Campeã olímpica, Rebeca Andrade mantém sonho ainda não alcançado: 'Não é segredo'
Ginasta brasileira nunca conquistou medalha em seu aparelho favorito

Nem tudo são flores para Rebeca Andrade. Embora seja a maior medalhista olímpica do Brasil, a ginasta tem ainda um sonho que não conseguiu conquistar. Durante o desfile das campeãs do Carnaval, no Rio de Janeiro, o desabafo colocou um gostinho de "mais estar por vir" para os fãs da atleta.
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Nos Jogos de Tóquio-2020, as primeiras medalhas enfim chegaram com o ouro no salto sobre a mesa e a prata no individual geral. Quatro anos depois, Rebeca voltou a colocar o país no topo do pódio com o ouro no solo. Além disso, conquistou a prata no salto e nova prata no geral.
Faltam então apenas dois aparelhos em que a ginasta não ficou entre as três melhores: as paralelas assimétricas e a trave de equilíbrio. Entre eles, aliás, está o favorito de Rebeca. A brasileira então segue na luta por essa conquista olímpica inédita.
— O meu sonho, não é segredo pra ninguém, é uma medalha nas paralelas, meu aparelho preferido. Mas já me sinto muito realizada. Vou dar sempre meu 110% e o que vier vou ficar feliz — disse Rebeca.
Para os fãs da atleta, no entanto, nem todas as notícias são boas. Rebeca confirmou novamente que o solo se mantém fora de seu repertório na ginástica. Na época do anúncio, ela destacou que a decisão foi motivada por dores e pela necessidade de preservar a saúde física após cinco cirurgias no joelho.

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O que fez Rebeca Andrade no ano sabático?
O ano de 2025 para a ginasta foi de recuperação, treino leve e viagens — o que não impediu que ela fosse mundialmente reconhecida como uma das maiores do esporte. Apesar de não disputar competições no ano passado, Rebeca seguiu em atividade no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Rio de Janeiro, com atenção redobrada à preparação física e à fisioterapia para cuidar bem das dores crônicas.
Mesmo longe das competições, tablados e pódios, Rebeca Andrade ainda teve a oportunidade de fazer história no ano de 2025. Em abril, tornou-se a primeira mulher brasileira a ganhar o Prêmio Laureus, considerado o "Oscar" do esporte. A ginasta foi premiada na categoria "Retorno do Ano", em reconhecimento pela trajetória de superação de uma série de lesões até a conquista das quatro medalhas olímpicas em Paris.
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