Caetano que ele não seria separado de sua família após um colega de escola ameaçar chamar a polícia para deportar seus pais da Alemanha. Segundo a mãe, a criança ficou muito assustada ao ouvir isso, pois imaginou um cenário em que seria separada dos pais.

Diante do episódio, a instituição prometeu abordar o tema com os alunos e reforçar políticas antirracistas. A professora responsável pela turma também teria confirmado que o pai do aluno que proferiu a ofensa seria apoiador do partido de extrema-direita AfD, com forte postura anti-imigração.

continua após a publicidade
Joanna Maranhão com o filho Caetano e marido (Reprodução/Instagram: @jujuca1987)
Joanna Maranhão com o filho Caetano e marido (Reprodução/Instagram: @jujuca1987)

Para lidar com a situação, Joanna ajudou o filho a levar bolinhos para toda a sala, incluindo o colega envolvido. Em entrevista à BBC News, afirma: "A escola é o ambiente que pode salvar e resgatar essa criança de não se tornar um pequeno nazista". Apesar disso, ela admite ainda estar preocupada com as interações entre o seu filho e a criança alemã.

Na visão de Maranhão, o episódio reflete não apenas xenofobia, mas também racismo, já que o filho não possui o fenótipo padrão alemão (o pai é negro, enquanto ela é parda). O caso, inclusive, não é inédito para a família: Joanna conta que Luciano já sofreu episódios de racismo na Alemanha e também na Bélgica, onde moravam antes de se mudarem para Potsdam.

continua após a publicidade

➡️ Tudo sobre os esportes Olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico

➡️Siga o Lance! no Google para saber tudo sobre o melhor do esporte brasileiro e mundial

Quem é Joanna Maranhão?

Joanna Maranhão é um dos maiores nomes da história da natação brasileira. A ex-atleta representou o país em quatro edições dos Jogos Olímpicos (Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016). Seu maior feito esportivo ocorreu logo na estreia, em Atenas, quando conquistou o 5º lugar nos 400m medley.

Com o resultado, a jovem de 17 anos igualou a marca de Piedade Coutinho nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e encerrou um jejum que perdurava havia 68 anos. Ao longo de sua carreira, acumulou oito medalhas em Jogos Pan-Americanos e registrou 40 recordes brasileiros em piscina longa (50m) e curta (25m), dos quais ainda mantém 11 deles sob seu nome.

➡️ Dia da Mulher: oito atletas que abriram espaço para o esporte feminino nas Olimpíadas

Além das piscinas, Joanna virou uma figura pública central na luta pelos direitos humanos. Em 2008, a nadadora revelou ter sido vítima de abusos por parte de um ex-treinador na infância. Desde então, tornou-se uma das principais vozes na luta contra a violência sexual e a pedofilia.

Sua atuação inspirou a origem da "Lei Joanna Maranhão", sancionada em 2012 e que dispõe sobre crimes de pedofilia. Atualmente, Joanna faz parte da organização Sport & Rights Alliance, que advoga por direitos humanos no esporte.

+Aposte na vitória do seu atleta favorito
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável

  • Matéria
  • Mais Notícias