Após falhas da Aston Martin, regra do 107% volta a chamar a atenção na F1
Entenda como funciona a regra

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A primeira semana de testes da Fórmula 1 no Bahrein apresentou um panorama de como as equipes e pilotos têm se ajustado às novas regras da competição. A chegada da Cadillac e da Audi, somada ao início conturbado da Aston Martin, reacendeu o alerta sobre uma norma antiga da categoria: a regra dos 107%.
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Introduzida originalmente em 1996, a medida vigorou até 2003, quando a F1 adotou um novo sistema de classificação. Em 2011, a regra foi reintroduzida pelo mesmo motivo de sua criação; na ocasião, a equipe HRT não conseguiu ficar dentro do limite de tempo e seus dois carros foram proibidos de largar no GP da Austrália.

Como funciona a regra?
No papel, a F1 é o ápice da velocidade, e a Regra dos 107% serve justamente para garantir que nenhum carro seja lento demais na pista. Ela funciona como um filtro de qualidade técnica: para ter o direito de largar em um GP, o piloto precisa registrar, ainda no Q1 (a primeira fase do treino classificatório), um tempo que não seja superior a 107% da volta mais rápida daquela sessão.
Por exemplo, se o líder marcar um tempo de 100 segundos, qualquer outro piloto deve fazer, no máximo, 107 segundos para estar apto a correr. A regra evita que carros muito abaixo do desempenho dos demais causem acidentes graves por diferença de velocidade ou atrapalhem os líderes durante as bandeiras azuis (ultrapassagens de retardatários).
Nesta temporada, a regra volta aos holofotes, já que equipes como a Aston Martin demonstraram dificuldades para se manter dentro da margem de segurança. Para lidar com esse desequilíbrio, a FIA aplicará a Oportunidade Adicional de Desenvolvimento (ADUO) em três janelas específicas da temporada 2026: nas corridas 1-6, 7-12 e 13-18.
O mecanismo permitirá que as equipes com desempenho abaixo do esperado realizem ajustes técnicos extras para recuperar a competitividade e a segurança ao longo do ano.
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